Batendo em minha porta o vendaval
Alerta para quem jamais veria
O olhar desta quimera; fantasia,
Um ato tão vulgar mesmo banal
A sonhadora exposta num varal
Encontra a mais terrível ventania
E enquanto em luz sombria se fazia
O mundo desabando desigual,
Assiste à derrocada de quem tanto
Pensara ter nas mãos suave encanto
E transmudada em nada se perdeu,
Batendo nas janelas, vento frio
É como se pudesse em desafio
Mostrar o que pensara fosse meu.
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