Sangrando o coração tão doidivanas
Estraçalhado sonho se trasborda,
Vivendo sempre à margem, pela borda
Enquanto mergulhara, tu me enganas
E as noites que queria mais profanas,
Deveras solidão, atraem e a corda
Já rota com a sorte vã discorda
E trama novas sendas desumanas.
Assaz maravilhada no passado,
Agora vejo em ti o disfarçado
Fantoche que assustara esta criança
Amortalhada em lágrimas; sofrida
Matando o que restara nesta vida
Ainda de uma fútil esperança.
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