Despetaladas rosas, vis espinhos
Abrolhos nos jardins, tantas daninhas
E quando nos braços tu te aninhas,
Entregue sem defesas aos carinhos
Percebo quanto estamos tão sozinhos
Distante da alegria que continhas
Agora o que restou são lendas minhas
E nelas os anseios são vizinhos.
Descrevo em poesia o sofrimento
E mesmo quando algum momento eu tento
Que possa traduzir qualquer lazer
Eu vejo a inglória senda percorrida
No que pensei um dia fosse vida
E sinto a cada instante já não ser.
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