terça-feira, 2 de março de 2010

UMA DECLARAÇÃO DE AMOR

Augustas madrugadas, não teria
Quem tece a sua teia nas paixões
E quando terminarem os verões
Versões bem diferentes, noite ou dia.

Ainda que me dês melancolia
Os tempos novos; cedo decompões
Aonde se pensara em soluções
Soluço tão sozinha, mas devia

Seguir os meus instintos e tentar
Na ausência desta luz clara solar
Buscar uma acolhida em mansa lua

Que deita-se desnuda sobre mim,
Penetra mansamente este jardim,
E em gozo assim recíproco flutua...

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