Vedete das divinas passarelas
Um sonho de menina que se acaba
Castelo transformado em simples taba
O furioso príncipe revela
Na embriaguez terrível, fria cela
E o que restou de mim, ora desaba
Da fábula e da lenda não se gaba
O amor se transformou em corruptela
E a tela desenhada há tantos anos,
Agora ao traduzir meus desenganos
Prefaciando a morte que talvez
Permita o renascer em nova vida
E assim após a vaga despedida
O sonho noutro plano se refez.
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