O amor primaveril que tanto sonha
A moça quando chega adolescência
Em toda a maravilha, florescência
Depois somente a noite em vão, medonha
Dos toques mais ousados, a vergonha
No olhar do companheiro a penitência
E quando se mostrando em inocência
A vida noutro rumo já se enfronha
E tendo num olhar guardado ainda
Enquanto a realidade se deslinda
Belezas entre farta poesia
O tempo se mostrando mais cruel
Após uma aliança outro papel
E a primavera nunca mais surgia...
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