domingo, 6 de maio de 2018

A NOITE SEM ESTRELAS


A noite sem estrelas nem luar
O peso de uma vida sem sentido
O quanto se mostrasse e nada resta
Do sonho feito em rude pesadelo,
Meu canto se desfaz em um minuto
E o medo se apodera da existência,

A vida na temível existência
Do quanto se desenha em tal luar
Ainda que persista algum minuto
Encontra no vazio o seu sentido
E tanto quanto possa o pesadelo
Destroça uma esperança que ali resta,

O medo sendo tudo o quanto resta,
O canto mais atroz dita existência
E passo a vida inteira em pesadelo
No quanto procurasse algum luar
E tendo meu caminho sem sentido
Não sobra nem sequer algum minuto

Quisera ter apenas um minuto
E ver este cenário que ora resta
Gerando com certeza este sentido,
E toda a magnitude da existência
Tramasse com carinho este luar
Deixando para trás um pesadelo,

O tanto que se molde em pesadelo
E a farsa se descobre num minuto,
E quando procurasse algum luar
Apenas tanta treva é o que inda resta
E sigo sem saber desta existência
Que possa traduzir algum sentido,

O quanto se mostrara já sentido
E nada além do mero pesadelo
Que tanto dominasse esta existência
E o prazo se esgotando num minuto,
Enquanto uma alegria em sonhos resta,
Ainda se acredita no luar,

O tempo de um luar se faz sentido
Somando o quanto resta, um pesadelo,
Não vale um só minuto da existência.

MARCOS LOURES

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