segunda-feira, 7 de maio de 2018

ANDANDO SEM SENTIDO


Andando sem sentido em noite vaga
As brumas escondendo qualquer lua,
Ao longe entre corujas e fantasmas
O medo ora se entranha e nos domina,
Galgando espaços antes conhecidos
O tempo transcorrendo em árduos tons,

Os sonhos imergindo em tantos tons
Enquanto uma esperança além já vaga,
E os tantos que se fossem conhecidos
Agora sem saber sequer a lua,
Apenas o sombrio nos domina,
E quaisquer tramas ditam os fantasmas,

Os passos que nos rondam, os fantasmas,
Eclodem madrugadas, vários tons,
E o tétrico cenário nos domina
Enquanto pela noite uma alma vaga
Buscando inutilmente crer que a lua
Tocasse nestes palcos conhecidos.

Atalhos e caminhos conhecidos
Agora são espectros e fantasmas,
Sem ter alguma luz, na ausente lua,
Os sonhos se perdendo em turvos tons,
E quanto desta vida se faz vaga
Enquanto tal imagem nos domina,

A cena sem detalhes já domina
E os tantos desenganos conhecidos
E a sorte que pensara viva, vaga,
Grassando entre os retalhos, os fantasmas,
A vida se perdera em rudes tons
E busco inutilmente a deusa lua,

Há tanto que me perco sem tal lua
Que possa redimir quando domina
E vejo a sorte amarga nestes tons
E nada dos anseios conhecidos
Marcando além de todos os fantasmas
Enquanto o pensamento; ao léu, já vaga.

A sorte agora vaga e busca a lua,
Somente estes fantasmas... Fim domina
Momentos conhecidos, toscos tons...

MARCOS LOURES

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