Meu tempo de viver e de sonhar
Aos poucos determina o fim do jogo
E quando mergulhasse em tanto fogo
Numa alma tão diversa ou procurar
Apenas o que possa neste rogo
A vida noutra cena demonstrar,
E quando se pudesse demonstrar
O quanto se presume no sonhar
Encontro no final o mesmo rogo
Vagando sem sentido e deste jogo
Mergulho no que possa procurar
E sei que no final exposto ao fogo,
E sendo tão comum o farto fogo
E o verso que se possa demonstrar
Ousando sem sentir ou procurar
Ainda o quanto tente ora sonhar
Marcando desde já o velho jogo
E nele se tentasse um mesmo rogo,
O mundo sem sentido em ledo rogo
Expondo o coração ao próprio fogo
E mesmo quando veja o velho jogo
Traduz o quanto queira demonstrar
Diverso do que possa enfim sonhar
É quando me cansei de procurar,
E quantas vezes tento procurar
A luta que se mostre feita em rogo
E o passo se transforma no sonhar
Que possa noutro instante em pleno fogo
Aos poucos novamente demonstrar
O quanto se deseja deste jogo,
A vida, na verdade lembra um jogo
E sei do quanto valha procurar
E sinto o que pudera demonstrar
Envolto nos anseios deste rogo
Trazendo para a vida em pleno fogo
O todo quanto pude mais sonhar,
O quanto do sonhar traduza o jogo
E nisto imenso fogo a procurar
E quando me ledo rogo, demonstrar.
MARCOS LOURES
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