Não mais que mera fonte do passado
Queimando sobre mim qual fosse um sol,
O tempo se transforma no arrebol
E o canto se presume abandonado,
Seguindo o que pudera um girassol
Encontra o velho sonho desolado,
O tempo se desenha e desolado
Entranho cada fase do passado
E bebo do vazio, um girassol
O mundo se moldara em pleno sol
Tocando num instante abandonado
O canto se perdendo no arrebol,
O todo se traçando no arrebol
Persegue cada brilho desolado
Que outrora se fizera abandonado
E agora se desenha do passado
Tentando na verdade ser um sol,
Meu sonho noutro encanto, um girassol
O tempo desafia o girassol
E traça cada linha em arrebol
E nisto sigo tendo além o sol
Olhando cada fase desolado
Há tanto sem sentido , o meu passado,
Meu verso se desenha abandonado
E o tanto que pudera abandonado
Expressa no que possa um girassol
Tramar outro momento de um passado
E sigo mesmo estando em arrebol
Ainda que perceba desolado
O sonho desenhado em brilho e sol,
A vida procurando qualquer sol
Que possa num caminho abandonado
Deixando para trás o desolado
Cenário se moldando em girassol,
Traçando na verdade em arrebol
E o tempo dita os ermos do passado,
O quanto do passado fosse um sol,
Estando em arrebol abandonado,
Tramasse um girassol, mas desolado...
MARCOS LOURES
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