segunda-feira, 7 de maio de 2018

NÃO POSSO ACREDITAR



Não posso acreditar no que passando
Por tantas tempestades eu colhesse
Nas mãos de quem anseio nova sorte
O mundo se resume no vazio
E bebo cada gole da esperança
Enquanto o passo em vão já nada traz

O quanto se tentasse e sei que traz
A vida noutro instante ora passando
Gerando ou destroçando esta esperança
Que o tempo sem limites não colhesse
O mundo se transforma e do vazio
Apenas se desenha a rude sorte,

Vestígios do que possa nossa sorte
O mundo se transforma e já me traz
O tanto que se molde do vazio
E nada mais trouxesse ora passando
O verso que deveras eu colhesse
Matasse em nascedouro esta esperança

E quando se traduz em esperança
O todo que regesse nossa sorte
Meu mundo na verdade ora colhesse
E nisto o quanto possa e já se traz
Expressaria o verso onde passando
O tempo se mostrasse no vazio

E tento acreditar que além-vazio
Ainda se tentasse esta esperança
Que possa a cada instante ora passando
Vagar e desenhar diversa sorte
E o todo que pudera quando traz
Deveras outro mundo em paz colhesse.

O tempo quando a sorte enfim colhesse
O tanto desenhado no vazio,
E o preço quando a vida enfim se traz
Marcasse com angústia esta esperança
E sem sentido algum, perdendo a sorte,
Meu mundo sem sentido ora passando,

O sonho que passando se colhesse
O tanto desta sorte no vazio
Enquanto uma esperança nada traz.


MARCOS LOURES

Nenhum comentário: