Ou mesmo não convenha ao navegante
O passo se transforma e num repente
O quanto se apresente não ecoa
Numa alma que resume o pensamento
De quem se fez apenas um farsante.
O mundo se presume no farsante
Anseio de quem busque e segue além
Do todo que inda rege o pensamento
Daquele quando outrora navegante
Agora noutro tom enquanto ecoa
Gerasse nova farsa de repente,
O manto consagrado no repente
Vestira a sorte amarga do farsante
E tanto que pudera enquanto ecoa
Vencido pelo quanto fosse além
Grassando sobre mares, navegante,
Tocando em mansidão meu pensamento,
O todo se desenha em pensamento
E marca o que pudera de repente
Vagando sem sentido navegante
Das tramas mais temidas um farsante
Que possa na verdade estar além,
E mesmo sem limites tanto ecoa,
A vida se transforma enquanto ecoa
E gera o que se mostre em pensamento,
Navego contra a sorte e sigo além
Naufraga o sentimento, no repente,
E vejo a mesma face do farsante
Que sabe ser da vida, um navegante,
O mundo se presume e o navegante
Encontra o que pudesse enquanto ecoa
E gera o meu momento e se farsante
E sei do quanto deva o pensamento
Gerando o que buscasse e no repente
E nada no cenário dita o além,
O quanto diz além o navegante,
E sei que de repente o tanto ecoa
E sinto o pensamento, um vão farsante...
MARCOS LOURES
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