Nos tantos e diversos dias vejo
O sonho se traçando sem descanso
E o corte na verdade se resume
Nos erros que cometo quando sonho,
Meu passo se traduz neste vazio
Enquanto a solidão em paz consumo,
O todo noutro engodo ora consumo
E sei que na verdade nada vejo
Somente o que pudesse do vazio
Há tanto sem saber algum descanso
E nisto quando tento e mesmo sonho,
A vida no não ser já se resume,
O passo que deveras me resume
O tempo sem saber do que consumo,
O verso aonde tento e jamais sonho,
A luta que decerto também vejo
E nisto se pudesse algum descanso
Imerso nos meus erros, vou vazio,
E sei do quanto possa ser vazio
O canto aonde o nada se resume
E traz no olhar a marca do descanso
Que possa transmudar todo o consumo
Da vida que deveras quando vejo
Expressa a solidão enquanto sonho,
O todo que pudesse neste sonho,
O verso se inundando do vazio
A luta sem sentido onde me vejo
E nada do que possa já resume
O tanto que se tente e se consumo
Expressa a luta rude sem descanso,
Ainda quando possa e até descanso,
O tempo que deveras não mais sonho
Entranha onde o peso ora consumo
E bebo a sensação do ser vazio
Que tanto meu caminho ora resume
E gera a solidão quando me vejo
E sei que agora vejo sem descanso
O quanto se resume em novo sonho,
E todo este vazio ora consumo.
MARCOS LOURES
Nenhum comentário:
Postar um comentário