segunda-feira, 7 de maio de 2018

NOVO ENCANTO



Jamais a vida trace novo encanto
Enquanto neste tanto me percebo
Vagando sem sentido em noite escusa
E tento alguma lua que não há
O verso busca o sonho de quem ama
E morro solitário sem teus sonhos,

A vida se pudesse em tantos sonhos
Gerando o quanto quero e se me encanto
Bebesse da alegria quando se ama
E nisto este caminho ora percebo
Vagando pelos ermos e sei que há
Somente no final a face escusa,

A luta nesta noite amarga e escusa,
Brumosa madrugada em vários sonhos
E nesse caminhar o quanto que há
Expressa o meu anseio e meu encanto
Vestindo esta ilusão ora percebo
O todo que se dita quando se ama.

Não quero outro caminho e nem mais ama
A sorte se moldando, sempre escusa,
O tanto que se veja e mal percebo
Encontraria o tanto que em tais sonhos
Ousasse imaginar um novo encanto
E sei que na verdade já nada há,

O todo desejado quando se há
Ao menos ilusão e nisto se ama
O tempo reduzindo e deste encanto
Sequer a menor sombra e sei escusa
A luta sem proveito em vagos sonhos
Marcando o quanto tento e mal percebo.

O mundo sem limites eu percebo
E vejo a imensidão e sei quanto há
Dos ermos desencantos, nestes sonhos,
E vago sem sentir o que ora se ama
Traçando esta verdade mesmo escusa
E o passo que pudera em novo encanto.

Assim do vago encanto ora percebo
Os ermos desta escusa e quanto se há
Nos olhos de quem ama novos sonhos.


MARCOS LOURES

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