Procuro qualquer sorte aonde eu possa
Viver em fantasias o que trago
A vida se moldando em rudimentos
O tempo na verdade nada expressa
Somente se confessa a solidão
Que tanto se desenha no horizonte
E o quanto desejara em horizonte
Diverso do que tento e mesmo possa
Vagando sem sentido em solidão
Tramando o que deveras eu te trago
O verso de tal forma enfim se expressa
E nisto sonhos são só rudimentos,
Os olhos emboscando rudimentos
Do quanto se fizer no horizonte
E tendo a sensação que a vida expressa
E tanto quanto tente e mesmo possa
Tentando cada instante que te trago
E nele superando a solidão,
A luta se desenha em solidão
E o mundo desenhando os rudimentos
Dos sonhos que deveras sei que trago
Ousando acreditar neste horizonte,
Diverso do que tanto em vida possa
E sei quando a verdade em vão se expressa.
A senda que deveras tanto expressa
A farsa desenhada em solidão,
O todo que garante o quanto eu possa
Viver além dos meros rudimentos
E nisto se moldando no horizonte
O tanto que decerto a ti eu trago,
O mundo se transcende enquanto o trago
E resta o quanto teimo e a vida expressa
Nos ermos mais audazes do horizonte
E nisto se anuncia a solidão
Que tente progredir e os rudimentos
Gerando muito mais do quanto possa,
A vida que se possa enquanto a trago,
Os ledos rudimentos, sorte expressa,
E vejo a solidão neste horizonte,
MARCOS LOURES
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