domingo, 6 de maio de 2018

UM COPO DE CERVEJA


Um copo de cerveja um bar e o sonho
Rodando em minha mente este passado,
Nas tramas entre dramas e sorrisos
Anseios e delírios misturados,
E agora o que me resta nalgum canto,
Expressa um violão abandonado,

O tempo que se mostre abandonado,
O tanto onde se veja cada sonho
Expressa o que pudera neste canto
E traz as ledas marcas do passado,
E quando vejo encantos misturados
Ainda tento dar alguns sorrisos,

A noite entre tormentos e sorrisos
O vento dita o sonho abandonado
E sigo com os passos misturados
Fazendo da verdade um duro sonho
E nisto o que inda vive do passado
Encontro ainda imerso neste canto,

E penetrando a vida em cada canto,
O sonho se perdera em vãos sorrisos
E quando adentro as sendas do passado,
O verso pelo tempo abandonado,
Espalha pela vida o quanto sonho
Em ritos tão diversos, misturados,

Os olhos entre espaços misturados
Cadenciando a vida nalgum canto
E sei desta expressão em vivo sonho
Vagando entre temores e sorrisos,
E quando vejo o tempo abandonado,
Entranho as várias sendas do passado,

O canto noutro tanto, meu passado,
E os dias prosseguindo misturados
Nas farsas onde fora abandonado
O todo se presume noutro canto
E o nada que expressasse tais sorrisos
Encontra o quanto resta deste sonho,

E quando agora sonho o meu passado
Revela nos sorrisos misturados
Às lágrimas num canto, abandonado.

MARCOS LOURES

Nenhum comentário: