Os beijos que me trazes; mel amargo
Neste agridoce encanto, dor e medo,
E quando nos teus braços eu me enredo
Deixando a solidão cruel ao largo,
Caminho para o nada agora embargo
E toda a fantasia eu te concedo,
Decifras deste cofre o seu segredo
E a senda para a vida, em paz, alargo.
Se desvairadamente inda te assusto,
Deitando-se deveras sobre o busto
Ninando este menino que é só meu,
O tanto se transborda, inundação,
E estrelas aos nos ver mergulharão
Gerando imenso sol que em nós nasceu.
Nenhum comentário:
Postar um comentário