As violetas mortas pela casa,
Crisântemos traduzem dores várias
E aonde imaginara as luminárias
Apenas solidão ainda abrasa
Felicidade em sonhos já se atrasa
E as noites sendo amargas; solitárias
As almas em sarjetas, mortas; párias
Desprezo modulado em fúria e brasa.
Calcando as minhas tétricas quimeras,
Afasto o que seriam primaveras
E os lírios amortalham meu jardim.
Não tendo mais o sonho em minhas mãos,
As noites são cruéis e os dias vãos,
Traçando eterno luto que há em mim.
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