Morta de sede busco alguma fonte
Que ainda me permita saciar
O gozo, mas percebo que a vagar
A lua tão distante deste mar
Aonde um dia espero que desponte
O amor que nunca pude desvendar
Aquém da fantasia a amortalhar
Quebrando o que talvez fosse uma ponte
E nada mais resiste ao vendaval,
Encontro o teu retrato amarelado
Mostrando assim a face do passado
Adormecida estrela me faz mal
E quando me retrato em tal vazio,
A sede incontrolável, não sacio.
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