Irmã das desventuras, dos receios
Mesquinhos sonhos trago dentro da alma
A solidão deveras dói e acalma
Sabendo decifrar os velhos veios
E sem fazer sequer quaisquer rodeios,
Carrego dentro em mim o medo e o trauma
Falsárias impressões de mansa calma
No fundo uma explosão, fartos anseios.
Escondo-me nas farsas que ora invento
E quando me percebo em tal tormento
Tentando disfarçar a dor mascaro
Com risos mesmo quando tenho infaustos
A vida me ensinando em holocaustos
Sabor tão agridoce exposto ao faro.
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