Brandas noites expostas num silêncio
Soturno que traduz o jamais ter,
O amor já demarcado em desprazer
Não vejo quem da glória inda convence-o.
Das ardentias, falsas luminárias
Gerando discrepantes ilusões
E quando em tal nudez chegas e expões
Imagem refletidas; temerárias
Traduzem esta a quem a sorte nega
A chance de lutar e ser feliz.
Uma álgida loucura em cicatriz
Deixando a caminhada tosca e cega
Existe ainda enfim alguma luz?
Somente o que esta lua reproduz...
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