Pisasse sobre as flores que plantei
Talvez não me causasse mais espanto,
E quando se transforma em tal quebranto
Transgride qualquer norma, regra ou lei
Matando o que deveras cultivei
Mesmo tristonha agora ao ver-te canto
Pensando no passado me agiganto
Arranco do meu peito, o que sonhei.
E neste aborto feito dentro da alma,
A sua morte, amor, agora acalma
Aquela que deveras ‘stá perdida
E o olhar enternecido já não trago,
Praguejo contra a sorte e tomo um trago
Desta aguardente amarga, a minha vida.
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