Voltando a ter nos olhos a inocência
Que o tempo me roubou sem mais escusas
Quisera ser a Musa entre mil Musas,
Porém o amor se fez fosforescência
Fugaz que se perdeu em luz sombria,
E toda sorte apenas fora vã,
E quando se percebe outra manhã
A madrugada então, bem mais se esfria.
Vagando pelos lumes, qual falena
Buscando a direção que nunca veio,
O olhar atormentado, em tal receio,
Uma alma tão miúda se apequena
E o vértice se torna precipício,
Quem dera se eu voltasse desde o início.
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