Funâmbulo
Equilibrando dores e alegrias
Respiro sentimentos diferentes.
Coração transborda em agonias
Meus medos e quimeras; também sentes,
No picadeiro trago as fantasias,
Buscando da esperança tais vertentes
Enquanto minhas noites são sombrias
Os versos soam velhos penitentes.
Palavra e pensamento vêm à tona.
E a morte pouco a pouco já me acena,
A vida me promete não ter pena.
O canto que te trago, sem carícia,
A velha solidão não me abandona,
Felicidade existe? Nem notícia...
Marcos Loures
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