Noites fortuitas
Fortuitas noites dizem do abandono
Ao quanto pude ver e não soubera
A senda mais atroz, velha quimera,
Da qual a cada passo mais me adono,
O tempo noutro todo em desabono,
Resume o meu momento e degenera
Ousando numa luta tão austera
Marcando o que se mostre em tosco sono,
Insânia acompanhando o quanto fosse
Da vida mais cruel mesmo agridoce
Vencido pelos ermos de quem tenta
Vestígios de uma sorte que resulta
Numa esperança morta ora insepulta
Em meio ao que pudesse tal tormenta.
Loures
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