A vida não traria nenhum brilho
Tampouco se fizesse esta esperança
Enquanto na verdade o que anuncias
Eclode nas tormentas e nos erros
Vagando sem sentido em sortilégio
O tempo não transcende ao quanto quis,
E sei que na verdade o que mais quis
Entranha como fosse um raro brilho
E vendo tantas vezes, sortilégio,
O caos domina enfim esta esperança
E sei dos meus anseios, tantos erros,
Enquanto este vazio me anuncias.
O tanto que deveras anuncias
O verso sem sentido já não quis
E sigo nos caminhos tantos erros
Enquanto se procura qualquer brilho
O verso prenuncia esta esperança
E o mundo se prepara em sortilégio,
O todo se desenha em sortilégio
Marcando o quanto resta e me anuncias
Gerando a cada engano esta esperança
Deixando para trás o quanto eu quis
E vago sem sentir sequer o brilho
Acumulando assim diversos erros,
A sorte se anuncia enquanto os erros
Noutro momento dita o sortilégio
De quem se fez além de qualquer brilho
E nisto o que pudesse ora anuncias
Deixando no passado que eu mais quis
Matando em nascedouro esta esperança.
Rondando o pensamento uma esperança
O tanto acumulasse noutros erros
E sei do quanto pude e mesmo quis
No todo desenhado em sortilégio
E sigo esta vontade onde anuncias
As tramas onde perco o raro brilho,
E quando tento e brilho; uma esperança,
Enganos anuncias e dos erros
O velho sortilégio nada quis...
MARCOS LOUR
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