Ainda quando veja a rara lavra
Que possa traduzir uma colheita
O coração deveras camponês
Mergulha no que possa em tal momento
E ceva com cuidado e dia a dia
O todo que buscara a cada instante,
O mundo desenhado neste instante
Enquanto a solidão deveras lavra
Marcando com terror o novo dia
E nisto se adiando esta colheita
Gerando no caminho este momento,
Poeta também é um camponês,
E seja de tal forma camponês
Ousando no cultivo a cada instante
E desta sorte vejo este momento
E quando a fantasia tudo lavra
Preparo para após toda a colheita
Saber a quanto rege o nosso dia,
Vencer esta ilusão e ter num dia
O sonho que permita ao camponês
Além do quanto tenha na colheita
E todo se moldara num instante
Expressa a maravilha quando lavra
E gera esta emoção nalgum momento,
O tempo se desenha num momento
E sei do meu anseio noutro dia
Ainda quando vejo o quanto a lavra
Ditasse o desejar de um camponês
E nisto se moldasse num instante
A sorte desejada em tal colheita,
E quando uma expressão dita a colheita
O verso mais audaz noutro momento
Grassando sobre o sonho a cada instante
E renovando o passo em todo dia
Gestasse o pensamento e um camponês
Ousasse acreditar na sua lavra,
O tanto que se lavra diz colheita
E sei do camponês neste momento
Encontro novo dia num instante...
MARCOS LOURES
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