Marcando o meu anseio num momento
Encontro do passado o quanto resta
E bebo a solidão quando se veja
A luta desdenhosa em tom sombrio.
Vestígios do que possa a cada instante
Tramando no final a ausente festa,
O passo se desenha em rude festa
E traço com terror cada momento
Aonde o que pudera num instante
Produza o que deveras tanto resta
Marcando este cenário mais sombrio
Com toda a solidão que enfim se veja.
O quanto se anuncia e nada veja
Uma alma sem proveito e sem tal festa
Que possa na verdade em ar sombrio
Tramar o que se tente num momento
Vestindo esta ilusão que apenas resta
E gera o que pudera noutro instante
O mundo se desnuda e num instante
O fato se transforma enquanto o veja
Distante do que possa e sei que resta
E sei quando o vazio dita a festa
E nada se anuncia num momento
Em ar tão mais atroz quanto sombrio,
O passo se desenha onde é sombrio
O tempo de viver e noutro instante
O quanto se pudesse em tal momento
Vagar entre o que sonhe e sempre veja
Tornando o dia a dia em rude festa
E nisto o que se tenta jamais resta,
Vivendo do que apenas hoje resta
Encontro este cenário tão sombrio,
E nada que possa dita a festa
E gera o quanto espera num instante
E sinto que em verdade sempre veja
O todo que se mostre num momento,
E sei que este momento enquanto resta
A vida ora se veja em tom sombrio,
Marcando num instante a ausente festa.
MARCOS LOURES
Nenhum comentário:
Postar um comentário