Ainda se prepara após a queda
O verso sem sentido ou incentivo
E sendo na verdade mais altivo
O prazo se resume no vazio
Erguendo o quanto possa num segundo
Adentra o coração em manso tom,
O quanto poderia neste tom
Viver após o tempo em rude queda
E vendo o quanto tente num segundo
O passo logo após eu incentivo,
E vejo simplesmente do vazio
O olhar que se mostrara mais altivo,
O canto que se fez agora altivo
Marcando o dia a dia em rude tom
Expressa no final este vazio
E dele se presume então a queda
E busco na verdade um incentivo
Moldando novo mundo num segundo
O tanto que se perca no segundo
Aonde o sonho fora mais altivo
E nisto o quanto possa eu incentivo
Bebendo do passado em novo tom,
Vestindo esta emoção que gere a queda
Ou mesmo noutro enredo este vazio,
O tempo enveredando este vazio
E nada do que possa outro segundo
Marcando com certeza a rude queda
E nisto este delírio mais altivo,
E vejo o meu caminho em rude tom,
Traçando no final mero incentivo,
Ainda quando veja este incentivo
De toda a mesma sorte no vazio
Expresse o quanto reste em mero tom,
E vivo o que se mostre num segundo
E nisto este desenho mais altivo
Presume no final a minha queda,
Ousando após a queda no incentivo
Que possa mais altivo, do vazio
Gerar outro segundo em firme tom.
MARCOS LOURES
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