O tempo se ausentasse da esperança
E o vento noutro tom se extraviando
O verso sem sentido e o canto atroz
Deixando ora em frangalhos liberdade
Enquanto a sorte nega o que pudesse
A vida se transforma em vil tormenta,
Ainda sinto viva esta tormenta
Que tanto sonegara esta esperança
O passo noutro rumo já pudesse
Trazer o que se vira extraviando
Matando em nascedouro a liberdade
Num ato sem limites, mais atroz,
E quanto mais a vida seja atroz,
Deveras meu caminho esta tormenta
Traçando sem sentido a liberdade
E quando se procura uma esperança
O todo noutro rumo extraviando
E o nada se transcende onde pudesse.
A vida de tal forma inda pudesse
Tramar o que se mostre tanto atroz
E quando se permite extraviando
O verso representa esta tormenta
Matando o quanto houvesse em esperança
Deixando no passado a liberdade,
Ainda se desenha a liberdade
E tento o quanto em vida ora pudesse
Trazendo no bafejo da esperança
O canto mesmo rude e até atroz
Gerando no final esta tormenta
O rumo sem saber se extraviando.
E quando se percebe extraviando
O quanto se quisera em liberdade
O tempo sem razões dita a tormenta
E o corte onde o sonho inda pudesse
Tramar o quanto veja mais atroz
E nisto se calasse esta esperança.
Ao ver uma esperança extraviando
O tempo mais atroz, sem liberdade,
Expressa o que pudesse em vã tormenta...
MARCOS LOURES
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