Talvez se eu navegasse em mar tranqüilo,
Seguindo esta corrente que me leva
Distante do que fosse amargo ou treva,
Teria em minhas mãos um novo estilo,
Falando da alegria de quem ama,
E sabe ser amado por alguém,
Mas quando a realidade chega, vem,
Eu modifico assim, toda esta trama...
Um verso que me acalme e que desfaça
Os nós nos quais enredo a minha vida,
Levando a solidão já de vencida,
Enquanto a vida plácida, enfim, passa...
Mas sinto que a amargura me fascina,
E dela faço fonte, ponte e mina...
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