SUICÍDIO
Amiga, eu quis matar este poeta
Que cisma em maltratar o português,
Quem tem a fantasia como meta
Esquece quando chega a sua vez,
Porém a companhia tão dileta
De amigos, este sonho já desfez
A minha brincadeira predileta,
Soneto, mais um pouco, sou freguês...
Remando mesmo contra esta maré,
Mantendo algum resquício de uma fé
Que possa permitir uma abertura.
Sabendo que o mercado hoje é fechado,
Aqui eu vou mandando o meu recado,
Sem grilhões, sem temor e sem frescura...
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