segunda-feira, 17 de outubro de 2011

SUICÍDIO

SUICÍDIO


Amiga, eu quis matar este poeta
Que cisma em maltratar o português,
Quem tem a fantasia como meta
Esquece quando chega a sua vez,

Porém a companhia tão dileta
De amigos, este sonho já desfez
A minha brincadeira predileta,
Soneto, mais um pouco, sou freguês...

Remando mesmo contra esta maré,
Mantendo algum resquício de uma fé
Que possa permitir uma abertura.

Sabendo que o mercado hoje é fechado,
Aqui eu vou mandando o meu recado,
Sem grilhões, sem temor e sem frescura...

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