AUSÊNCIA
Minha princesa somente um vão plebeu
Jamais reconhecendo a primavera
O mundo com certeza me esqueceu
O tempo não detém e nunca espera
O sonho que deveras já morreu,
A dura solidão se faz austera
E o nada que este tempo concebeu,
O peito de quem ama, dilacera...
Fagulhas incendeiam matagais
Remates e remendos somos nada,
O tempo sonegando a velha estada
Expressa a solidão que me envolvendo
Matando o que pudera em dividendo
Mostrando estes caminhos mais banais...
LOURES
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