Teus olhos
Teus olhos tão soberbos não encaro!
A vida não me deixa solução,
Quem fora amor enfim tento e declaro
Marcando a cada dia esta estação
Se imaginasse um sonho imenso e raro,
Por certo preferia a solidão.
Vagando pelas ruas sem amparo,
Apenas sofrimentos se verão,
Não maltrate quem te ama, só te peço,
A vida sem amor é quase nada,
É rio que se perde do seu leito.
Embora neste engodo um réu confesso,
Queria noutra sorte demarcada
O tanto que perdera e mesmo aceito.
LOURES
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