Depois de aposentado, o coração
Resolve novamente travessuras;
Requenta o velho amargo chimarrão
E teima no banquete das doçuras,
Porém o diabético sertão
Afoito às mais estranhas diabruras
Acende o fogareiro da paixão,
E os gozos vão virar simples torturas...
Perdoe este soneto, minha amada,
As mãos já calejadas te machucam,
Jamais reviverei outra alvorada,
É simplesmente um ato de ousadia
Imagens do passado me cutucam
Bulindo com a arcaica fantasia...
Um comentário:
Quando gosto da poesia de um poeta é difícil me desgarrar...
Regina cnl Poesias
bjs
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