O teu cadáver beijo com brandura,
Afasto então as moscas carpideiras,
As honras usuais e costumeiras,
A campa que te espera é fria e dura.
Depois de tantos anos de procura,
Das esperanças fiz tolas bandeiras,
As horas escorregam, vão ligeiras,
O amor? Não posso crer que exista cura.
Abraço mansamente o corpo inerte,
Bem antes que a verdade me desperte
Eu sonho com momentos que não tive.
Daqui há poucos dias, nada resta
Senão a podridão crua e funesta,
A morta, mesmo assim ainda vive...
Um comentário:
Gostei de suas palavras e acreditei no que estava lendo. Parabéns pelos versos.
Atenciosamente,
R.S.Merces.
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