domingo, 16 de outubro de 2011

AMOR ETERNO

O teu cadáver beijo com brandura,
Afasto então as moscas carpideiras,
As honras usuais e costumeiras,
A campa que te espera é fria e dura.

Depois de tantos anos de procura,
Das esperanças fiz tolas bandeiras,
As horas escorregam, vão ligeiras,
O amor? Não posso crer que exista cura.

Abraço mansamente o corpo inerte,
Bem antes que a verdade me desperte
Eu sonho com momentos que não tive.

Daqui há poucos dias, nada resta
Senão a podridão crua e funesta,
A morta, mesmo assim ainda vive...

Um comentário:

Renan Merces disse...

Gostei de suas palavras e acreditei no que estava lendo. Parabéns pelos versos.

Atenciosamente,
R.S.Merces.