RIO MAIS DOIS MIL
Mais vinte, mais duzentos, tanto faz,
A fúria de quem tenta além do passo
Destroça o quanto queira e sei que traço
O olhar sem mais sentido, ora mordaz,
A face se esvaece e sigo atrás
Do todo que mudara este compasso,
No fundo o quanto resta, este fracasso,
A humanidade em fogo, o nada traz.
Escravos mais comuns que libertários,
Os dias cobram claros honorários
E os rios morrem cedo, frágeis fontes.
Porquanto a voz se cala dentro da alma,
A velha multidão já não se acalma
Sem luzes ou sem rumos, horizontes...
Marcos Loures
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