UM DOCE BEIJO
Amar além de tudo, o que desejo,
Tocando a tua pele tão macia.
Roubando desta boca um doce beijo,
Vivendo assim um mar de fantasia.
No toque delicado que prevejo,
Quando estiver em tua companhia;
Toda a beleza rara num lampejo
Do amor que se faz belo em harmonia...
Num sonho de alegria em frenesi,
Recebo o teu carinho, sedução.
Na essência deste amor, a tentação...
Querer-te sem limites, ter-te aqui,
Mulher, dona dos sonhos que eternizo
Num beijo tão suave, num sorriso...
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
O TEU PERFUME
O TEU PERFUME
Quem veio de uma vida dolorosa,
Ao ver nascer enfim a primavera
Tomando este perfume de uma rosa,
Além de toda dura e triste espera
Percebe em tua mão tão carinhosa,
Muito mais do que sempre assim soubera.
A vida passa a ser bem mais gostosa,
Deixando para trás toda quimera...
As dores num momento já se esquecem,
Futuro mais bonito, os olhos tecem,
Jamais me sinto, assim, abandonado.
Meu mundo já não sigo mais sozinho,
Nas asas deste amor, um passarinho
Que nunca mais será engaiolado...
Quem veio de uma vida dolorosa,
Ao ver nascer enfim a primavera
Tomando este perfume de uma rosa,
Além de toda dura e triste espera
Percebe em tua mão tão carinhosa,
Muito mais do que sempre assim soubera.
A vida passa a ser bem mais gostosa,
Deixando para trás toda quimera...
As dores num momento já se esquecem,
Futuro mais bonito, os olhos tecem,
Jamais me sinto, assim, abandonado.
Meu mundo já não sigo mais sozinho,
Nas asas deste amor, um passarinho
Que nunca mais será engaiolado...
TUA PRESENÇA
TUA PRESENÇA
Sentir tua presença, o teu perfume,
Perder-me nos teus beijos, nas carícias...
Envolto por teus brilhos, por teu lume,
Desejos que se tocam com perícias.
Amar além do fogo de costume,
Cedendo ao que tu queres... Ah! Delícias!
Amor que a gente faz e sempre assume
É feito de loucuras e malícias...
No nosso apartamento, nossa casa,
O quarto se ilumina com teu riso.
A tentação divina nos abrasa
Na barca da esperança: paraíso!
Rainha que na cama, sempre arrasa,
A dona do meu sonho mais preciso...
Sentir tua presença, o teu perfume,
Perder-me nos teus beijos, nas carícias...
Envolto por teus brilhos, por teu lume,
Desejos que se tocam com perícias.
Amar além do fogo de costume,
Cedendo ao que tu queres... Ah! Delícias!
Amor que a gente faz e sempre assume
É feito de loucuras e malícias...
No nosso apartamento, nossa casa,
O quarto se ilumina com teu riso.
A tentação divina nos abrasa
Na barca da esperança: paraíso!
Rainha que na cama, sempre arrasa,
A dona do meu sonho mais preciso...
JUNTO A MIM
JUNTO A MIM
Tocar-te, entrelaçar-te junto a mim,
E ter tua alegria e teu prazer.
Recebo o teu carinho até o fim,
Na força que me invade todo o ser.
A boca delicada e carmesim
Roçando os lábios quentes, pertencer.
Aos poucos acendendo este estopim
Que traz toda a magia de viver...
Amada, não consigo disfarçar
Todo o desejo imenso que provocas.
Teu corpo tão sedento navegar,
Achando ricas minas, doces locas...
Um êxtase divino e sensual,
Chegando até o ápice, afinal...
Tocar-te, entrelaçar-te junto a mim,
E ter tua alegria e teu prazer.
Recebo o teu carinho até o fim,
Na força que me invade todo o ser.
A boca delicada e carmesim
Roçando os lábios quentes, pertencer.
Aos poucos acendendo este estopim
Que traz toda a magia de viver...
Amada, não consigo disfarçar
Todo o desejo imenso que provocas.
Teu corpo tão sedento navegar,
Achando ricas minas, doces locas...
Um êxtase divino e sensual,
Chegando até o ápice, afinal...
TUA NUDEZ
TUA NUDEZ
Tua nudez transborda uma esperança
Que é feita tão somente do desejo,
De ter tua alegria em nossa dança
Além de todo o sonho que eu almejo.
A noite em mil delícias já se avança.
E tudo o queremos, num lampejo
Se faz em plena festa, uma aliança
De corpos que se tocam, relampejo...
Guiamos nossos passos mais precisos,
Buscando em mil delírios, fantasias...
Há tanto nossos sonhos tu querias,
Há tanto desfrutarmos dos sorrisos
Que fazem nossa noite vendaval,
Bebendo de teu corpo sensual...
Tua nudez transborda uma esperança
Que é feita tão somente do desejo,
De ter tua alegria em nossa dança
Além de todo o sonho que eu almejo.
A noite em mil delícias já se avança.
E tudo o queremos, num lampejo
Se faz em plena festa, uma aliança
De corpos que se tocam, relampejo...
Guiamos nossos passos mais precisos,
Buscando em mil delírios, fantasias...
Há tanto nossos sonhos tu querias,
Há tanto desfrutarmos dos sorrisos
Que fazem nossa noite vendaval,
Bebendo de teu corpo sensual...
UM BEIJO DELICADO
UM BEIJO DELICADO
Tocando a tua boca devagar,
Num beijo delicado, quente e manso.
Estrelas no teu corpo procurar,
Além de todo o sonho que eu alcanço.
Desenho uma alegria que é sem par,
Deitando no teu colo meu remanso.
Sentindo todo o mundo flutuar,
Felicidade entorna enquanto danço.
Mil beijos tatuando nossa tez,
Entornando meus lábios sobre ti,
Amar sem ter sequer e nem talvez,
Num gesto soberano e tão profundo.
Esse amor que contigo conheci,
Envolve todo o mundo em um segundo..
Tocando a tua boca devagar,
Num beijo delicado, quente e manso.
Estrelas no teu corpo procurar,
Além de todo o sonho que eu alcanço.
Desenho uma alegria que é sem par,
Deitando no teu colo meu remanso.
Sentindo todo o mundo flutuar,
Felicidade entorna enquanto danço.
Mil beijos tatuando nossa tez,
Entornando meus lábios sobre ti,
Amar sem ter sequer e nem talvez,
Num gesto soberano e tão profundo.
Esse amor que contigo conheci,
Envolve todo o mundo em um segundo..
A divina presença
A divina presença
Sentindo em cada abraço uma presença
Divina, da mulher que tanto espero,
À noite sempre aguardo que convença
O amor que tanto sonho quanto quero,
Paixão que tenho assim é tão extensa,
É todo o bem que guardo e que venero.
Teu corpo, minha amada, a recompensa,
Do amor que te dedico, mais sincero...
Te ter cada vez mais perto de mim,
Sentindo o teu arfar tão desejoso.
Amor que se faz forte e vai sem fim,
Tomando o pensamento a todo instante.
Te quero em cada beijo mais gostoso,
No sonho que se faz tão delirante...
La presencia divina
Sentir en cada abrazo una presencia divina
De la mujer que ahora ha deseado,
Por la noche siempre espero que retornes,
El amor que tanto quiero soñar,
Pasión que tengo es tan extensa,
Es todo para mí, no más preguntes…
Tu cuerpo, mi amor, la recompensa,
Del canto que dedico más sincero...
Alguna vez se acercó a mí,
Sensación de tu mirada deseosa
Amor que me hace fuerte y no se acabará
Tomando la idea en cualquier momento.
Yo quiero que cada beso sea más agradable,
En el sueño, más sublime y delirante...
Sentindo em cada abraço uma presença
Divina, da mulher que tanto espero,
À noite sempre aguardo que convença
O amor que tanto sonho quanto quero,
Paixão que tenho assim é tão extensa,
É todo o bem que guardo e que venero.
Teu corpo, minha amada, a recompensa,
Do amor que te dedico, mais sincero...
Te ter cada vez mais perto de mim,
Sentindo o teu arfar tão desejoso.
Amor que se faz forte e vai sem fim,
Tomando o pensamento a todo instante.
Te quero em cada beijo mais gostoso,
No sonho que se faz tão delirante...
La presencia divina
Sentir en cada abrazo una presencia divina
De la mujer que ahora ha deseado,
Por la noche siempre espero que retornes,
El amor que tanto quiero soñar,
Pasión que tengo es tan extensa,
Es todo para mí, no más preguntes…
Tu cuerpo, mi amor, la recompensa,
Del canto que dedico más sincero...
Alguna vez se acercó a mí,
Sensación de tu mirada deseosa
Amor que me hace fuerte y no se acabará
Tomando la idea en cualquier momento.
Yo quiero que cada beso sea más agradable,
En el sueño, más sublime y delirante...
O meu silêncio
O meu silêncio
Trazendo o meu silêncio concebido
No momento fatal da despedida,
Sangro tanto esse tempo já perdido,
Na procura da minha própria vida...
Eu não quero saber se tem havido
A que nunca mais fora percebida,
Nem amada num tempo sem sentido,
O gosto amargo - fruta apodrecida.
Vagando só; sem tempo e sem espaço,
Vou lavrando a paz, vendo o cansaço
Nesse momento torpe do senão,
Vivendo por viver, meu coração,
Procurando limites, neste abraço.
Por onde vou, vagueio na amplidão!
Mi silencio
Llevar mi silencio concebido
En el momento fatal de la despedida,
Tanto sangrar eso tiempo ya perdido
En busca de mi propia vida...
No quiero saber si se ha producido
Lo que nunca fue visto,
Y amado en un momento sin sentido
El sabor amargo - fruta podrida.
Vagando solo, fuera del tiempo y del espacio,
Yo arase la paz, al ver el cansancio
En este punto, el torpe realidad.
Viviendo por vivir, mi corazón,
En busca de los límites en este abrazo.
¿A dónde ir? ¡Pasear en la inmensidad!
Trazendo o meu silêncio concebido
No momento fatal da despedida,
Sangro tanto esse tempo já perdido,
Na procura da minha própria vida...
Eu não quero saber se tem havido
A que nunca mais fora percebida,
Nem amada num tempo sem sentido,
O gosto amargo - fruta apodrecida.
Vagando só; sem tempo e sem espaço,
Vou lavrando a paz, vendo o cansaço
Nesse momento torpe do senão,
Vivendo por viver, meu coração,
Procurando limites, neste abraço.
Por onde vou, vagueio na amplidão!
Mi silencio
Llevar mi silencio concebido
En el momento fatal de la despedida,
Tanto sangrar eso tiempo ya perdido
En busca de mi propia vida...
No quiero saber si se ha producido
Lo que nunca fue visto,
Y amado en un momento sin sentido
El sabor amargo - fruta podrida.
Vagando solo, fuera del tiempo y del espacio,
Yo arase la paz, al ver el cansancio
En este punto, el torpe realidad.
Viviendo por vivir, mi corazón,
En busca de los límites en este abrazo.
¿A dónde ir? ¡Pasear en la inmensidad!
MARTÍRIO
MARTÍRIO
Se nada mais desejo neste mundo
É que almejo viver em liberdade
De cada beijo novamente inundo
Transportando no peito essa saudade
Quando percebo em ti a claridade
De sonhos tantos, loucos, me aprofundo;
Mergulho cego amar-me, pois, quem há-de?
Pois deste amor, traduz-se mais fecundo.
O que fora somente lucidez
Na procura de tanto nada fez
Só a angústia voraz de pétrea tez
Que a cada instante em doce insensatez
Trasmudando-se audaz perdendo a vez
Num martírio cruel, que se desfez...
MARTIRIO
Si nada más en este mundo deseo,
Es que sueño vivir en libertad
Cada beso trasciendo más inundaciones
Llevando en el pecho esos recuerdos
Cuando veo la luz brillando en ti,
Tantos sueños, loco, me profundo
Buceo a ciegas, no me quieres ¿y por lo que hay-de?
Porque de este amor se traduce en más fecundo
Lo que sólo fue lúcido y se perdió.
En la procura de tanto, no hizo nada
Sólo la angustia voraz en ruda piedra,
Y cada momento de dulce locura
Trasmudando a si perder en tiempo,
Un martirio cruel, que irrumpió.
Se nada mais desejo neste mundo
É que almejo viver em liberdade
De cada beijo novamente inundo
Transportando no peito essa saudade
Quando percebo em ti a claridade
De sonhos tantos, loucos, me aprofundo;
Mergulho cego amar-me, pois, quem há-de?
Pois deste amor, traduz-se mais fecundo.
O que fora somente lucidez
Na procura de tanto nada fez
Só a angústia voraz de pétrea tez
Que a cada instante em doce insensatez
Trasmudando-se audaz perdendo a vez
Num martírio cruel, que se desfez...
MARTIRIO
Si nada más en este mundo deseo,
Es que sueño vivir en libertad
Cada beso trasciendo más inundaciones
Llevando en el pecho esos recuerdos
Cuando veo la luz brillando en ti,
Tantos sueños, loco, me profundo
Buceo a ciegas, no me quieres ¿y por lo que hay-de?
Porque de este amor se traduce en más fecundo
Lo que sólo fue lúcido y se perdió.
En la procura de tanto, no hizo nada
Sólo la angustia voraz en ruda piedra,
Y cada momento de dulce locura
Trasmudando a si perder en tiempo,
Un martirio cruel, que irrumpió.
Nostalgia
Nostalgia
Por que sofrer saudades nessa vida,
Se não conseguirei jamais saber,
Porque somente foste despedida.
Ir me matando, aos poucos, sem querer...
Sem rumo, vai a vida, nau perdida,
Em meio a tempestades, me perder,
Sem conceber por onde está vencida,
A batalha e poder sobreviver.
Eu quero ter somente teu sabor,
Embora nada mais consiga ver,
A não ser despedida nesse amor,
Nada além do que pude conhecer,
Nada além desse pouco que restou,
Somente a solidão diz bem quem sou...
Nostalgia
¿Por qué sufrir pierda esta vida?
Si yo jamás pude saber
Debido a que yo te he perdido.
Matándome lentamente, sin querer...
Sin dirección, la vida, barco perdido
En medio de las tormentas, se perdió
Donde el diseño se cambia
La batalla es por sobrevivencia
De ti guardo recuerdos
Aunque no más me quieres,
Tan solo el triste adiós,
Nada más allá de lo que yo sé,
Nada más allá de que quedó, mui poco,
Sólo la soledad a me decir quién soy yo...
Por que sofrer saudades nessa vida,
Se não conseguirei jamais saber,
Porque somente foste despedida.
Ir me matando, aos poucos, sem querer...
Sem rumo, vai a vida, nau perdida,
Em meio a tempestades, me perder,
Sem conceber por onde está vencida,
A batalha e poder sobreviver.
Eu quero ter somente teu sabor,
Embora nada mais consiga ver,
A não ser despedida nesse amor,
Nada além do que pude conhecer,
Nada além desse pouco que restou,
Somente a solidão diz bem quem sou...
Nostalgia
¿Por qué sufrir pierda esta vida?
Si yo jamás pude saber
Debido a que yo te he perdido.
Matándome lentamente, sin querer...
Sin dirección, la vida, barco perdido
En medio de las tormentas, se perdió
Donde el diseño se cambia
La batalla es por sobrevivencia
De ti guardo recuerdos
Aunque no más me quieres,
Tan solo el triste adiós,
Nada más allá de lo que yo sé,
Nada más allá de que quedó, mui poco,
Sólo la soledad a me decir quién soy yo...
Tentando conquistar o teu amor
Tentando conquistar o teu amor
Nas espirais, cigarros me consomem,
Pela fumaça, vejo teu semblante,
Fui um dia, talvez, tão inconstante,
Mas as minhas lembranças, fogem, somem...
Pois quisera poder ser um outro homem,
Ser tão menino sendo então gigante
Ser teu par, teu parceiro, teu amante,
Mas todas as lembranças, matam, comem
O que me restaria, contrafeito
Do que pudesse vida me restar,
tragando o meu cigarro, jogo feito.
Tento caber no brilho do luar,
Tento fugir, burlando esse direito,
Vou tentando obrigar-te enfim a amar
Tratando de ganar tu amor
En espiral, los cigarrillos me consumen,
En el humo, veo tu rosto,
Fui un día, quizá tan voluble,
Sin embargo, mis recuerdos, huir, desaparecen.
Porque yo quería ser otra persona
Siendo tan joven y tan gigante
Siendo tú parejo, tu amante,
Pero todos los recuerdos me matando
Lo que me queda, una falsificación
¿Lo que restaría? Soledad…
Fumando mi cigarro… espirales.
Yo trato de buscar en la luz de la luna,
Como escapar, evadir del sueño
Finalmente tentando te conquistar.
Nas espirais, cigarros me consomem,
Pela fumaça, vejo teu semblante,
Fui um dia, talvez, tão inconstante,
Mas as minhas lembranças, fogem, somem...
Pois quisera poder ser um outro homem,
Ser tão menino sendo então gigante
Ser teu par, teu parceiro, teu amante,
Mas todas as lembranças, matam, comem
O que me restaria, contrafeito
Do que pudesse vida me restar,
tragando o meu cigarro, jogo feito.
Tento caber no brilho do luar,
Tento fugir, burlando esse direito,
Vou tentando obrigar-te enfim a amar
Tratando de ganar tu amor
En espiral, los cigarrillos me consumen,
En el humo, veo tu rosto,
Fui un día, quizá tan voluble,
Sin embargo, mis recuerdos, huir, desaparecen.
Porque yo quería ser otra persona
Siendo tan joven y tan gigante
Siendo tú parejo, tu amante,
Pero todos los recuerdos me matando
Lo que me queda, una falsificación
¿Lo que restaría? Soledad…
Fumando mi cigarro… espirales.
Yo trato de buscar en la luz de la luna,
Como escapar, evadir del sueño
Finalmente tentando te conquistar.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
A vida sem mistérios
A vida sem mistérios
A vida sem mistérios não teria
Sequer esta beleza em que se tenta
Vencer qualquer discórdia, uma tormenta
Que quando não tem fim jamais se adia,
E vendo assim a imensa fantasia
Na qual e pela qual a dor se aumenta
E quanta vez eu vejo e me atormenta
Enquanto traz o medo ou a alegria,
Imensurável tempo em carrossel
Girando eternamente dita o léu
E o véu que assim decerto nos recobre
E trama o que não sendo passa a ser,
Gerando a fonte imensa do prazer
Somente ao existir se faz mais nobre.
La vida sin misterios
La vida sin misterio no tendría
Esta belleza, incluso cuando se trata de
Ganar cualquier discordia, una tormenta
Cuando no hay expectativa,
Y viendo la fantasía tan grande
En el cual ya través del cual el dolor se incrementa
Y cuánto tiempo veo y me atormenta
Mientras que traer el miedo o la alegría,
Carrusel de tiempo inconmensurable
Dicta el rumbo eternamente girando
Y el velo que cubre es incierto,
Y la trama no va a ser
Fuente generadora de inmenso placer
Adonde se quería bien más noble…
A vida sem mistérios não teria
Sequer esta beleza em que se tenta
Vencer qualquer discórdia, uma tormenta
Que quando não tem fim jamais se adia,
E vendo assim a imensa fantasia
Na qual e pela qual a dor se aumenta
E quanta vez eu vejo e me atormenta
Enquanto traz o medo ou a alegria,
Imensurável tempo em carrossel
Girando eternamente dita o léu
E o véu que assim decerto nos recobre
E trama o que não sendo passa a ser,
Gerando a fonte imensa do prazer
Somente ao existir se faz mais nobre.
La vida sin misterios
La vida sin misterio no tendría
Esta belleza, incluso cuando se trata de
Ganar cualquier discordia, una tormenta
Cuando no hay expectativa,
Y viendo la fantasía tan grande
En el cual ya través del cual el dolor se incrementa
Y cuánto tiempo veo y me atormenta
Mientras que traer el miedo o la alegría,
Carrusel de tiempo inconmensurable
Dicta el rumbo eternamente girando
Y el velo que cubre es incierto,
Y la trama no va a ser
Fuente generadora de inmenso placer
Adonde se quería bien más noble…
A tua imagem querida
A tua imagem querida
Tua visão tomando o pensamento,
Ao ver tanta beleza me inebrio
O amor ao se fazer um desafio
Transborda em alegria e sofrimento,
Vontade de te ter cada momento,
Teu corpo delicado e tão esguio,
No encanto que deveras eu recrio
O mundo aonde o amor se fez atento,
Tocando as tuas mãos, tua nudez
Tomada por total insensatez
Uma alma feminina se entorpece
E quando te beijando enfim me vejo,
Ansiosamente exposta ao teu desejo
Um dia em raras luzes amanhece.
Tu imagen amada
Tu imagen me toma el pensamiento,
Cuando veo tanta belleza, inebriado,
El amor tramando un desafío,
Desborda de alegría y sufrimiento,
Tenerte junto a mí, por toda vida,
Tu cuerpo tan delicado y esbelto,
En el encanto más deseado
El mundo donde el amor se hace consciente,
Tocar tus manos, tu desnudez
Tomemos, por tontería
Tu alma feminina se entorpece,
Y cuando por fin, nuestros
Ansiosamente expuestos a tu deseo
Un día raro en llena la luz llega.
Tua visão tomando o pensamento,
Ao ver tanta beleza me inebrio
O amor ao se fazer um desafio
Transborda em alegria e sofrimento,
Vontade de te ter cada momento,
Teu corpo delicado e tão esguio,
No encanto que deveras eu recrio
O mundo aonde o amor se fez atento,
Tocando as tuas mãos, tua nudez
Tomada por total insensatez
Uma alma feminina se entorpece
E quando te beijando enfim me vejo,
Ansiosamente exposta ao teu desejo
Um dia em raras luzes amanhece.
Tu imagen amada
Tu imagen me toma el pensamiento,
Cuando veo tanta belleza, inebriado,
El amor tramando un desafío,
Desborda de alegría y sufrimiento,
Tenerte junto a mí, por toda vida,
Tu cuerpo tan delicado y esbelto,
En el encanto más deseado
El mundo donde el amor se hace consciente,
Tocar tus manos, tu desnudez
Tomemos, por tontería
Tu alma feminina se entorpece,
Y cuando por fin, nuestros
Ansiosamente expuestos a tu deseo
Un día raro en llena la luz llega.
NÃO DÁ PARA SEGURAR
Não dá p'ra segurar, ele é demais
Nos transportando em tal velocidade
Aos pouco maltratando a mocidade
O tempo é que nos faz todos iguais.
E feito um rio que só segue em frente
Já começa do momento em que nascemos
E assim sempre vai levando a gente
A outros planos, que desconhecemos!
Ele corre e vai feito um fugitivo
Não da pra segurar, escapa às mãos
Se Deus o fez assim, é solução.
Façamos deste veloz, um lenitivo.
Parado, só da certo mesmo poste.
Se a Terra nunca para, não se encoste.
Nos transportando em tal velocidade
Aos pouco maltratando a mocidade
O tempo é que nos faz todos iguais.
E feito um rio que só segue em frente
Já começa do momento em que nascemos
E assim sempre vai levando a gente
A outros planos, que desconhecemos!
Ele corre e vai feito um fugitivo
Não da pra segurar, escapa às mãos
Se Deus o fez assim, é solução.
Façamos deste veloz, um lenitivo.
Parado, só da certo mesmo poste.
Se a Terra nunca para, não se encoste.
ENCANTO QUE VEM
ENCANTO QUE VEM
Quem fora segue seu caminho, louco...
Meu movimento vai seguir meu canto.
Não poderei mais, nem mais quero...Encanto
Que vem, num grito, me deixando rouco...
Vida perturba, solidão, sufoco,
Nada mais triste que secar teu pranto...
Meus olhos miram nos teus olhos, tanto
Que me corrói, assim, matando um pouco
Do que restara de meus dias Carla.
Quando te vejo, andando pela sala
Tua nudez transformando tudo...
Tua beleza vai vagando a esmo.
Nesse reflexo procurar eu mesmo
A cada passo, mas não falo, mudo...
Quem fora segue seu caminho, louco...
Meu movimento vai seguir meu canto.
Não poderei mais, nem mais quero...Encanto
Que vem, num grito, me deixando rouco...
Vida perturba, solidão, sufoco,
Nada mais triste que secar teu pranto...
Meus olhos miram nos teus olhos, tanto
Que me corrói, assim, matando um pouco
Do que restara de meus dias Carla.
Quando te vejo, andando pela sala
Tua nudez transformando tudo...
Tua beleza vai vagando a esmo.
Nesse reflexo procurar eu mesmo
A cada passo, mas não falo, mudo...
PENUMBRAS DA ALMA
PENUMBRAS DA ALMA
Nas tais penumbras de minh’alma eu vejo
Os olhos pálidos da minha dor.
Nas fímbrias prendes solidão; desejo
Então fugir, quero escapar. Apor
As mãos cansadas e sentir o beijo
Mais carinhoso ser teu beija-flor...
Fazer assim do amor, mais belo arpejo.
Nada quero sentir senão calor...
Quero todos segredos, confissões;
Nada dizer, nem precisar, sermões
Feitos dessa total cumplicidade...
Nossos carinhos, envolvendo a lua,
Sofreguidão, te perceber tão nua...
Transparências trazendo veleidade...
Nas tais penumbras de minh’alma eu vejo
Os olhos pálidos da minha dor.
Nas fímbrias prendes solidão; desejo
Então fugir, quero escapar. Apor
As mãos cansadas e sentir o beijo
Mais carinhoso ser teu beija-flor...
Fazer assim do amor, mais belo arpejo.
Nada quero sentir senão calor...
Quero todos segredos, confissões;
Nada dizer, nem precisar, sermões
Feitos dessa total cumplicidade...
Nossos carinhos, envolvendo a lua,
Sofreguidão, te perceber tão nua...
Transparências trazendo veleidade...
Amores
Amores
Acasos entre várias situações
Amores envolvendo o pensamento
Por vezes me entregando um só momento
Causando no final, revoluções...
Pergunto quais as velhas direções
Aonde transformar dor em ungüento
E mesmo tão distante ainda agüento
As mais diversas formas de pressões...
Pergunto ao vento aonde te encontrar
E mesmo fugidia, ainda espero
Vivendo da maneira que mais quero
Imerso neste imenso mar solar
Adentro as fantasias que me dás
Enquanto o amor se doura e o gozo traz...
Acasos entre várias situações
Amores envolvendo o pensamento
Por vezes me entregando um só momento
Causando no final, revoluções...
Pergunto quais as velhas direções
Aonde transformar dor em ungüento
E mesmo tão distante ainda agüento
As mais diversas formas de pressões...
Pergunto ao vento aonde te encontrar
E mesmo fugidia, ainda espero
Vivendo da maneira que mais quero
Imerso neste imenso mar solar
Adentro as fantasias que me dás
Enquanto o amor se doura e o gozo traz...
UM LAVRADOR
UM LAVRADOR
Qual fora um lavrador, ora debulho
Palavras que te possam agradar,
A cada novo verso um pedregulho,
Segredo que procuro desvendar.
E quando no horizonte, enfim mergulho,
Buscando a fortaleza de um luar,
Recolho cada frase com orgulho,
Podendo te dizer que é bom te amar...
Deveras, muito eu quis e não quiseste,
Houvera algum instante em nossa vida,
Que a nossa caminhada, estando unida
Vencesse um solo duro e tão agreste,
Praieiro coração encontra o cais,
Qual fora um lavrador, ora debulho
Palavras que te possam agradar,
A cada novo verso um pedregulho,
Segredo que procuro desvendar.
E quando no horizonte, enfim mergulho,
Buscando a fortaleza de um luar,
Recolho cada frase com orgulho,
Podendo te dizer que é bom te amar...
Deveras, muito eu quis e não quiseste,
Houvera algum instante em nossa vida,
Que a nossa caminhada, estando unida
Vencesse um solo duro e tão agreste,
Praieiro coração encontra o cais,
PALAVRA
PALAVRA
Palavra, este tijolo maleável,
Do qual se faz tortura e poesia,
Às vezes tão terrível e agradável,
Constrói ou gera a guerra ou harmonia.
Presente em cada frase, solo arável,
Ilude enquanto gera a fantasia,
Criando um novo mundo suportável
Ou mata provocando uma sangria,
Mergulho em seus mistérios, sou poeta,
A linha que decifro nunca é reta,
A meta de quem canta é ser ouvido.
As marcas que carrego dentro em mim,
Florada prometida em meu jardim,
São coisas que imagino e até duvido...
Palavra, este tijolo maleável,
Do qual se faz tortura e poesia,
Às vezes tão terrível e agradável,
Constrói ou gera a guerra ou harmonia.
Presente em cada frase, solo arável,
Ilude enquanto gera a fantasia,
Criando um novo mundo suportável
Ou mata provocando uma sangria,
Mergulho em seus mistérios, sou poeta,
A linha que decifro nunca é reta,
A meta de quem canta é ser ouvido.
As marcas que carrego dentro em mim,
Florada prometida em meu jardim,
São coisas que imagino e até duvido...
DE TANTO AMAR VOCÊ
DE TANTO AMAR VOCÊ
Sei o quanto te falto meu amor,
mas hoje estarei ao seu dispor,
não quero mais saber de estrebaria,
morreria se não o tivesse aqui;
Achei a solução pro nosso caso,
Na noite chame-me na janela,
serás o meu peão a noite inteira,
nos esconderemos no celeiro...
lembra dos nossos tempos passados,
sei que fugi de você na hora do beijos,
mas meus lábios estão bem secos agora,
Não fugirei mais nesse presente...
o ar não me faltará se tiver cuidado.
Vamos!Te espero,já espantei os cavalos.
Sei o quanto te falto meu amor,
mas hoje estarei ao seu dispor,
não quero mais saber de estrebaria,
morreria se não o tivesse aqui;
Achei a solução pro nosso caso,
Na noite chame-me na janela,
serás o meu peão a noite inteira,
nos esconderemos no celeiro...
lembra dos nossos tempos passados,
sei que fugi de você na hora do beijos,
mas meus lábios estão bem secos agora,
Não fugirei mais nesse presente...
o ar não me faltará se tiver cuidado.
Vamos!Te espero,já espantei os cavalos.
DECLARAÇÃO DE AMOR
DECLARAÇÃO DE AMOR
Pudesse acreditar neste cometa
Que segue sem parada, mundo a fora,
E em cada novo engano que eu cometa,
A solidão temível já se aflora,
Cupido me ferindo com a seta
Minha alma enamorada enfim te adora,
Porém minha razão firme e concreta
Ordena num momento: - Vá-se embora!
E nessa indecisão; temor e glória,
Eu tenho em minhas mãos, a minha história,
Recomeçar audaz, novo romance..
Ou deixo adormecido o sentimento,
Ou mudo num instante, o movimento
E dou ao coração a nova chance...
Pudesse acreditar neste cometa
Que segue sem parada, mundo a fora,
E em cada novo engano que eu cometa,
A solidão temível já se aflora,
Cupido me ferindo com a seta
Minha alma enamorada enfim te adora,
Porém minha razão firme e concreta
Ordena num momento: - Vá-se embora!
E nessa indecisão; temor e glória,
Eu tenho em minhas mãos, a minha história,
Recomeçar audaz, novo romance..
Ou deixo adormecido o sentimento,
Ou mudo num instante, o movimento
E dou ao coração a nova chance...
MATAR A NOSSA SEDE
MATAR A NOSSA SEDE
Matar a nossa sede em pleno gozo,
Sem ter sequer limites e bom senso.
No toque, no carinho mais gostoso.
Em ti querida, amada, eu sempre penso,
No amor que a gente faz, maravilhoso,
A cada novo dia me convenço
De todo este querer voluptuoso
Que dá tanto prazer, amor imenso...
Ardentes os teus beijos mais sedentos,
Teus seios são divinas esculturas,
Passeio com meus lábios, mansos, lentos
O teu corpo moreno, carnes duras,
Na noite que se faz extasiada,
Tua nudez se mostra iluminada...
Matar a nossa sede em pleno gozo,
Sem ter sequer limites e bom senso.
No toque, no carinho mais gostoso.
Em ti querida, amada, eu sempre penso,
No amor que a gente faz, maravilhoso,
A cada novo dia me convenço
De todo este querer voluptuoso
Que dá tanto prazer, amor imenso...
Ardentes os teus beijos mais sedentos,
Teus seios são divinas esculturas,
Passeio com meus lábios, mansos, lentos
O teu corpo moreno, carnes duras,
Na noite que se faz extasiada,
Tua nudez se mostra iluminada...
VORAZ
VORAZ
Deitar sobre teu corpo e ser voraz,
Sentir o teu calor, contagiando,
A mão que te procura, mais audaz,
A boca te sorvendo, inebriando...
Menina, uma mulher que a vida traz
Desejo que me toma, incendiando.
Amar-te, uma fogueira que se faz
Aos poucos minha vida, dominando...
Das tranças do passado, da morena,
Ao colo mavioso, seios belos.
Teus braços me tomando quais novelos,
Amante do meu sonho, uma mulher,
Que farta e desejosa, fêmea plena,
Está comigo para o que vier...
Deitar sobre teu corpo e ser voraz,
Sentir o teu calor, contagiando,
A mão que te procura, mais audaz,
A boca te sorvendo, inebriando...
Menina, uma mulher que a vida traz
Desejo que me toma, incendiando.
Amar-te, uma fogueira que se faz
Aos poucos minha vida, dominando...
Das tranças do passado, da morena,
Ao colo mavioso, seios belos.
Teus braços me tomando quais novelos,
Amante do meu sonho, uma mulher,
Que farta e desejosa, fêmea plena,
Está comigo para o que vier...
MEUS SONHOS ESQUECIDOS
MEUS SONHOS ESQUECIDOS
Nem mesmo a sombra passa pela rua
Escura de meus sonhos esquecidos.
Eternamente morta, ausente a lua
Os astros se perderam, distraídos...
Tão somente escuridão que continua
Em rumos mais diversos, repartidos
Palavra sem sentido, nua e crua
Vagando entre vazios divididos.
Vivo buraco negro dentro da alma,
Não deixando nenhuma claridade.
Mas ando sem problemas na cidade,
Mantendo incrivelmente toda a calma.
Mesmo sem nada ouvir, sigo o caminho,
E Deliciosamente, ando sozinho...
Nem mesmo a sombra passa pela rua
Escura de meus sonhos esquecidos.
Eternamente morta, ausente a lua
Os astros se perderam, distraídos...
Tão somente escuridão que continua
Em rumos mais diversos, repartidos
Palavra sem sentido, nua e crua
Vagando entre vazios divididos.
Vivo buraco negro dentro da alma,
Não deixando nenhuma claridade.
Mas ando sem problemas na cidade,
Mantendo incrivelmente toda a calma.
Mesmo sem nada ouvir, sigo o caminho,
E Deliciosamente, ando sozinho...
EM TEUS LÁBIOS VORAZES
Em teus lábios vorazes um veneno
Que traz em agridoce tal prazer
Da sorte que eu desejo; um leve aceno
A fome que é gostosa de se ter.
Vontade de beber da fonte e pleno;
Inebriadamente me perder
No fogaréu divino, em brasa e ameno
Numa avidez insana, um bem querer.
No rastro de teus olhos sou falena
Num louco suicídio, a claridade
Que em chama e labareda já me acena
Chamando para o gozo mais cruel
Fartura em que se dá felicidade,
Pecado que me arrasta para o Céu...
Que traz em agridoce tal prazer
Da sorte que eu desejo; um leve aceno
A fome que é gostosa de se ter.
Vontade de beber da fonte e pleno;
Inebriadamente me perder
No fogaréu divino, em brasa e ameno
Numa avidez insana, um bem querer.
No rastro de teus olhos sou falena
Num louco suicídio, a claridade
Que em chama e labareda já me acena
Chamando para o gozo mais cruel
Fartura em que se dá felicidade,
Pecado que me arrasta para o Céu...
O NOSSO AMOR
Querida, o nosso amor é verdadeiro,
Se faz em harmonia sacrossanta.
Adoro perceber teu gosto e cheiro,
Na fome que me toma e que me encanta.
Mergulho neste sonho por inteiro,
Nem mesmo a solidão, já não me espanta.
Eu quero ser teu par e companheiro,
Amor que quando toca se agiganta.
Querida, cada verso que te faço
Expõe tudo o que sinto, isso não nego,
Nos céus que caminhamos, passo a passo,
Vivendo esta perfeita sensação,
Do mundo mavioso em que trafego,
Nos seios delicados da paixão....
Se faz em harmonia sacrossanta.
Adoro perceber teu gosto e cheiro,
Na fome que me toma e que me encanta.
Mergulho neste sonho por inteiro,
Nem mesmo a solidão, já não me espanta.
Eu quero ser teu par e companheiro,
Amor que quando toca se agiganta.
Querida, cada verso que te faço
Expõe tudo o que sinto, isso não nego,
Nos céus que caminhamos, passo a passo,
Vivendo esta perfeita sensação,
Do mundo mavioso em que trafego,
Nos seios delicados da paixão....
AMARGA SOLIDÃO
Amarga solidão, querida amiga,
Há quanto tempo vivo em desamparo
Apenas o vazio inda me abriga,
E apura a cada dia mais o faro.
Tocado pelo vento da saudade
À noite não consigo mais dormir,
Quem dera se tivesse uma amizade,
Com quem pudesse ao menos repartir
Ou mesmo e tão somente me escutar.
Mas nada do que tive inda resiste,
Distante de qualquer estância ou mar
O coração seguindo em noite triste
Cumprindo a sua sina, o seu destino,
Esperando o dobrar do último sino...
Há quanto tempo vivo em desamparo
Apenas o vazio inda me abriga,
E apura a cada dia mais o faro.
Tocado pelo vento da saudade
À noite não consigo mais dormir,
Quem dera se tivesse uma amizade,
Com quem pudesse ao menos repartir
Ou mesmo e tão somente me escutar.
Mas nada do que tive inda resiste,
Distante de qualquer estância ou mar
O coração seguindo em noite triste
Cumprindo a sua sina, o seu destino,
Esperando o dobrar do último sino...
A MÃO DA SOLIDÃO
A mão da solidão, mais fria e fina
Roçando meus lençóis, dentro de mim
Com toda a maciez, qual de cetim,
Prenuncia em sorrisos a ruína
Dos templos da esperança. A dura sina
De quem um dia teve em seu jardim
O perfumado sonho de jasmim,
E agora erva daninha já domina...
Nascendo em meu canteiro tais abrolhos
Deixando mais depressa cegos olhos
Heranças que ficaram por farol.
Negando qualquer sombra de beleza,
A vida vai seguindo a correnteza,
Quem dera renascesse em mim, o sol!
Roçando meus lençóis, dentro de mim
Com toda a maciez, qual de cetim,
Prenuncia em sorrisos a ruína
Dos templos da esperança. A dura sina
De quem um dia teve em seu jardim
O perfumado sonho de jasmim,
E agora erva daninha já domina...
Nascendo em meu canteiro tais abrolhos
Deixando mais depressa cegos olhos
Heranças que ficaram por farol.
Negando qualquer sombra de beleza,
A vida vai seguindo a correnteza,
Quem dera renascesse em mim, o sol!
2
Vibrando dentro em nós amor intenso
Trazendo tanto alento a quem possa
Moldar a sensação deveras nossa
E nisto cada engano recompenso,
O verso se moldando e sei que penso
Na luta que teimando nos apossa
E resta tão somente o quanto a fossa
Gerasse neste raro mar, imenso,
Vestindo a fantasia que me cabe
Bem antes que este sonho em vão desabe
Abrindo o coração procuro a paz,
Realizando o todo num instante
A sorte sem sentido algum garante
O que deveras vivo e a noite traz.
Vibrando dentro em nós amor intenso
Trazendo tanto alento a quem possa
Moldar a sensação deveras nossa
E nisto cada engano recompenso,
O verso se moldando e sei que penso
Na luta que teimando nos apossa
E resta tão somente o quanto a fossa
Gerasse neste raro mar, imenso,
Vestindo a fantasia que me cabe
Bem antes que este sonho em vão desabe
Abrindo o coração procuro a paz,
Realizando o todo num instante
A sorte sem sentido algum garante
O que deveras vivo e a noite traz.
MISTÉRIOS
Mistérios que tu guardas escondidos,
Debaixo destas saias, tanto encanto.
O vento que balança os teus vestidos
Levanta meus desejos, entretanto.
Sacio estas vontades, me agiganto,
Meus dedos te tocando, decididos,
Retiro de teu corpo todo o manto,
Meus lábios te percorrem, decididos...
Te sinto então feliz e saciada,
Matamos nossa fome num segundo,
Tua beleza mágica orvalhada,
No doce que produz, eu já me inundo,
Os gozos que se fazem,sensuais,
Deixando esta vontade, querer mais...
Debaixo destas saias, tanto encanto.
O vento que balança os teus vestidos
Levanta meus desejos, entretanto.
Sacio estas vontades, me agiganto,
Meus dedos te tocando, decididos,
Retiro de teu corpo todo o manto,
Meus lábios te percorrem, decididos...
Te sinto então feliz e saciada,
Matamos nossa fome num segundo,
Tua beleza mágica orvalhada,
No doce que produz, eu já me inundo,
Os gozos que se fazem,sensuais,
Deixando esta vontade, querer mais...
O TEU BRINQUEDO
O TEU BRINQUEDO
Eu quero decifrar teu corpo inteiro,
Sem tréguas namorar, é tão gostoso.
Brincando devagar, sentir teu cheiro,
Depois usufruir, divino gozo.
Deixa-se ser amigo e companheiro,
No jogo que fazemos, prazeroso,
Delírio que nos toma, verdadeiro,
Teu jeito de amar: maravilhoso!
Querida quero ser o teu brinquedo,
Teu bicho preferido, teu enfeite,
Deitando nosso amor, sem ter mais medo,
Permitindo assim o teu deleite.
Te desvendar inteira sem segredo,
Ter peço, com que carinho, que me aceite...
Eu quero decifrar teu corpo inteiro,
Sem tréguas namorar, é tão gostoso.
Brincando devagar, sentir teu cheiro,
Depois usufruir, divino gozo.
Deixa-se ser amigo e companheiro,
No jogo que fazemos, prazeroso,
Delírio que nos toma, verdadeiro,
Teu jeito de amar: maravilhoso!
Querida quero ser o teu brinquedo,
Teu bicho preferido, teu enfeite,
Deitando nosso amor, sem ter mais medo,
Permitindo assim o teu deleite.
Te desvendar inteira sem segredo,
Ter peço, com que carinho, que me aceite...
MEUS SONHOS
MEUS SONHOS
Meus sonhos repartidos, maltrapilhos
Seguindo sem destino vão ao léu.
Pés cansados de velhos andarilhos
Deixados pelos cantos, farpa e fel.
Os olhos que perderam rumo e brilhos,
Não sabem distinguir Inferno e Céu.
Quem teve em seus caminhos empecilhos
Conhece a solidão, dama cruel.
Reconhecendo os olhos e as centelhas,
As correntezas vãs em que me espelhas
Estrada sem destino, vaga luz.
O dom do nada ter senão meus sonhos,
Vidas diversas, bens medonhos,
O nada, simples mente reproduz...
Meus sonhos repartidos, maltrapilhos
Seguindo sem destino vão ao léu.
Pés cansados de velhos andarilhos
Deixados pelos cantos, farpa e fel.
Os olhos que perderam rumo e brilhos,
Não sabem distinguir Inferno e Céu.
Quem teve em seus caminhos empecilhos
Conhece a solidão, dama cruel.
Reconhecendo os olhos e as centelhas,
As correntezas vãs em que me espelhas
Estrada sem destino, vaga luz.
O dom do nada ter senão meus sonhos,
Vidas diversas, bens medonhos,
O nada, simples mente reproduz...
ESTRADAS
Nos ermos mais distantes das montanhas
As nuvens vão passando devagar,
Mirando nos olhares dos meganhas
Roçando cada goela a se cortar
Estradas se confluem, são estranhas
Do nada ao mesmo nada irão voltar
Deixando as cicatrizes nas entranhas
Do quanto que inda resta por cortar.
Não vejo solução, tampouco espero,
Apenas da montanha nada vejo
Somente a turba em manso desespero
Num caminhar estúpido e constante.
Da montanha avistei cada desejo
Repetido, vazio, entediante...
As nuvens vão passando devagar,
Mirando nos olhares dos meganhas
Roçando cada goela a se cortar
Estradas se confluem, são estranhas
Do nada ao mesmo nada irão voltar
Deixando as cicatrizes nas entranhas
Do quanto que inda resta por cortar.
Não vejo solução, tampouco espero,
Apenas da montanha nada vejo
Somente a turba em manso desespero
Num caminhar estúpido e constante.
Da montanha avistei cada desejo
Repetido, vazio, entediante...
CONTAGEM REGRESSIVA
Contagem regressiva para o fim,
Apenas uns minutos e termina.
Restando alguns momentos para mim.
Cuspindo e gargalhando, velha sina
De quem há tanto tempo quis assim.
A mão que se fez podre me alucina
Prefiro que isto tudo chegue enfim.
A mente sem limites rebobina
Um backup cansativo e sem proveito.
Lançando um vago olhar sobre o meu leito
A merda em que vivi se refletindo
Nos farrapos expostos no colchão,
Quem nasceu e viveu seu tempo em vão,
Em liberdade, enfim, vai se esvaindo...
Apenas uns minutos e termina.
Restando alguns momentos para mim.
Cuspindo e gargalhando, velha sina
De quem há tanto tempo quis assim.
A mão que se fez podre me alucina
Prefiro que isto tudo chegue enfim.
A mente sem limites rebobina
Um backup cansativo e sem proveito.
Lançando um vago olhar sobre o meu leito
A merda em que vivi se refletindo
Nos farrapos expostos no colchão,
Quem nasceu e viveu seu tempo em vão,
Em liberdade, enfim, vai se esvaindo...
INDIFERENTE
Durante tanto tempo indiferente,
Distante, quase mudo, o coração.
Da sorte nessa vida, bem descrente,
Com medo do que fora uma paixão.
Ao ver-te, tudo muda de repente,
Explode dentro em mim uma emoção.
Qual fora um forte sol, vivo e nascente.
A vida se entornou, satisfação...
Um brilho de esperança no horizonte,
Remoça minha vida, em mansa fonte,
Trazendo em teu sorriso, toda a graça.
Não sofra meu amor, querida amante,
Não deixo de querer-te um só instante.
A dor que agora sentes, logo passa...
Distante, quase mudo, o coração.
Da sorte nessa vida, bem descrente,
Com medo do que fora uma paixão.
Ao ver-te, tudo muda de repente,
Explode dentro em mim uma emoção.
Qual fora um forte sol, vivo e nascente.
A vida se entornou, satisfação...
Um brilho de esperança no horizonte,
Remoça minha vida, em mansa fonte,
Trazendo em teu sorriso, toda a graça.
Não sofra meu amor, querida amante,
Não deixo de querer-te um só instante.
A dor que agora sentes, logo passa...
FARRAPOS
Às expensas do corpo morto em vida
Decerto beberão gota após gota.
Estou depois de tudo, de saída
O tempo de viver enfim se esgota.
A sorte há tanto tempo decidida
Deixando uma esperança já remota,
Exponho com sarcasmo esta ferida
Lambida pela fera mais escrota.
Farrapos que desfilo pelas ruas
Na garatuja o riso em gargalhada;
Enquanto me cuspindo continuas
Sorrio do meu jeito mais gentil,
Usando a frase feita e decorada
Já mando para a puta que pariu!
Decerto beberão gota após gota.
Estou depois de tudo, de saída
O tempo de viver enfim se esgota.
A sorte há tanto tempo decidida
Deixando uma esperança já remota,
Exponho com sarcasmo esta ferida
Lambida pela fera mais escrota.
Farrapos que desfilo pelas ruas
Na garatuja o riso em gargalhada;
Enquanto me cuspindo continuas
Sorrio do meu jeito mais gentil,
Usando a frase feita e decorada
Já mando para a puta que pariu!
BLUES AND SOUL
Espelhos refletindo olhares tantos
Eu me perco em mim mesmo e nada sou.
O corpo abandonando em blues e soul
Esfacelando as rezas feitas cantos.
Vomito sobre os líricos encantos
De quem se fez estúpido e cruzou
Cobrindo em naus insanas, cegos mantos
Bebendo do que pensa e não restou.
Aborto do que fui e não sonhara
Carcaças entre luvas de pelica
O nada que em verdade tipifica
A merda em que meu passo contestara
Expõe em mil olhares meus espelhos,
Enrugadas manhãs de versos velhos...
Eu me perco em mim mesmo e nada sou.
O corpo abandonando em blues e soul
Esfacelando as rezas feitas cantos.
Vomito sobre os líricos encantos
De quem se fez estúpido e cruzou
Cobrindo em naus insanas, cegos mantos
Bebendo do que pensa e não restou.
Aborto do que fui e não sonhara
Carcaças entre luvas de pelica
O nada que em verdade tipifica
A merda em que meu passo contestara
Expõe em mil olhares meus espelhos,
Enrugadas manhãs de versos velhos...
JAZ - JAZZ
JAZ- JAZZ
Jazendo quem em jazz fez seu abrigo
Já sabe do que gera em gesto fútil
Apenas restará este jazigo
O resto, jogue fora, pois inútil.
Numa melancolia melanínica
Lembranças das senzalas de minha alma.
A tua imagem tétrica e tão cínica
Aos poucos me tirando toda calma.
Espalhas cancros, cacos e pedaços,
Varrendo deste chão qualquer adubo.
Meus olhos ao te ver, ficando baços,
Nos mais longínquos éteres eu subo
Levando a minha carne em tantas postas
Do jeito que preferes e até gostas.
Jazendo quem em jazz fez seu abrigo
Já sabe do que gera em gesto fútil
Apenas restará este jazigo
O resto, jogue fora, pois inútil.
Numa melancolia melanínica
Lembranças das senzalas de minha alma.
A tua imagem tétrica e tão cínica
Aos poucos me tirando toda calma.
Espalhas cancros, cacos e pedaços,
Varrendo deste chão qualquer adubo.
Meus olhos ao te ver, ficando baços,
Nos mais longínquos éteres eu subo
Levando a minha carne em tantas postas
Do jeito que preferes e até gostas.
NOSSO AMOR EM TURBILHÃO
Sonhar com nosso amor em turbilhão,
Tocando a tua pele, os teus sentidos.
Passeio no teu corpo uma emoção,
Meus dedos te percorrem, decididos...
Viajo pelos sonhos, na amplidão
Distante dos meus dias desvalidos,
Tomado por loucura e por paixão,
Os medos e os anseios já vencidos...
Querer-te sem limites ou fronteiras,
Sem cercas, sem domínios, ser só teu.
As flechas dos desejos tão certeiras
Invadem cada ponto de teu cais.
Amor assim gostoso convenceu
Querendo muito e sempre, sempre mais...
Tocando a tua pele, os teus sentidos.
Passeio no teu corpo uma emoção,
Meus dedos te percorrem, decididos...
Viajo pelos sonhos, na amplidão
Distante dos meus dias desvalidos,
Tomado por loucura e por paixão,
Os medos e os anseios já vencidos...
Querer-te sem limites ou fronteiras,
Sem cercas, sem domínios, ser só teu.
As flechas dos desejos tão certeiras
Invadem cada ponto de teu cais.
Amor assim gostoso convenceu
Querendo muito e sempre, sempre mais...
GUARDADO EM TI
Meu cheiro está guardado dentro em ti,
Teu corpo está grudado aqui comigo,
Se dentro de teus olhos me perdi,
Viver sem teu amor, já não consigo.
Teus seios em meus lábios, tudo aqui...
Me diga então, amor como prossigo?
Se somos passageiros deste trem
Que liga nossos sonhos e desejos,
A vida nos teus braços sempre vem
Coberta por carinhos, nossos beijos.
Sem ti não sou mais nada nem ninguém,
Meu céu já vai morrendo sem lampejos...
Por isso, é que me vejo, tantas vezes,
Atado no teu corpo, siameses...
Teu corpo está grudado aqui comigo,
Se dentro de teus olhos me perdi,
Viver sem teu amor, já não consigo.
Teus seios em meus lábios, tudo aqui...
Me diga então, amor como prossigo?
Se somos passageiros deste trem
Que liga nossos sonhos e desejos,
A vida nos teus braços sempre vem
Coberta por carinhos, nossos beijos.
Sem ti não sou mais nada nem ninguém,
Meu céu já vai morrendo sem lampejos...
Por isso, é que me vejo, tantas vezes,
Atado no teu corpo, siameses...
BREATH
BREATH
Oh tonight began with anything
Shadows, a light, a warm breath and a scream, ah yeah...
Oh, tamper if you like between the doors, ohyeah...huh...huh...
Oh, can't expect to go out...to go out...
With anything...anything more...
Glory's the door...a breath and a...glory's the door
And a la la la la yeah
Life ain't what it's worth...a breath and a...glory's the door
PEARL JAM
Em desespero busco uma saída
Por entre sombras, gritos, tento a porta
Que sei a tanto tempo destruída
Apenas a loucura ainda aporta
Tantas mãos me agarrando, eu não consigo
Sequer já vislumbrar a liberdade.
No alpendre não pressinto algum perigo
Voar por sobre os prédios da cidade...
O sopro que me toca, glorioso
Redime dos meus erros? Mas quem sabe
Saltando no vazio encontre o gozo
Do pouco que me resta e que inda cabe...
A vida sem valor algum; decerto
Mergulho em desespero num deserto...
Oh tonight began with anything
Shadows, a light, a warm breath and a scream, ah yeah...
Oh, tamper if you like between the doors, ohyeah...huh...huh...
Oh, can't expect to go out...to go out...
With anything...anything more...
Glory's the door...a breath and a...glory's the door
And a la la la la yeah
Life ain't what it's worth...a breath and a...glory's the door
PEARL JAM
Em desespero busco uma saída
Por entre sombras, gritos, tento a porta
Que sei a tanto tempo destruída
Apenas a loucura ainda aporta
Tantas mãos me agarrando, eu não consigo
Sequer já vislumbrar a liberdade.
No alpendre não pressinto algum perigo
Voar por sobre os prédios da cidade...
O sopro que me toca, glorioso
Redime dos meus erros? Mas quem sabe
Saltando no vazio encontre o gozo
Do pouco que me resta e que inda cabe...
A vida sem valor algum; decerto
Mergulho em desespero num deserto...
OLHARES DIVERSOS
OLHARES DIVERSOS
Olhares mais diversos te procuram;
Descendo pela rua vejo os rostos
Sequiosos, na verdade me torturam,
Desejos neles sinto vão expostos.
No amor insanamente vou perdido
E sinto tantas sombras te rondando,
Embora em cada passo decidido,
O fogo da paixão me maltratando...
Mergulho em plena noite e desço a rua
Miragens desenhadas neste muro.
Minha alma sem limites já flutua
A queda com certeza num chão duro
Talvez seja meu último tormento
Fim deste angustiante sentimento...
Olhares mais diversos te procuram;
Descendo pela rua vejo os rostos
Sequiosos, na verdade me torturam,
Desejos neles sinto vão expostos.
No amor insanamente vou perdido
E sinto tantas sombras te rondando,
Embora em cada passo decidido,
O fogo da paixão me maltratando...
Mergulho em plena noite e desço a rua
Miragens desenhadas neste muro.
Minha alma sem limites já flutua
A queda com certeza num chão duro
Talvez seja meu último tormento
Fim deste angustiante sentimento...
BELA MOÇA
BELA MOÇA
Eu sinto que estás triste; bela moça
Também sinto a amargura me tomando.
Às vezes o amor parece louça
E quebra num segundo, maltratando.
O vento da saudade que me roça
Depois de certo tempo se mostrando
Na tempestade imensa ganha força
E tudo, num segundo desabando...
No teu jardim percebo a soledade
Depois que terminamos o romance.
Quem sabe no futuro alguma chance
Demonstre o renascer da claridade,
Pois saiba que ao me separar de ti,
Também em solidão, eu me perdi...
Eu sinto que estás triste; bela moça
Também sinto a amargura me tomando.
Às vezes o amor parece louça
E quebra num segundo, maltratando.
O vento da saudade que me roça
Depois de certo tempo se mostrando
Na tempestade imensa ganha força
E tudo, num segundo desabando...
No teu jardim percebo a soledade
Depois que terminamos o romance.
Quem sabe no futuro alguma chance
Demonstre o renascer da claridade,
Pois saiba que ao me separar de ti,
Também em solidão, eu me perdi...
TE VOGLIO BENE ASSAIE
TE VOGLIO BENE ASSAIE
Eu te quero tanto, amada minha,
Meu sangue vai correndo em tua veia,
Meu corpo no teu corpo já se aninha
Formamos elos de uma só cadeia.
A lua se aproxima e sobre o mar
Trazendo o verde imenso de teus olhos,
Permite num momento imaginar
As flores de um jardim em belos molhos.
Na lágrima que escorre, uma saudade
Do amor que já se foi e não voltou.
O sonho dá lugar à realidade
E tudo que eu quisera, o mar levou.
Deixando tão somente um velho canto
Trazendo este estribilho: EU TE AMO TANTO!
Eu te quero tanto, amada minha,
Meu sangue vai correndo em tua veia,
Meu corpo no teu corpo já se aninha
Formamos elos de uma só cadeia.
A lua se aproxima e sobre o mar
Trazendo o verde imenso de teus olhos,
Permite num momento imaginar
As flores de um jardim em belos molhos.
Na lágrima que escorre, uma saudade
Do amor que já se foi e não voltou.
O sonho dá lugar à realidade
E tudo que eu quisera, o mar levou.
Deixando tão somente um velho canto
Trazendo este estribilho: EU TE AMO TANTO!
DIVERSOS SENTIMENTOS
DIVERSOS SENTIMENTOS
Diversos sentimentos que nos movem
Mostrando em tal relevo as diferenças,
Tuas lágrimas, querida, não comovem,
São sempre diferentes nossas crenças.
A cada nova queda, o meu sorriso
Tua vitória causa desengano
A glória que se mostra sem aviso
Da dor que tu carregas eu me ufano.
Mas ando lado a lado o tempo inteiro
Não posso mais de ti me libertar.
Se precisar, talvez de um companheiro,
Comigo pode sempre, enfim contar.
Já tive meus momentos de amargura,
Por isso eu te darei tanta ternura...
Diversos sentimentos que nos movem
Mostrando em tal relevo as diferenças,
Tuas lágrimas, querida, não comovem,
São sempre diferentes nossas crenças.
A cada nova queda, o meu sorriso
Tua vitória causa desengano
A glória que se mostra sem aviso
Da dor que tu carregas eu me ufano.
Mas ando lado a lado o tempo inteiro
Não posso mais de ti me libertar.
Se precisar, talvez de um companheiro,
Comigo pode sempre, enfim contar.
Já tive meus momentos de amargura,
Por isso eu te darei tanta ternura...
EU QUERO TODO ESTE AMOR
EU QUERO TODO ESTE AMOR
Quero a totalidade deste amor,
Que é feito em harmonia delicada,
Bebendo cada gole do licor
Que emana de teu corpo,minha amada.
Teu jeito tão sereno e sedutor
Permite que eu vislumbre uma alvorada
Risonha e divinal e em seu albor
Amanhecer em paz ensolarada.
Falemos bem baixinho estes segredos
Que são somente nossos. Na emoção
Que toma os meus sentido, convulsão
Que encharque nossos lábios, nossos dedos
Marcando com desejo e insensatez
O amor que a noite inteira a gente fez...
Quero a totalidade deste amor,
Que é feito em harmonia delicada,
Bebendo cada gole do licor
Que emana de teu corpo,minha amada.
Teu jeito tão sereno e sedutor
Permite que eu vislumbre uma alvorada
Risonha e divinal e em seu albor
Amanhecer em paz ensolarada.
Falemos bem baixinho estes segredos
Que são somente nossos. Na emoção
Que toma os meus sentido, convulsão
Que encharque nossos lábios, nossos dedos
Marcando com desejo e insensatez
O amor que a noite inteira a gente fez...
MENINA APAIXONADA
MENINA APAIXONADA
Calor vai me tomando esta manhã
Ao ver deitada aqui tua beleza,
Vontade me domina em louco afã
De ter entre meus braços tal princesa.
Teu seio no formato de romã
Na boca maravilha em framboesa.
A febre me tocando, mais louçã;
Querer-te toda minha, uma certeza...
Sorris e nisto excitas-me bem mais.
Sussurros meus desejos, devagar.
Tremores e ternuras já me traz
Olhar de uma menina apaixonada.
Na chama em que me sinto fervilhar,
Amando sem parar, fazer mais nada...
Calor vai me tomando esta manhã
Ao ver deitada aqui tua beleza,
Vontade me domina em louco afã
De ter entre meus braços tal princesa.
Teu seio no formato de romã
Na boca maravilha em framboesa.
A febre me tocando, mais louçã;
Querer-te toda minha, uma certeza...
Sorris e nisto excitas-me bem mais.
Sussurros meus desejos, devagar.
Tremores e ternuras já me traz
Olhar de uma menina apaixonada.
Na chama em que me sinto fervilhar,
Amando sem parar, fazer mais nada...
QUERIDA
QUERIDA
Querida, a bela rosa em meu jardim,
Guardada para quando regressares.
Em todo grande amor que existe em mim,
Buscando o teu sorriso nos luares.
Vivendo esta emoção que não tem fim,
Revendo-te por todos os lugares,
Bem sei que, amor, tu vives dentro em mim,
Teu corpo, nossos corpos são altares...
Quero toda a alegria que puder
Para emoldurar nossos segredos,
Nas ânsias e desejos que quiser
Serei o teu escravo, barco e cais...
Não deixe que a saudade trame medos
Não quero te perder nunca... Jamais!
Querida, a bela rosa em meu jardim,
Guardada para quando regressares.
Em todo grande amor que existe em mim,
Buscando o teu sorriso nos luares.
Vivendo esta emoção que não tem fim,
Revendo-te por todos os lugares,
Bem sei que, amor, tu vives dentro em mim,
Teu corpo, nossos corpos são altares...
Quero toda a alegria que puder
Para emoldurar nossos segredos,
Nas ânsias e desejos que quiser
Serei o teu escravo, barco e cais...
Não deixe que a saudade trame medos
Não quero te perder nunca... Jamais!
MEU NINHO
MEU NINHO
Na beira de um regato fiz meu lar;
Chamei-te para vir morar comigo
Agora já cansei de te esperar.
Será que enfim mereço este castigo.
Nas noites bem mais claras de luar,
Eu busco nos teus braços meu abrigo,
Mas nada... Nem sei mais onde te achar.
Que faço sem teu braço... Não consigo
Viver sem teu afeto, sem carinho..
Saber que sempre irei perdendo o rumo...
Meu canto sem descanso, um passarinho
Sozinho nunca faz um bom verão.
Preciso de teu corpo, sede e sumo,
Espero... Venha logo... Amor... Paixão!
Na beira de um regato fiz meu lar;
Chamei-te para vir morar comigo
Agora já cansei de te esperar.
Será que enfim mereço este castigo.
Nas noites bem mais claras de luar,
Eu busco nos teus braços meu abrigo,
Mas nada... Nem sei mais onde te achar.
Que faço sem teu braço... Não consigo
Viver sem teu afeto, sem carinho..
Saber que sempre irei perdendo o rumo...
Meu canto sem descanso, um passarinho
Sozinho nunca faz um bom verão.
Preciso de teu corpo, sede e sumo,
Espero... Venha logo... Amor... Paixão!
MINHA AMADA
MINHA AMADA
Amada, não estou de ti distante.
Não deixo um só segundo de pensar
No amor que tenho e sei que é tão constante.
Somente em teu amor, vivo a pensar!
A tua voz mais meiga e cativante
Não canso de querer logo escutar.
Tu sabes que sou teu fiel amante
Que vivo por amor a te adorar.
Tu és o meu oásis! Beduíno
Encontro em meu deserto, amada fonte
No sonho mavioso descortino
Teus olhos, diamantes perlas raras;
Em ti somente vejo um horizonte
Nas vezes em que sinto que me amparas...
Amada, não estou de ti distante.
Não deixo um só segundo de pensar
No amor que tenho e sei que é tão constante.
Somente em teu amor, vivo a pensar!
A tua voz mais meiga e cativante
Não canso de querer logo escutar.
Tu sabes que sou teu fiel amante
Que vivo por amor a te adorar.
Tu és o meu oásis! Beduíno
Encontro em meu deserto, amada fonte
No sonho mavioso descortino
Teus olhos, diamantes perlas raras;
Em ti somente vejo um horizonte
Nas vezes em que sinto que me amparas...
A FORÇA QUE NOS SALVARÁ...
A FORÇA QUE NOS SALVARÁ...
Enquanto se percebe o tempo atroz
Que tanto nos deixasse sem defesas,
As cartas espalhadas sobre as mesas,
O mundo sem sentido, mais feroz,
E quando a própria vida é nosso algoz
As forças das terríveis correntezas
Fazendo os caçadores, toscas presas,
Uma esperança dita em alta voz,
Resposta que encontramos dentro da alma
No quanto a paz deveras nos acalma
E aclara a caminhada rumo ao Pai,
Divina força traça um bom futuro,
E quando a cada instante a configuro,
A fúria pouco a pouco, enfim se esvai...
Enquanto se percebe o tempo atroz
Que tanto nos deixasse sem defesas,
As cartas espalhadas sobre as mesas,
O mundo sem sentido, mais feroz,
E quando a própria vida é nosso algoz
As forças das terríveis correntezas
Fazendo os caçadores, toscas presas,
Uma esperança dita em alta voz,
Resposta que encontramos dentro da alma
No quanto a paz deveras nos acalma
E aclara a caminhada rumo ao Pai,
Divina força traça um bom futuro,
E quando a cada instante a configuro,
A fúria pouco a pouco, enfim se esvai...
Death Or Glory
Death Or Glory
Barganhas que fazemos com o mundo
Determinando os rumos, ódio/amor
Mudanças tão velozes, num segundo
Em glória ou morte a vida a recompor.
Histórias tão diversas, rua escura
Batidas arrastadas, tempo passa.
Na determinação, ação e cura
Depois o que viera se esfumaça.
Crianças espancadas pela vida,
A sorte se levando em plena brisa.
De tudo se repete na batida
Do relógio que nada mais avisa
Senão da morte certa que virá
Na glória deste amor que odiará...
Barganhas que fazemos com o mundo
Determinando os rumos, ódio/amor
Mudanças tão velozes, num segundo
Em glória ou morte a vida a recompor.
Histórias tão diversas, rua escura
Batidas arrastadas, tempo passa.
Na determinação, ação e cura
Depois o que viera se esfumaça.
Crianças espancadas pela vida,
A sorte se levando em plena brisa.
De tudo se repete na batida
Do relógio que nada mais avisa
Senão da morte certa que virá
Na glória deste amor que odiará...
BRIDGE OVER TROUBLED WATER
BRIDGE OVER TROUBLED WATER
Amigo, quando a vida enfraquecer
Teus passos e estiveres mais cansado,
Vontade de parar e de morrer
Verás que estarei sempre do teu lado.
Quando não tiveres mais prazer
E te sentires só e abandonado
Teu peito por tristezas maltratado,
Neste momento irás já perceber
Meus braços estendidos como ponte
Por sobre um mar em plena tempestade.
Abrindo ao teu olhar belo horizonte
Secando cada lágrima escorrida,
Verás todo o poder desta amizade,
Trazendo tanto alento para a vida...
Amigo, quando a vida enfraquecer
Teus passos e estiveres mais cansado,
Vontade de parar e de morrer
Verás que estarei sempre do teu lado.
Quando não tiveres mais prazer
E te sentires só e abandonado
Teu peito por tristezas maltratado,
Neste momento irás já perceber
Meus braços estendidos como ponte
Por sobre um mar em plena tempestade.
Abrindo ao teu olhar belo horizonte
Secando cada lágrima escorrida,
Verás todo o poder desta amizade,
Trazendo tanto alento para a vida...
AMIGA ESCURIDÃO
AMIGA ESCURIDÃO
Amiga escuridão, quanta saudade!
Nos sons deste silêncio eu procurei
Em sonhos agitados, a verdade
Que em luzes de néon, eu encontrei.
A cada novo passo, em liberdade
O quanto do que quis e enfim busquei,
Num flash eu percebi a claridade,
E em sons silenciosos mergulhei.
Milhares de pessoas conversando
E o silêncio total já se espalhando
Nas vozes misturadas, tolos ecos
Do quanto repetiam sempre o nada,
Palavra dos profetas espalhada
Sussurros escutados nos botecos...
Amiga escuridão, quanta saudade!
Nos sons deste silêncio eu procurei
Em sonhos agitados, a verdade
Que em luzes de néon, eu encontrei.
A cada novo passo, em liberdade
O quanto do que quis e enfim busquei,
Num flash eu percebi a claridade,
E em sons silenciosos mergulhei.
Milhares de pessoas conversando
E o silêncio total já se espalhando
Nas vozes misturadas, tolos ecos
Do quanto repetiam sempre o nada,
Palavra dos profetas espalhada
Sussurros escutados nos botecos...
SANGUE IGUAL
SANGUE IGUAL
E apesar de tudo,
ainda sou a mesma!
Livre e esguia,
filha eterna de quanta rebeldia
me sagrou.
ALDA LARA Poetisa Angolana.
Heróica resistência; inda farejo
No rastro das irmãs espoliadas.
Durante tanto tempo maltratadas
Negaram o direito a ter desejo.
A liberdade plena que eu almejo
Pras moças muitas vezes estupradas,
De todos os seus bens, dilapidadas,
Mas um momento em glória enfim prevejo.
Do solo americano de Colombo,
Desta África vestida de Mandela,
Ou da Ásia multiforme e colorida,
Depois da tempestade, em duro tombo,
Brilhando com mais força cada estrela
Nos laços da amizade, construída...
E apesar de tudo,
ainda sou a mesma!
Livre e esguia,
filha eterna de quanta rebeldia
me sagrou.
ALDA LARA Poetisa Angolana.
Heróica resistência; inda farejo
No rastro das irmãs espoliadas.
Durante tanto tempo maltratadas
Negaram o direito a ter desejo.
A liberdade plena que eu almejo
Pras moças muitas vezes estupradas,
De todos os seus bens, dilapidadas,
Mas um momento em glória enfim prevejo.
Do solo americano de Colombo,
Desta África vestida de Mandela,
Ou da Ásia multiforme e colorida,
Depois da tempestade, em duro tombo,
Brilhando com mais força cada estrela
Nos laços da amizade, construída...
HIJO DE LA LUNA
HIJO DE LA LUNA
Tonto el que no entienda
cuenta una leyenda
que una hembra gitana
conjuró a la luna hasta el amanecer
llorando pedía
al llegar el día
desposar un calé
tendrás a tu hombre piel morena
desde el cielo habló la luna llena
pero a cambio quiero
el hijo primero
que le engendres a él
que quien su hijo inmola
para no estar sola
poco le iba a querer
NACHO CANO
Bela cigana em sonhos já flutua...
Deitada em uma praia quis, um dia
Amor que se mostrasse em fantasia
E que a tomasse inteira, plena e nua.
Amorenado sonho continua
Derrama sobre a moça a poesia,
Na mágica emoção se traduzia
O sonho em que esta história continua...
Depois de certo tempo esta cigana
Trazendo em gravidez, o resultado
Desta paixão divina e soberana
Que sem limites, chegando incendeia,
Liberta pelo astral enamorado;
Pariu em noite imensa a lua cheia...
HIJO DE LA LUNA
Bella gitana ya está flotando en un sueño...
Tumbada en una playa, pensó un día
En el amor que muestra su fantasía
Y tomase ella plena y desnuda.
Sueño moreno continúa
Verter sobre la niña, poesía,
En la emoción mágica se traduce
El sueño de que esta historia continúa...
Después de algún tiempo esta gitana
Llevar en el embarazo, el resultado
Esta pasión divina y soberana
Sin límites, en sublime incendio
Liberta por su amante astral
Naciendo en la noche inmensa el plenilunio
Tonto el que no entienda
cuenta una leyenda
que una hembra gitana
conjuró a la luna hasta el amanecer
llorando pedía
al llegar el día
desposar un calé
tendrás a tu hombre piel morena
desde el cielo habló la luna llena
pero a cambio quiero
el hijo primero
que le engendres a él
que quien su hijo inmola
para no estar sola
poco le iba a querer
NACHO CANO
Bela cigana em sonhos já flutua...
Deitada em uma praia quis, um dia
Amor que se mostrasse em fantasia
E que a tomasse inteira, plena e nua.
Amorenado sonho continua
Derrama sobre a moça a poesia,
Na mágica emoção se traduzia
O sonho em que esta história continua...
Depois de certo tempo esta cigana
Trazendo em gravidez, o resultado
Desta paixão divina e soberana
Que sem limites, chegando incendeia,
Liberta pelo astral enamorado;
Pariu em noite imensa a lua cheia...
HIJO DE LA LUNA
Bella gitana ya está flotando en un sueño...
Tumbada en una playa, pensó un día
En el amor que muestra su fantasía
Y tomase ella plena y desnuda.
Sueño moreno continúa
Verter sobre la niña, poesía,
En la emoción mágica se traduce
El sueño de que esta historia continúa...
Después de algún tiempo esta gitana
Llevar en el embarazo, el resultado
Esta pasión divina y soberana
Sin límites, en sublime incendio
Liberta por su amante astral
Naciendo en la noche inmensa el plenilunio
ROSEIRAIS
ROSEIRAIS
Das rosas e do espinho, num rosário,
Perfumes exalando em sofrimento,
Do amor que se fazendo num calvário
Ao mesmo tempo luz e desalento.
Amor no roseiral, um relicário
Rasgando a minha mão em um tormento
Mudando o meu caminho, temerário
Amor se reproduz e segue o vento.
Uma rosa se entrega ao colibri,
E esconde em suas pétalas uma arma,
Nem mesmo o puro amor logo a desarma.
Agora, finalmente eu percebi
Beleza tão singela e traiçoeira
Guardada numa lúdica roseira...
ROSAS Y ESPINAS
Rosas y espinas, un rosario,
Perfumes exhalan en el dolor,
El amor que está haciendo un calvario
Al mismo tiempo la luz y la oscuridad.
Me encanta ese sendero, una nostalgia
Rasgando mi mano sobre una espina
Cambiar mi forma, imprudente
El amor se reproduce y sigue el viento.
Una rosa es entregado a los colibríes,
Y esconde un arma en sus pétalos,
Incluso el amor es un arma…
Ahora, finalmente me di cuenta
Belleza tan simple y complicada
Almacenados en una rosa delicada.
Das rosas e do espinho, num rosário,
Perfumes exalando em sofrimento,
Do amor que se fazendo num calvário
Ao mesmo tempo luz e desalento.
Amor no roseiral, um relicário
Rasgando a minha mão em um tormento
Mudando o meu caminho, temerário
Amor se reproduz e segue o vento.
Uma rosa se entrega ao colibri,
E esconde em suas pétalas uma arma,
Nem mesmo o puro amor logo a desarma.
Agora, finalmente eu percebi
Beleza tão singela e traiçoeira
Guardada numa lúdica roseira...
ROSAS Y ESPINAS
Rosas y espinas, un rosario,
Perfumes exhalan en el dolor,
El amor que está haciendo un calvario
Al mismo tiempo la luz y la oscuridad.
Me encanta ese sendero, una nostalgia
Rasgando mi mano sobre una espina
Cambiar mi forma, imprudente
El amor se reproduce y sigue el viento.
Una rosa es entregado a los colibríes,
Y esconde un arma en sus pétalos,
Incluso el amor es un arma…
Ahora, finalmente me di cuenta
Belleza tan simple y complicada
Almacenados en una rosa delicada.
Na bela noite
Na bela noite
Vagando a noite bela em força e luz.
Caminhos que nos levam às estrelas.
Vontade de pra sempre, concebê-las
No canto que traçamos, nos seduz.
Espelhas todo amor que reproduz
As horas que tivemos. Convertê-las
Em lumes tão perfeitos e retê-las
No brilho que em teus olhos já reluz...
Te amar é ser além de toda a espera,
Vertendo uma esperança em cada verso.
Refazes minha vida em primavera,
Reúnes cada sonho mais disperso.
Amor, pura magia em raro encanto,
Mal sabes, mas eu te amo tanto, tanto...
En la hermosa noche
Vagando por la noche en la hermosa luz.
Caminos que nos llevan a las estrellas.
Nos acercando de eso brillo
En el canto que se escucha y nos seduce.
Espejas todo amor que existe en ti,
Los tiempos que hemos tenido. Convertirlos
Tan perfecto en llamas y la celebración tan sublime.
En el brillo de tus ojos ahora, maravillas…
Amarte es estar más allá de todas las expectativas,
Vertiendo una esperanza en cada verso.
Rehacer mi vida en una primavera,
Cumplir con todos los sueños más dispersos.
Amor, pura magia en un raro encanto,
No sé, pero te quiero tanto, tanto..
. In the beautiful night
Wandering through the night in strength and beautiful light.
Paths that lead us to the stars.
Will forever, interpret them
In the corner we draw, seduces us.
Mirrors all love to play
The times we had. Convert them
So perfect in flames and holding them
At the brightness that shines in your eyes now...
Loving you is to be beyond all expectations,
Pouring a hope in every verse.
Remake my life in spring,
Meets every dream more dispersed.
Love, pure magic in a rare charm,
Hardly know, but I love you so, so...
Vagando a noite bela em força e luz.
Caminhos que nos levam às estrelas.
Vontade de pra sempre, concebê-las
No canto que traçamos, nos seduz.
Espelhas todo amor que reproduz
As horas que tivemos. Convertê-las
Em lumes tão perfeitos e retê-las
No brilho que em teus olhos já reluz...
Te amar é ser além de toda a espera,
Vertendo uma esperança em cada verso.
Refazes minha vida em primavera,
Reúnes cada sonho mais disperso.
Amor, pura magia em raro encanto,
Mal sabes, mas eu te amo tanto, tanto...
En la hermosa noche
Vagando por la noche en la hermosa luz.
Caminos que nos llevan a las estrellas.
Nos acercando de eso brillo
En el canto que se escucha y nos seduce.
Espejas todo amor que existe en ti,
Los tiempos que hemos tenido. Convertirlos
Tan perfecto en llamas y la celebración tan sublime.
En el brillo de tus ojos ahora, maravillas…
Amarte es estar más allá de todas las expectativas,
Vertiendo una esperanza en cada verso.
Rehacer mi vida en una primavera,
Cumplir con todos los sueños más dispersos.
Amor, pura magia en un raro encanto,
No sé, pero te quiero tanto, tanto..
. In the beautiful night
Wandering through the night in strength and beautiful light.
Paths that lead us to the stars.
Will forever, interpret them
In the corner we draw, seduces us.
Mirrors all love to play
The times we had. Convert them
So perfect in flames and holding them
At the brightness that shines in your eyes now...
Loving you is to be beyond all expectations,
Pouring a hope in every verse.
Remake my life in spring,
Meets every dream more dispersed.
Love, pure magic in a rare charm,
Hardly know, but I love you so, so...
O SUAVE ALENTO DO TEU CANTO
O SUAVE ALENTO DE TEU CANTO
Recebo o doce alento de teu canto,
Tão leve, mais sereno, em harmonia.
Tomando toda a noite em tal encanto
Que faz tudo brilhar como eu queria...
Contigo, minha amada, eu já me encanto,
Totalmente encharcado em poesia.
Por isso toda noite, amada, eu canto
Nosso mundo repleto de alegria...
Entrego o coração, nem mais desminto
Em toda esta emoção, querida eu sinto
Vontade de contigo mergulhar
Nas ondas mais divinas do oceano,
Nos braços deste amor, que é soberano,
Imergindo feliz em pleno mar...
EL DULCE ALIENTO
Yo siento el dulce aliento de tu canción,
Por lo tanto la luz, más pacífica, en armonía.
Tomando toda la noche en este encanto.
Mostrando tolo el brillo, como yo quería,
Tú, mi querida, en rara belleza
Totalmente inundada de la poesía.
Así todas las noches, mi amor, yo canto
Nuestro mundo está lleno de alegría...
Yo doy mi corazón, no lo niego
En todo este entusiasmo mí querida
me sumerjo contigo
En las olas del océano más divino,
En los brazos del amor, que es soberano,
Inmersión feliz en el mar...
Recebo o doce alento de teu canto,
Tão leve, mais sereno, em harmonia.
Tomando toda a noite em tal encanto
Que faz tudo brilhar como eu queria...
Contigo, minha amada, eu já me encanto,
Totalmente encharcado em poesia.
Por isso toda noite, amada, eu canto
Nosso mundo repleto de alegria...
Entrego o coração, nem mais desminto
Em toda esta emoção, querida eu sinto
Vontade de contigo mergulhar
Nas ondas mais divinas do oceano,
Nos braços deste amor, que é soberano,
Imergindo feliz em pleno mar...
EL DULCE ALIENTO
Yo siento el dulce aliento de tu canción,
Por lo tanto la luz, más pacífica, en armonía.
Tomando toda la noche en este encanto.
Mostrando tolo el brillo, como yo quería,
Tú, mi querida, en rara belleza
Totalmente inundada de la poesía.
Así todas las noches, mi amor, yo canto
Nuestro mundo está lleno de alegría...
Yo doy mi corazón, no lo niego
En todo este entusiasmo mí querida
me sumerjo contigo
En las olas del océano más divino,
En los brazos del amor, que es soberano,
Inmersión feliz en el mar...
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
AMAR DEMAIS...
Eu te amo, mas preciso sufocar
O sentimento imenso que dedico.
Além de todo céu a nos brilhar
Sozinho, sem te ter, aqui eu fico.
É tão difícil assim, amor calar,
Matando este querer, deveras rico,
Em cada novo encanto te buscar,
Que faço se não posso nem explico...
Fazer de conta? Nunca consegui.
Pois mentir a mim mesmo é impossível.
Se tudo o que mais quero encontro em ti,
Em devaneios sofro todo dia.
Amor que se fez forte e tão incrível
Matando o que me resta de alegria...
O sentimento imenso que dedico.
Além de todo céu a nos brilhar
Sozinho, sem te ter, aqui eu fico.
É tão difícil assim, amor calar,
Matando este querer, deveras rico,
Em cada novo encanto te buscar,
Que faço se não posso nem explico...
Fazer de conta? Nunca consegui.
Pois mentir a mim mesmo é impossível.
Se tudo o que mais quero encontro em ti,
Em devaneios sofro todo dia.
Amor que se fez forte e tão incrível
Matando o que me resta de alegria...
TANTO TE QUERER
Quero-te tão somente pelo amor.
Até talvez além de um sentimento
Num fogo que me queima eterno e lento
Que não me traga as ânsias nem pavor.
Simplesmente um caminho natural
Desembocando em calmo e manso mar,
Sem nada glorioso ou triunfal
Só pelo simples fato de te amar.
Não procurei a sílfide nem musa,
Nem ninfa, deusa ou diva, nada disso.
Caminho que com outro já se cruza
Naturalmente eu sei que te cobiço
Sem fúria, sem rancor, temor ou ódio
Sem louro de vitórias, prêmio ou pódio.
Até talvez além de um sentimento
Num fogo que me queima eterno e lento
Que não me traga as ânsias nem pavor.
Simplesmente um caminho natural
Desembocando em calmo e manso mar,
Sem nada glorioso ou triunfal
Só pelo simples fato de te amar.
Não procurei a sílfide nem musa,
Nem ninfa, deusa ou diva, nada disso.
Caminho que com outro já se cruza
Naturalmente eu sei que te cobiço
Sem fúria, sem rancor, temor ou ódio
Sem louro de vitórias, prêmio ou pódio.
ERUPÇÃO
Vulcão que nos abrasa e nos desperta
Em lavas nos devora e não se cansa.
Reflete em nossos corpos, este alerta
Do prazer generoso que se alcança;
Esteja; meu amor, disto bem certa,
Que a noite é, nos teus braços, u'a criança...
Fornalha que incendeia e assim liberta,
Enquanto nosso amor, sedento, avança...
Embalo meu desejo em teus anseios,
Mergulho meu carinho em doces seios,
Num ato tresloucado em puro ardor.
Matando toda noite esta vontade
De ter vivo prazer à saciedade.
Estando o tempo inteiro ao teu dispor....
Em lavas nos devora e não se cansa.
Reflete em nossos corpos, este alerta
Do prazer generoso que se alcança;
Esteja; meu amor, disto bem certa,
Que a noite é, nos teus braços, u'a criança...
Fornalha que incendeia e assim liberta,
Enquanto nosso amor, sedento, avança...
Embalo meu desejo em teus anseios,
Mergulho meu carinho em doces seios,
Num ato tresloucado em puro ardor.
Matando toda noite esta vontade
De ter vivo prazer à saciedade.
Estando o tempo inteiro ao teu dispor....
ALUNIAÇÃO
Uma alucinação, delícia plena,
Sentir a maciez deste querer.
A vida tão gostosa já se acena
Envolta nos teus braços, com prazer.
Numa loucura imensa e tão serena,
Tomando pouco a pouco nosso ser.
Doçura que vicia e que envenena,
Além do que podemos perceber.
Enfurecido vento da paixão
Que arrasa e não permite mais defesas.
Acende todo o sol, sofreguidão,
Carrega nossos sonhos, correntezas,
Encharca num segundo, inundação,
Nos torna de repente, meras presas....
Sentir a maciez deste querer.
A vida tão gostosa já se acena
Envolta nos teus braços, com prazer.
Numa loucura imensa e tão serena,
Tomando pouco a pouco nosso ser.
Doçura que vicia e que envenena,
Além do que podemos perceber.
Enfurecido vento da paixão
Que arrasa e não permite mais defesas.
Acende todo o sol, sofreguidão,
Carrega nossos sonhos, correntezas,
Encharca num segundo, inundação,
Nos torna de repente, meras presas....
AMAR EM LIBERDADE
AMAR EM LIBERDADE
Amar em liberdade o quanto possa
Vencendo uma barreira instransponível,
A vida se tornando ora plausível
Não tendo no caminho sequer fossa,
O vento que deveras sempre endossa
Presume este momento mais incrível
Do sonho construído em novo nível
A Terra sendo a mesma casa, a nossa.
Na solidariedade o rumo em paz
Deixando este passado tão mordaz
Amordaço e roto e concebendo
Um dia aonde possa cada irmão
Viver em igualdade e comunhão,
Num cenário deveras estupendo...
Amar em liberdade o quanto possa
Vencendo uma barreira instransponível,
A vida se tornando ora plausível
Não tendo no caminho sequer fossa,
O vento que deveras sempre endossa
Presume este momento mais incrível
Do sonho construído em novo nível
A Terra sendo a mesma casa, a nossa.
Na solidariedade o rumo em paz
Deixando este passado tão mordaz
Amordaço e roto e concebendo
Um dia aonde possa cada irmão
Viver em igualdade e comunhão,
Num cenário deveras estupendo...
SABER DO TEU PERFUME
Saber de teu perfume em meu jardim,
Delícias espalhando pelo vento.
Prazer de te saber perto de mim,
Tomando as rédeas solto o pensamento.
Alçando a liberdade em um segundo,
Vicejas esperanças, bela flor,
A cada novo dia me aprofundo
Até sentir o aroma encantador
Que exalas. Mansamente chego a ti
E sinto o quanto é bom o amor intenso,
Da fonte deste sonho eu já bebi,
E sempre nestas águas recompenso
As dores que trouxera do passado,
Estando num momento, do teu lado...
Delícias espalhando pelo vento.
Prazer de te saber perto de mim,
Tomando as rédeas solto o pensamento.
Alçando a liberdade em um segundo,
Vicejas esperanças, bela flor,
A cada novo dia me aprofundo
Até sentir o aroma encantador
Que exalas. Mansamente chego a ti
E sinto o quanto é bom o amor intenso,
Da fonte deste sonho eu já bebi,
E sempre nestas águas recompenso
As dores que trouxera do passado,
Estando num momento, do teu lado...
NO JOGO DESTE AMOR
NO JOGO DESTE AMOR
No jogo deste amor, na sedução,
Beijando tua pele arrepiada,
Deitando com total sofreguidão,
Bebendo cada gota derramada.
Sentindo todo o fogo da paixão
Na lúbrica vontade extasiada,
Teu corpo do meu corpo uma extensão,
Tua nudez tão bela, penetrada...
Jogamos sem limites, sem segredos,
Vitória repartida em nossos gozos,
Traçamos nesta cama bons enredos,
Crianças sem juízo, adolescentes,
Fazendo dos momentos preciosos
Brinquedos fascinantes e tão quentes...
No jogo deste amor, na sedução,
Beijando tua pele arrepiada,
Deitando com total sofreguidão,
Bebendo cada gota derramada.
Sentindo todo o fogo da paixão
Na lúbrica vontade extasiada,
Teu corpo do meu corpo uma extensão,
Tua nudez tão bela, penetrada...
Jogamos sem limites, sem segredos,
Vitória repartida em nossos gozos,
Traçamos nesta cama bons enredos,
Crianças sem juízo, adolescentes,
Fazendo dos momentos preciosos
Brinquedos fascinantes e tão quentes...
O MESMO CANTO
Amigos, compartilho o mesmo canto
De uma esperança viva em liberdade.
O sonho que se mostra por encanto
Dum povo que preserve em unidade
A força que se entranha, causa espanto
A quem não concebeu tal amizade.
No rosto envelhecido pelo pranto
Quem sabe, num sorriso outra verdade.
Dos índios e dos negros maltrapilhos,
Durante tanto tempo espoliados
Pisando com firmeza novos trilhos
No brado que se mostre temerário
Deixando para trás dias passados
Trazendo um grito forte e libertário!
De uma esperança viva em liberdade.
O sonho que se mostra por encanto
Dum povo que preserve em unidade
A força que se entranha, causa espanto
A quem não concebeu tal amizade.
No rosto envelhecido pelo pranto
Quem sabe, num sorriso outra verdade.
Dos índios e dos negros maltrapilhos,
Durante tanto tempo espoliados
Pisando com firmeza novos trilhos
No brado que se mostre temerário
Deixando para trás dias passados
Trazendo um grito forte e libertário!
MEU NINHO É O MAR...
Te vas Alfonsina
Con tu soledad
¿Qué poemas nuevos
Fuíste a buscar?
Una voz antigüa
De viento y de sal
Te requiebra el alma
Y la está llevando
Y te vas hacia allá
Como en sueños
Dormida, Alfonsina
Vestida de mar.
Ariel Ramirez / Felix Luna
MEU NINHO É O MAR...
Adormecida em sonhos esperando
Poemas tão diversos a buscar
Um mundo em emoções, sol, céu e mar
No amor em plenitude se tomando.
Em meio a caracóis vai se inundando,
Nos cavalos marinhos, cavalgar
Entre estrelas do mar a rebrilhar
Fosforescência imensa debruçando
Sobre quem sonhando, uma sereia
Trazendo para o mar a lua cheia,
Num prisma multicor e soberano
Dezenas de matizes sensuais
Deitando o sol por sobre estes corais,
Mergulho de cometas no oceano.
MI NIDO ES EL MAR...
Dormir en un sueño en espera
Poemas para perseguir tan diversos
Un mundo de emociones, sol, cielo y mar
En la plenitud del amor que está tomando.
En medio de los caracoles , de las inundaciones,
En los caballitos de mar, el paseo
Entre el brillo las estrellas de mar
Inmensa fosforescencia abordar
Acerca de un sueño, una sirena
Con lo que el mar a la luna llena,
En una luz de varios colores y soberano
Decenas de matices diversas,
Tendido en el sol raros corales,
Buceando en el océano los cometas…
Con tu soledad
¿Qué poemas nuevos
Fuíste a buscar?
Una voz antigüa
De viento y de sal
Te requiebra el alma
Y la está llevando
Y te vas hacia allá
Como en sueños
Dormida, Alfonsina
Vestida de mar.
Ariel Ramirez / Felix Luna
MEU NINHO É O MAR...
Adormecida em sonhos esperando
Poemas tão diversos a buscar
Um mundo em emoções, sol, céu e mar
No amor em plenitude se tomando.
Em meio a caracóis vai se inundando,
Nos cavalos marinhos, cavalgar
Entre estrelas do mar a rebrilhar
Fosforescência imensa debruçando
Sobre quem sonhando, uma sereia
Trazendo para o mar a lua cheia,
Num prisma multicor e soberano
Dezenas de matizes sensuais
Deitando o sol por sobre estes corais,
Mergulho de cometas no oceano.
MI NIDO ES EL MAR...
Dormir en un sueño en espera
Poemas para perseguir tan diversos
Un mundo de emociones, sol, cielo y mar
En la plenitud del amor que está tomando.
En medio de los caracoles , de las inundaciones,
En los caballitos de mar, el paseo
Entre el brillo las estrellas de mar
Inmensa fosforescencia abordar
Acerca de un sueño, una sirena
Con lo que el mar a la luna llena,
En una luz de varios colores y soberano
Decenas de matices diversas,
Tendido en el sol raros corales,
Buceando en el océano los cometas…
EL TIEMPO PASA
EL TIEMPO PASA
Amor se transformando com o tempo
Trazendo uma razão ao sentimento.
O que já fora outrora, contratempo
Não representará qualquer tormento.
O medo se transmuda em paciência
As mãos tanto acalentam quando amparam.
Dos ventos que queimavam;inclemência
Em brisa e calmaria se tornaram.
Os olhos que sonhavam acordados
Agora presenciam mansidão,
Amores de temíveis, altos brados,
Entregues ao reinado da Razão.
Assim no nosso amor, envelhecemos,
Porém, jamais querida, envilecemos.
Amor se transformando com o tempo
Trazendo uma razão ao sentimento.
O que já fora outrora, contratempo
Não representará qualquer tormento.
O medo se transmuda em paciência
As mãos tanto acalentam quando amparam.
Dos ventos que queimavam;inclemência
Em brisa e calmaria se tornaram.
Os olhos que sonhavam acordados
Agora presenciam mansidão,
Amores de temíveis, altos brados,
Entregues ao reinado da Razão.
Assim no nosso amor, envelhecemos,
Porém, jamais querida, envilecemos.
MEU OUTONO...
MEU OUTONO
Coração depois de tantas tempestades
Simplesmente padece, desfolhado
Em meio a dores tantas, falsidades,
O fardo de viver fica pesado.
Dos ninhos que tivera; coração,
Nenhum sobreviveu ao vento frio.
Deitando tão somente em solidão,
Seguindo sem destino, vai sozinho.
Um dia já soubera ser feliz,
Taquicárdico sonho se esvaindo
Por entre minhas mãos. Tantas já fiz
Pensando que este amor seguisse infindo.
De todo um arvoredo, nada resta,
Nem mesmo algum resquício da floresta...
Mi otoño
Corazón después de tantas tormentas
Simplemente sufre, sin hojas
En medio de sus dolores, falsedades,
La carga de la vida es pesada.
De los nidos que había, el corazón,
Ninguno sobrevivió, l viento más frío.
Quedando ahora en la soledad,
Después, sin rumbo, allá se pierde.
Un día, ha aprendido a ser feliz,
Sueño en emociones, taquicardia…
La siento entre mis manos. Después de tanto engaño
Pensando en el amor sin nada conseguir,
De toda plantación, nada más resta,
Ni siquiera un vestigio de la selva...
Coração depois de tantas tempestades
Simplesmente padece, desfolhado
Em meio a dores tantas, falsidades,
O fardo de viver fica pesado.
Dos ninhos que tivera; coração,
Nenhum sobreviveu ao vento frio.
Deitando tão somente em solidão,
Seguindo sem destino, vai sozinho.
Um dia já soubera ser feliz,
Taquicárdico sonho se esvaindo
Por entre minhas mãos. Tantas já fiz
Pensando que este amor seguisse infindo.
De todo um arvoredo, nada resta,
Nem mesmo algum resquício da floresta...
Mi otoño
Corazón después de tantas tormentas
Simplemente sufre, sin hojas
En medio de sus dolores, falsedades,
La carga de la vida es pesada.
De los nidos que había, el corazón,
Ninguno sobrevivió, l viento más frío.
Quedando ahora en la soledad,
Después, sin rumbo, allá se pierde.
Un día, ha aprendido a ser feliz,
Sueño en emociones, taquicardia…
La siento entre mis manos. Después de tanto engaño
Pensando en el amor sin nada conseguir,
De toda plantación, nada más resta,
Ni siquiera un vestigio de la selva...
EM TEU OLHAR
No teu olhar eu sinto a suavidade
Roçando a minha pele qual carinho,
Além de refletir a claridade
Iluminando em glória o nosso ninho.
Olhar que transmitindo a liberdade
Permite vislumbrar outro caminho
Trilhado pela força da verdade,
Sem pedras, tempestades ou espinho.
Carícias que percebo em teu olhar,
Delícias de desejos prometidos.
Nos lumes mais perfeitos percebidos
Os rumos que me levam ao luar.
Olhar que calmamente me tocando
Em plena madrugada deslumbrando...
Roçando a minha pele qual carinho,
Além de refletir a claridade
Iluminando em glória o nosso ninho.
Olhar que transmitindo a liberdade
Permite vislumbrar outro caminho
Trilhado pela força da verdade,
Sem pedras, tempestades ou espinho.
Carícias que percebo em teu olhar,
Delícias de desejos prometidos.
Nos lumes mais perfeitos percebidos
Os rumos que me levam ao luar.
Olhar que calmamente me tocando
Em plena madrugada deslumbrando...
WE ALL FALL IN LOVE SOMETIMES
Procuro tua face em cada canto,
No metrô, nas paredes e nas ruas
Nas luzes da cidade o teu encanto,
Enquanto aqui caminho, continuas.
Seguindo o brilho intenso, um helianto
Buscando imaginar imagens nuas
Da deusa que provoca tanto quanto
Transborda nas vontades, minhas, tuas...
Tocar teu corpo nu com os meus lábios
Conforme preconizam velhos sábios
Ninguém consegue o amor já refrear.
Nem mesmo algum cansaço nos detém,
Meu peito enamorado sabe bem
Do quanto sempre é bom se apaixonar...
No metrô, nas paredes e nas ruas
Nas luzes da cidade o teu encanto,
Enquanto aqui caminho, continuas.
Seguindo o brilho intenso, um helianto
Buscando imaginar imagens nuas
Da deusa que provoca tanto quanto
Transborda nas vontades, minhas, tuas...
Tocar teu corpo nu com os meus lábios
Conforme preconizam velhos sábios
Ninguém consegue o amor já refrear.
Nem mesmo algum cansaço nos detém,
Meu peito enamorado sabe bem
Do quanto sempre é bom se apaixonar...
SOMENTE ME RESTA ESTE DESGOSTO
Minha alma; satisfazes com teu canto,
Encantos que espalhaste em minha vida,
Eu te amo, com certeza e neste tanto
Não posso suportar tua saída.
Meu rosto se molhando em duro pranto,
Já sinto uma esperança em despedida.
Distante de teus olhos, desencanto,
Minha alma se mostrando assim perdida...
Não diga que este amor chegou ao fim.
Que faço se não tenho junto a mim
A mulher que sem limites, quero e gosto.
Não podendo encontrar satisfação
Meu mundo já não tem mais direção,
Somente o que me resta: este desgosto...
Encantos que espalhaste em minha vida,
Eu te amo, com certeza e neste tanto
Não posso suportar tua saída.
Meu rosto se molhando em duro pranto,
Já sinto uma esperança em despedida.
Distante de teus olhos, desencanto,
Minha alma se mostrando assim perdida...
Não diga que este amor chegou ao fim.
Que faço se não tenho junto a mim
A mulher que sem limites, quero e gosto.
Não podendo encontrar satisfação
Meu mundo já não tem mais direção,
Somente o que me resta: este desgosto...
ATORDOADO...
Confuso, vou seguindo atordoado,
Sem rumo e sem destino vou ao léu.
De todas as mentiras, tão cansado
Amor que se fazendo mais cruel
Às vezes num sorriso disfarçado
Engana quando esconde o doce mel,
Deixando o gosto sempre amargurado
De quem me lambuzou somente em fel.
Eu quis uma mulher que enfim me desse
Carinhos e palavras benfazejas,
Que faço pra conter tamanho abuso?
Não adiantam rezas nem as preces
Atordoar-me é tudo o que desejas,
Deixando-me deveras tão confuso...
Sem rumo e sem destino vou ao léu.
De todas as mentiras, tão cansado
Amor que se fazendo mais cruel
Às vezes num sorriso disfarçado
Engana quando esconde o doce mel,
Deixando o gosto sempre amargurado
De quem me lambuzou somente em fel.
Eu quis uma mulher que enfim me desse
Carinhos e palavras benfazejas,
Que faço pra conter tamanho abuso?
Não adiantam rezas nem as preces
Atordoar-me é tudo o que desejas,
Deixando-me deveras tão confuso...
O TEU GOSTAR
O TEU GOSTAR
Recebo o teu gostar como reflexo
De um mundo que busquei há tantos anos
E sei dos desencantos mais profanos
E nisto cada engano que eu anexo,
Revolvo dos meus dias o complexo
Caminho que pudera em soberanos
Sentidos entre tantos desumanos
Tormentos num momento em rude plexo
Acordo e nada tendo do meu lado,
Apenas estas marcas de um passado
Atrocidades tantas conhecendo,
O manto já puído da esperança
Aos poucos sem sentido algum avança
E sinto, no final, mero remendo.
MARCOS LOURES
Recebo o teu gostar como reflexo
De um mundo que busquei há tantos anos
E sei dos desencantos mais profanos
E nisto cada engano que eu anexo,
Revolvo dos meus dias o complexo
Caminho que pudera em soberanos
Sentidos entre tantos desumanos
Tormentos num momento em rude plexo
Acordo e nada tendo do meu lado,
Apenas estas marcas de um passado
Atrocidades tantas conhecendo,
O manto já puído da esperança
Aos poucos sem sentido algum avança
E sinto, no final, mero remendo.
MARCOS LOURES
ERROS DO PASSADO
Dos erros cometidos no passado
A tua ausência agora, maltratando,
Percebo ser somente o resultado
Que aos poucos sem descanso vai matando...
Quem dera se pudesse noutro prado
Seguir o tempo inteiro caminhando,
De tanto que, eu bem sei, andei errado
Castelo de esperanças desabando.
Tu foste minha amiga e companheira
Amada amante, dona dos meus olhos.
Agora que perdi minha esperança
Procuro uma mulher que inda me queira
Depois de caminhar por entre abrolhos
Prometo pra mim mesmo uma mudança...
A tua ausência agora, maltratando,
Percebo ser somente o resultado
Que aos poucos sem descanso vai matando...
Quem dera se pudesse noutro prado
Seguir o tempo inteiro caminhando,
De tanto que, eu bem sei, andei errado
Castelo de esperanças desabando.
Tu foste minha amiga e companheira
Amada amante, dona dos meus olhos.
Agora que perdi minha esperança
Procuro uma mulher que inda me queira
Depois de caminhar por entre abrolhos
Prometo pra mim mesmo uma mudança...
DESEJOS
DESEJOS
Desejos que se alinham, em partilhas.
Das bocas se buscam apressadas.
Contornos delineiam maravilhas
De todas as vontades conquistadas.
Exílio do prazer, tua nudez,
Beber deste licor delicioso...
Tomado por total insensatez
Guardando em minha boca todo o gozo...
Teus montes e teus vales, teu relevo,
Percorro em manso passo, explorador.
Nem mesmo um simples canto não relevo,
Tocando com meus lábios, cada flor...
No orvalho de um jardim tão delicado,
Eu mato a minha sede, apaixonado...
Desejos que se alinham, em partilhas.
Das bocas se buscam apressadas.
Contornos delineiam maravilhas
De todas as vontades conquistadas.
Exílio do prazer, tua nudez,
Beber deste licor delicioso...
Tomado por total insensatez
Guardando em minha boca todo o gozo...
Teus montes e teus vales, teu relevo,
Percorro em manso passo, explorador.
Nem mesmo um simples canto não relevo,
Tocando com meus lábios, cada flor...
No orvalho de um jardim tão delicado,
Eu mato a minha sede, apaixonado...
UM AMOR INSANO ANA BEL DIEQUISISQUE e marcos loures
UM AMOR INSANO ANA BEL DIEQUISISQUE e marcos loures
"Encontrei um amor bem depravado,
desses sem ética sem pudor bem relaxado,
mas ai vi que não era amor, era libertinagem,
era malandragem, era indecência sem ciência,
era fúria dos hormônios,
era como gato no cio
era como animais desenfreado,
isso não era amor desejado,
mas encontrei um novo amor,
esse sim era safado, mas era idolatrado,
era safado, no seu modo de querer,
era safado no seu jeito de ser,
mas era gentil era comportado,
só que o seu amor era dobrado,
então silencio eu fiz
embarquei nesse amor avassalado,
desmontei nesse amor, senti a força desse amor,
que mesmo sendo safado
mas gentil bem comportado, me fazia ser doce,
mansa, amada, desejada,
porque seu amor era safado,
mas ele era gentil e comportado
suas safadezas eram pra me
não era na sua forma de agir? "
Ana Bel Diequisisque
Amor que se permite mais gentil
E ao tempo traz tanta loucura
Enquanto se expressando em tal ternura
Embora traga o quanto não se viu,
Num sonho sem limites, mais viril,
Pousando onde a verdade configura
A sorte mais audaz, mesmo insegura,
Marcante sensação sublime e vil.
Nos entrelaces corpos sem limites,
Ainda mais além do que acredites
Tecendo esta diversa e rara teia,
Ao mesmo tempo imenso e sem pudor,
Nas tantas artimanhas deste amor,
Que tanto quanto pode desnorteia...
"Encontrei um amor bem depravado,
desses sem ética sem pudor bem relaxado,
mas ai vi que não era amor, era libertinagem,
era malandragem, era indecência sem ciência,
era fúria dos hormônios,
era como gato no cio
era como animais desenfreado,
isso não era amor desejado,
mas encontrei um novo amor,
esse sim era safado, mas era idolatrado,
era safado, no seu modo de querer,
era safado no seu jeito de ser,
mas era gentil era comportado,
só que o seu amor era dobrado,
então silencio eu fiz
embarquei nesse amor avassalado,
desmontei nesse amor, senti a força desse amor,
que mesmo sendo safado
mas gentil bem comportado, me fazia ser doce,
mansa, amada, desejada,
porque seu amor era safado,
mas ele era gentil e comportado
suas safadezas eram pra me
não era na sua forma de agir? "
Ana Bel Diequisisque
Amor que se permite mais gentil
E ao tempo traz tanta loucura
Enquanto se expressando em tal ternura
Embora traga o quanto não se viu,
Num sonho sem limites, mais viril,
Pousando onde a verdade configura
A sorte mais audaz, mesmo insegura,
Marcante sensação sublime e vil.
Nos entrelaces corpos sem limites,
Ainda mais além do que acredites
Tecendo esta diversa e rara teia,
Ao mesmo tempo imenso e sem pudor,
Nas tantas artimanhas deste amor,
Que tanto quanto pode desnorteia...
CARCOMIDO
A pele carcomida se destrói
E mostra uma ossatura bem mais frágil.
Aquém do que sonhara num presságio,
A vida em solidão por vezes dói.
O medo muitas vezes me corrói,
Mas tento a fuga em salto bem mais ágil.
O verso se perdendo num naufrágio
Dos sonhos, outro canto já constrói.
O quase consegui me acompanhando
Há tempos não permite uma auto crítica.
Amor uma figura quase mítica
Aos poucos minha carne lacerando
Permite que adivinhe-se o final
Na paz que nascerá do amor boçal.
E mostra uma ossatura bem mais frágil.
Aquém do que sonhara num presságio,
A vida em solidão por vezes dói.
O medo muitas vezes me corrói,
Mas tento a fuga em salto bem mais ágil.
O verso se perdendo num naufrágio
Dos sonhos, outro canto já constrói.
O quase consegui me acompanhando
Há tempos não permite uma auto crítica.
Amor uma figura quase mítica
Aos poucos minha carne lacerando
Permite que adivinhe-se o final
Na paz que nascerá do amor boçal.
NADA NOS DESTRÓI
Nem tempo nem distância nos destrói.
Se nós somos metades mais perfeitas.
Nem mesmo a solidão que tanto dói,
Impedem nossas sortes já refeitas.
Apenas todo amor, enfim constrói,
Te sinto em cada noite em que tu deitas.
A tua boca chama e logo venho,
Morena sedutora, meu desejo...
És tudo o que mais quero, onde me embrenho,
No sonho delicado, em cada beijo.
Extasiado, tanto amor te tenho..
Eternidade assim, em ti prevejo..
E juntos vamos, gozo e alegria,
Desejo que esta noite sempre cria...
Se nós somos metades mais perfeitas.
Nem mesmo a solidão que tanto dói,
Impedem nossas sortes já refeitas.
Apenas todo amor, enfim constrói,
Te sinto em cada noite em que tu deitas.
A tua boca chama e logo venho,
Morena sedutora, meu desejo...
És tudo o que mais quero, onde me embrenho,
No sonho delicado, em cada beijo.
Extasiado, tanto amor te tenho..
Eternidade assim, em ti prevejo..
E juntos vamos, gozo e alegria,
Desejo que esta noite sempre cria...
RUMO AO VAZIO
Destino meus caminhos ao vazio
Depositando em versos esperanças.
O quanto nada sinto eu mesmo crio
Enquanto tresloucada, não avanças.
O sangue que se escorre num sombrio
Momento perfazendo as alianças
Tocando bem mais fundo principio
E te convido logo para as danças.
Do velho sentimento que carrego
Não tenho nem sequer mais precisão,
Cardume sem um líder morre cego
A vida sem qualquer explicação
Perdendo o timoneiro não navego
Naufrago bem distante da emoção..
Depositando em versos esperanças.
O quanto nada sinto eu mesmo crio
Enquanto tresloucada, não avanças.
O sangue que se escorre num sombrio
Momento perfazendo as alianças
Tocando bem mais fundo principio
E te convido logo para as danças.
Do velho sentimento que carrego
Não tenho nem sequer mais precisão,
Cardume sem um líder morre cego
A vida sem qualquer explicação
Perdendo o timoneiro não navego
Naufrago bem distante da emoção..
UMA ALMA BLENORRÁGICA
Uma alma blenorrágica destoa
Ignara não consegue discernir
Se o pássaro tem asas porque voa
Ou voa porque quer se divertir.
No vago que sem nada não ressoa
O zero não se pode repartir.
Rumina tão voraz qualquer taboa
Aos poucos vai decerto já mugir.
Agora que se mostra desdentada
A moça se esqueceu do seu tridente.
Há tempos que já foi engarrafada
No nada em que surgiu vai simplesmente
Voltando ao mesmo nada de repente,
Repete e só concebe o eterno nada.
Ignara não consegue discernir
Se o pássaro tem asas porque voa
Ou voa porque quer se divertir.
No vago que sem nada não ressoa
O zero não se pode repartir.
Rumina tão voraz qualquer taboa
Aos poucos vai decerto já mugir.
Agora que se mostra desdentada
A moça se esqueceu do seu tridente.
Há tempos que já foi engarrafada
No nada em que surgiu vai simplesmente
Voltando ao mesmo nada de repente,
Repete e só concebe o eterno nada.
MELÓDICA MANHÃ
Melódica manhã sem manha e sol
Sombria cascavel prepara o bote.
Do mel que se lambuza quebra o pote
E arrisca qualquer coisa em besteirol.
Não vendo nem a sombra em arrebol
Esquece deste efeito – o tal rebote.
Se sabe ou não sabe deste mote
Ilustra a solidão de algum farol
Perdido num atol no fim do mundo,
Carcaça que caminha sem destino,
O manto que recobre sendo imundo
Corsária vai vagando solta ao léu.
O sol que inda pensara estar a pino
Há muito se afastou daquele céu.
Sombria cascavel prepara o bote.
Do mel que se lambuza quebra o pote
E arrisca qualquer coisa em besteirol.
Não vendo nem a sombra em arrebol
Esquece deste efeito – o tal rebote.
Se sabe ou não sabe deste mote
Ilustra a solidão de algum farol
Perdido num atol no fim do mundo,
Carcaça que caminha sem destino,
O manto que recobre sendo imundo
Corsária vai vagando solta ao léu.
O sol que inda pensara estar a pino
Há muito se afastou daquele céu.
"TER ÓDIO PELA RIMA OU QUASE" DIÓGENES PEREIRA DE ARAÚJO e marcos loures
"TER ÓDIO PELA RIMA OU QUASE" DIÓGENES PEREIRA DE ARAÚJO e marcos loures
As rimas - para mim! - servem de base
pra dar um ritmo mais para a poesia.
pra mim e para Skinner, quem diria!
Espero que esta idéia não arrase
a quem despreze rima. Que ironia
a quem quer por talento em cada frase,
ter ira pela rima, ou ódio quase.
Importa-nos confiar na sinergia
de todos os poetas, - e poetisas! -,
pois falta ter mais sensibilidade
para salvar a pobre humanidade;
as mazelas do mundo são juízas
da omissão dos poetas em lançar
sementes de beleza pelo ar.
Diógenes Pereira de Araújo"
O sonho se expressando de tal forma
Que possa traduzir uma emoção,
Tocando sutilmente o coração,
Que a cada novo passo nos transforma,
Ousar ou se entregar a qualquer norma
Não traz nem modifica a dimensão,
Olhar para infinito, esta amplidão,
Que da nossa pequenez, decerto informa,
Unimos sentimentos e buscamos
Um mundo sem escravos, servos, amos,
Uníssona canção que nos permita
Vencer as intempéries mais constantes
E sei do quanto são tão importantes
Alentos para a humanidade aflita...
As rimas - para mim! - servem de base
pra dar um ritmo mais para a poesia.
pra mim e para Skinner, quem diria!
Espero que esta idéia não arrase
a quem despreze rima. Que ironia
a quem quer por talento em cada frase,
ter ira pela rima, ou ódio quase.
Importa-nos confiar na sinergia
de todos os poetas, - e poetisas! -,
pois falta ter mais sensibilidade
para salvar a pobre humanidade;
as mazelas do mundo são juízas
da omissão dos poetas em lançar
sementes de beleza pelo ar.
Diógenes Pereira de Araújo"
O sonho se expressando de tal forma
Que possa traduzir uma emoção,
Tocando sutilmente o coração,
Que a cada novo passo nos transforma,
Ousar ou se entregar a qualquer norma
Não traz nem modifica a dimensão,
Olhar para infinito, esta amplidão,
Que da nossa pequenez, decerto informa,
Unimos sentimentos e buscamos
Um mundo sem escravos, servos, amos,
Uníssona canção que nos permita
Vencer as intempéries mais constantes
E sei do quanto são tão importantes
Alentos para a humanidade aflita...
VONTADE MAIS PROFANA
No gozo da vontade mais profana
Desejo tua boca tão sacana
Vontade que se mostra soberana
Quem sabe colhe já e não se engana.
Benesses de minha alma que é cigana
Sagrando esta loucura tão temprana
Distância se tornando desumana
Loucura que em meu verso assim se explana.
Querendo o teu prazer junto comigo,
Na loca divinal audaz abrigo
Do gozo sensual que assim persigo
Descendo minha boca pelo umbigo
Encontro em cada curva um nobre artigo
Na orgástica emoção, eu vou contigo...
Desejo tua boca tão sacana
Vontade que se mostra soberana
Quem sabe colhe já e não se engana.
Benesses de minha alma que é cigana
Sagrando esta loucura tão temprana
Distância se tornando desumana
Loucura que em meu verso assim se explana.
Querendo o teu prazer junto comigo,
Na loca divinal audaz abrigo
Do gozo sensual que assim persigo
Descendo minha boca pelo umbigo
Encontro em cada curva um nobre artigo
Na orgástica emoção, eu vou contigo...
TUA BOCA...
Tua boca vermelha carmesim,
Carnuda, desejada e tão louçã.
Invade num segundo tudo em mim,
Beijar-te é meu prazer e meu afã.
Te quero toda minha sem ter fim,
Podendo te beijar já de manhã,
Reacendendo sempre este estopim,
Reinventado o mito da maçã...
Segredos que me contas, ilusões...
Palavras vão ao vento e nada mais.
Palpitam com certeza os corações.
Mas nada do que dizes já me importa,
Apenas quero abrir de ti, a porta
Aportando meu barco no teu cais...
Carnuda, desejada e tão louçã.
Invade num segundo tudo em mim,
Beijar-te é meu prazer e meu afã.
Te quero toda minha sem ter fim,
Podendo te beijar já de manhã,
Reacendendo sempre este estopim,
Reinventado o mito da maçã...
Segredos que me contas, ilusões...
Palavras vão ao vento e nada mais.
Palpitam com certeza os corações.
Mas nada do que dizes já me importa,
Apenas quero abrir de ti, a porta
Aportando meu barco no teu cais...
RONDANDO A NOITE INTEIRA
Rondando a noite inteira, tão sozinha,
Nos bares, botequins e nas adegas.
Nos ombros que não ama, assim se aninha,
As luzes da esperança tu já negas.
Mal vês que uma triste alma , pobrezinha,
Em mares que distantes, não navegas.
Procura por teu corpo. Uma avezinha
Sem ninho, vai morrendo voa às cegas...
Amar-te muito além do que imaginas,
Querer-te em cada novo amanhecer.
São duras, com certeza, nossas sinas...
Tu beijas quem não queres, vou sozinho...
Quem dera, meu amor pudesse eu ter
À noite teus desejos, teu carinho...
Nos bares, botequins e nas adegas.
Nos ombros que não ama, assim se aninha,
As luzes da esperança tu já negas.
Mal vês que uma triste alma , pobrezinha,
Em mares que distantes, não navegas.
Procura por teu corpo. Uma avezinha
Sem ninho, vai morrendo voa às cegas...
Amar-te muito além do que imaginas,
Querer-te em cada novo amanhecer.
São duras, com certeza, nossas sinas...
Tu beijas quem não queres, vou sozinho...
Quem dera, meu amor pudesse eu ter
À noite teus desejos, teu carinho...
TENTANG RASA
TENTANG RASA
Rasa yang lembut, cinta yang sempurna
Sungguh tak dapat digoyahkan
Tuk meninggalkan kekasihmu dalam kebahagiaan
Tak ada yang pantas untuk menganiaya
Cinta serupa madu
Ia milik tanah, laut, dan matahari
Yang menjernihkan pada setiap dasar sungai
Buah dari cinta ini betapa melimpah
Kau terlahir seperti taman yang sempurna
Dengan bunga-bunga lembut, aroma-aroma semerbak
Aku harap yang mendengar pesan ini
Tak pernah lagi merasa iri hati
Cinta berkembang di padang rumput yang subur
Membubung hingga puncak yang tinggi
Pondok Naskah Cilacap
Sri Wintala Achmad
Um frágil sentimento
Um frágil sentimento, amor perfeito
Que sabe que não pode vacilar,
Deixando o ser amado satisfeito,
Não tem como direito maltratar.
Amar assim querida, desse jeito
É ser dono da terra, sol e mar.
Traçando em cada rio um puro leito,
Efeito deste amor a transbordar...
Nasceste num jardim imaculado
Em flores delicadas, bons perfumes.
Espero que escutando este recado
Jamais volte a sofre duros ciúmes,
Amor que se floriu em manso prado,
Atinge cordilheiras, altos cumes...
Rasa yang lembut, cinta yang sempurna
Sungguh tak dapat digoyahkan
Tuk meninggalkan kekasihmu dalam kebahagiaan
Tak ada yang pantas untuk menganiaya
Cinta serupa madu
Ia milik tanah, laut, dan matahari
Yang menjernihkan pada setiap dasar sungai
Buah dari cinta ini betapa melimpah
Kau terlahir seperti taman yang sempurna
Dengan bunga-bunga lembut, aroma-aroma semerbak
Aku harap yang mendengar pesan ini
Tak pernah lagi merasa iri hati
Cinta berkembang di padang rumput yang subur
Membubung hingga puncak yang tinggi
Pondok Naskah Cilacap
Sri Wintala Achmad
Um frágil sentimento
Um frágil sentimento, amor perfeito
Que sabe que não pode vacilar,
Deixando o ser amado satisfeito,
Não tem como direito maltratar.
Amar assim querida, desse jeito
É ser dono da terra, sol e mar.
Traçando em cada rio um puro leito,
Efeito deste amor a transbordar...
Nasceste num jardim imaculado
Em flores delicadas, bons perfumes.
Espero que escutando este recado
Jamais volte a sofre duros ciúmes,
Amor que se floriu em manso prado,
Atinge cordilheiras, altos cumes...
LEVE BRUMA
LEVE BRUMA
Desejo que nos toma, leve bruma
Vagando por estrelas belas,raras,
No aroma tão suave das searas
Que toca, me inebria e me perfuma...
Sorvendo das loucuras uma a uma,
As noites vão seguindo sempre claras.
Cabelos com estrelas e tiaras,
O mar que vai quebrando branca espuma...
Palavras são trocadas, sem clemência,
Roçando em nossas mãos com paciência
Prazeres delirantes num cortejo.
No teu corpo os altares sensuais
Retrato destas noites magistrais
Louvores que fazemos ao Desejo...
Desejo que nos toma, leve bruma
Vagando por estrelas belas,raras,
No aroma tão suave das searas
Que toca, me inebria e me perfuma...
Sorvendo das loucuras uma a uma,
As noites vão seguindo sempre claras.
Cabelos com estrelas e tiaras,
O mar que vai quebrando branca espuma...
Palavras são trocadas, sem clemência,
Roçando em nossas mãos com paciência
Prazeres delirantes num cortejo.
No teu corpo os altares sensuais
Retrato destas noites magistrais
Louvores que fazemos ao Desejo...
LABIRINTOS
LABIRINTOS
O amor que pacifica quem outrora
Em lutas sem sentido se perdera,
Ao quanto se entregando percebera
A fera que deveras já devora,
Se o barco noutro cais agora ancora,
O medo com certeza feito cera
Derrete-se e moldando o que embebera
Uma alma nesta fúria que apavora.
Marcando com o brilho esta existência,
Fazendo do perdão, da paciência,
Caminhos para o ápice da vida,
Do labirinto exposto, na verdade,
Percebo quanto vale a liberdade,
De todos as angústias, a saída...
O amor que pacifica quem outrora
Em lutas sem sentido se perdera,
Ao quanto se entregando percebera
A fera que deveras já devora,
Se o barco noutro cais agora ancora,
O medo com certeza feito cera
Derrete-se e moldando o que embebera
Uma alma nesta fúria que apavora.
Marcando com o brilho esta existência,
Fazendo do perdão, da paciência,
Caminhos para o ápice da vida,
Do labirinto exposto, na verdade,
Percebo quanto vale a liberdade,
De todos as angústias, a saída...
UMA PALAVRA QUE TRADUZA
Procuro uma palavra que traduza
A multifacetária sensação
Que em lágrimas e risos reproduza
A fantasia intensa da emoção.
Que ao mesmo tempo trague e me conduza
Entre pedras, espinho e furacão.
Palavra que me livre das tempestas
Bebendo cada gota da tormenta,
Que traduzindo sonhos, brilhos, festas
Também quando a poeira não se assenta
Palavra que moldada em dor e gozo,
Permita caminhar em liberdade,
E faça do grilhão, maravilhoso,
Reproduzindo assim, nossa amizade.
A multifacetária sensação
Que em lágrimas e risos reproduza
A fantasia intensa da emoção.
Que ao mesmo tempo trague e me conduza
Entre pedras, espinho e furacão.
Palavra que me livre das tempestas
Bebendo cada gota da tormenta,
Que traduzindo sonhos, brilhos, festas
Também quando a poeira não se assenta
Palavra que moldada em dor e gozo,
Permita caminhar em liberdade,
E faça do grilhão, maravilhoso,
Reproduzindo assim, nossa amizade.
MEU ANJO
feliz aniversário eu te desejo,
num raro sentimento de alegria
percebo a própria vida num festejo
espalhando entre nós farta magia.
a sorte tantas vezes uma ingrata
ao mesmo tempo mostra em novo arranjo
caminho em que se mostra mais sensata
trazendo para todos um belo anjo
que toma, com certeza a forma humana
e muda num momento este destino,
na glória que se mostra soberana
um prazer decerto raro e fino;
no teu aniversário amor sem fim.
beijar-te, anjo querido, aqui eu vim.
num raro sentimento de alegria
percebo a própria vida num festejo
espalhando entre nós farta magia.
a sorte tantas vezes uma ingrata
ao mesmo tempo mostra em novo arranjo
caminho em que se mostra mais sensata
trazendo para todos um belo anjo
que toma, com certeza a forma humana
e muda num momento este destino,
na glória que se mostra soberana
um prazer decerto raro e fino;
no teu aniversário amor sem fim.
beijar-te, anjo querido, aqui eu vim.
AMOR PERFEITO
AMOR PERFEITO
Um frágil sentimento, amor perfeito
Que sabe que não pode vacilar,
Deixando o ser amado satisfeito,
Não tem como direito maltratar.
Amar assim querida, desse jeito
É ser dono da terra, sol e mar.
Traçando em cada rio um puro leito,
Efeito deste amor a transbordar...
Nasceste num jardim imaculado
Em flores delicadas, bons perfumes.
Espero que escutando este recado
Jamais volte a sofre duros ciúmes,
Amor que se floriu em manso prado,
Atinge cordilheiras, altos cumes...
Amor Perfecto
Una sensación de fragilidad, el amor perfecto
Que sabe que no puede vacilar,
Dejando a su ser querido; feliz
Sin derecho de maltratar.
El amor que es como la miel,
Es propiedad de la tierra, mar y sol.
De cada bello río, correderas,
Efecto de este amor que se desborda,
Tú naciste en un jardín inmaculado
En delicadas flores, perfumes buenos.
Espero que escuchar a este mensaje
Nunca más sufras amada,
El amor floreció en los bajos valles
Y llega a las crestas, a los más altos cumbres…
Um frágil sentimento, amor perfeito
Que sabe que não pode vacilar,
Deixando o ser amado satisfeito,
Não tem como direito maltratar.
Amar assim querida, desse jeito
É ser dono da terra, sol e mar.
Traçando em cada rio um puro leito,
Efeito deste amor a transbordar...
Nasceste num jardim imaculado
Em flores delicadas, bons perfumes.
Espero que escutando este recado
Jamais volte a sofre duros ciúmes,
Amor que se floriu em manso prado,
Atinge cordilheiras, altos cumes...
Amor Perfecto
Una sensación de fragilidad, el amor perfecto
Que sabe que no puede vacilar,
Dejando a su ser querido; feliz
Sin derecho de maltratar.
El amor que es como la miel,
Es propiedad de la tierra, mar y sol.
De cada bello río, correderas,
Efecto de este amor que se desborda,
Tú naciste en un jardín inmaculado
En delicadas flores, perfumes buenos.
Espero que escuchar a este mensaje
Nunca más sufras amada,
El amor floreció en los bajos valles
Y llega a las crestas, a los más altos cumbres…
Junto com quem amo.
Junto com quem amo.
Ao colo de quem amo já me achego
Dormências e repousos, doce dança.
Ao restaurar a lépida esperança
Deixando para sempre de ser cego.
Esta amaurose na alma não carrego
O brilho deste amor, logo me alcança.
Trazendo toda sorte de mudança
No mar em maravilhas que navego.
Amor raro buril, um instrumento.
Cerzindo dentro da alma luz tamanha.
Lambendo calmamente, frágil vento.
Em tempestade insana me acompanha.
Nas águas mais divinas já se banha
Tomando sem descanso, o pensamento...
Con la que me encanta.
Junto a ti, que me encanta cuando acercas,
Entumecimiento y hogares, el baile dulce.
Por devolver la esperanza vivaz
No permitiste obscuridad,
Esta ceguera ya no tiene el alma;
El brillo del amor, pronto alcance
Conseguir todos los tipos de los cambios
En el mar de las maravillas navegar.
Amor raro lápiz, un instrumento
Zurcir en la luz del alma tamaña,
Lamiendo el viento en silencio frágil
En la tormenta me acompaña una locura.
En las aguas divinas me he bañado
Tomando el pensamiento inquieto ahora inquieto…
Ao colo de quem amo já me achego
Dormências e repousos, doce dança.
Ao restaurar a lépida esperança
Deixando para sempre de ser cego.
Esta amaurose na alma não carrego
O brilho deste amor, logo me alcança.
Trazendo toda sorte de mudança
No mar em maravilhas que navego.
Amor raro buril, um instrumento.
Cerzindo dentro da alma luz tamanha.
Lambendo calmamente, frágil vento.
Em tempestade insana me acompanha.
Nas águas mais divinas já se banha
Tomando sem descanso, o pensamento...
Con la que me encanta.
Junto a ti, que me encanta cuando acercas,
Entumecimiento y hogares, el baile dulce.
Por devolver la esperanza vivaz
No permitiste obscuridad,
Esta ceguera ya no tiene el alma;
El brillo del amor, pronto alcance
Conseguir todos los tipos de los cambios
En el mar de las maravillas navegar.
Amor raro lápiz, un instrumento
Zurcir en la luz del alma tamaña,
Lamiendo el viento en silencio frágil
En la tormenta me acompaña una locura.
En las aguas divinas me he bañado
Tomando el pensamiento inquieto ahora inquieto…
Te toque
Te toque
Permita que te toque e que te enleve;
Mulher de formas raras, tão mimosa,
Bom Deus que te fez bela e graciosa.
A Ele meu coração, pra sempre deve.
Tua alma tão sensível me faz leve
Distante de uma vida tormentosa,
Sentindo o teu perfume, o de uma rosa,
Que o tempo em nosso amor não traga a neve.
Fluindo o dia a dia suavemente,
Retendo nossa glória em tantas flores,
Amor que sempre foi nossa vertente
Cobrindo nossa vida de esplendores,
Sabendo que em teus braços, de repente,
Terei todos os faustos dos amores...
Tocarte
Permitir que te toque y te pregunte;
Mujer tan rara, y así mimosa,
Buen Dios te hizo hermosa y graciosa.
A ti mi corazón, siempre hay.
Tu alma me ha dado la luz tan sensible
Lejos de una vida tormentosa,
Sentir tu perfume, una rosa,
Que el tiempo en nuestro amor no traerá la nieve.
Fluyendo sin problemas día a día,
Conservando nuestra gloria en tantas flores,
El encanto que siempre ha sido nuestro
Que cubre nuestras vidas en todo su esplendor,
Sabiendo que en tus brazos, de repente
Voy a tener toda la pompa del amor...
Permita que te toque e que te enleve;
Mulher de formas raras, tão mimosa,
Bom Deus que te fez bela e graciosa.
A Ele meu coração, pra sempre deve.
Tua alma tão sensível me faz leve
Distante de uma vida tormentosa,
Sentindo o teu perfume, o de uma rosa,
Que o tempo em nosso amor não traga a neve.
Fluindo o dia a dia suavemente,
Retendo nossa glória em tantas flores,
Amor que sempre foi nossa vertente
Cobrindo nossa vida de esplendores,
Sabendo que em teus braços, de repente,
Terei todos os faustos dos amores...
Tocarte
Permitir que te toque y te pregunte;
Mujer tan rara, y así mimosa,
Buen Dios te hizo hermosa y graciosa.
A ti mi corazón, siempre hay.
Tu alma me ha dado la luz tan sensible
Lejos de una vida tormentosa,
Sentir tu perfume, una rosa,
Que el tiempo en nuestro amor no traerá la nieve.
Fluyendo sin problemas día a día,
Conservando nuestra gloria en tantas flores,
El encanto que siempre ha sido nuestro
Que cubre nuestras vidas en todo su esplendor,
Sabiendo que en tus brazos, de repente
Voy a tener toda la pompa del amor...
No fogo de um amor
No fogo de um amor
No fogo de um amor, em brasa pura,
Queimando sem pedir sequer licença,
Vencendo qualquer toque de amargura
Fazendo com que a vida nos convença
De todo este valor de uma ternura.
Amar é receber a recompensa
Em forma de carinho e de brandura,
Além, mas muito além do que se pensa...
Tomar-te em minhas mãos, te ter inteira;
Beleza de uma flor em todo o viço.
Te quero, minha amada companheira,
Tu sabes que me envolves com magia,
Entregue ao louco amor, nosso feitiço,
Renasço para a vida em alegria...
En el fuego del amor
En un fuego de amor puro ardor
Quema sin siquiera pedir permiso,
Ganar un toque de amargura
Haciendo que la vida nos convencen
De todo esto el valor de la ternura.
Para el amor es para recibir la recompensa
En forma de afecto y ternura,
Por otra parte, pero mucho más allá de lo que piensas...
Llevarte en mis manos, tener te mía,
Belleza de una flor en flor toda.
Te amo, mi amada compañera,
Tú sabes que me involucré con la magia,
Dar el amor loco, nuestro hechizo
Renacer a la vida con alegría...
No fogo de um amor, em brasa pura,
Queimando sem pedir sequer licença,
Vencendo qualquer toque de amargura
Fazendo com que a vida nos convença
De todo este valor de uma ternura.
Amar é receber a recompensa
Em forma de carinho e de brandura,
Além, mas muito além do que se pensa...
Tomar-te em minhas mãos, te ter inteira;
Beleza de uma flor em todo o viço.
Te quero, minha amada companheira,
Tu sabes que me envolves com magia,
Entregue ao louco amor, nosso feitiço,
Renasço para a vida em alegria...
En el fuego del amor
En un fuego de amor puro ardor
Quema sin siquiera pedir permiso,
Ganar un toque de amargura
Haciendo que la vida nos convencen
De todo esto el valor de la ternura.
Para el amor es para recibir la recompensa
En forma de afecto y ternura,
Por otra parte, pero mucho más allá de lo que piensas...
Llevarte en mis manos, tener te mía,
Belleza de una flor en flor toda.
Te amo, mi amada compañera,
Tú sabes que me involucré con la magia,
Dar el amor loco, nuestro hechizo
Renacer a la vida con alegría...
domingo, 13 de novembro de 2011
OS BONS TEMPOS... JACKSON FRNANDES e marcos loures
OS BONS TEMPOS... JACKSON FRNANDES e marcos loures
hoje ando no escuro
sem medo da bandidagem
antigamente era só eu
a temer a humanidade
o honesto ta sumido
no meio da bandidagem
o momento é de misturar
pobre e cidade
hoje o mundo é mais diverso
ficou gde pro universo
tem gente de boa fé
e bandidos que não da pé
sonho com o mundo dos pequenos
com a gente sempre crescendo
os bandidos vão sumindo
e os honestos aparecendo
minha cidade esta longe
do lugar desse universo
vejo Muriaé.
para homens mais honestos
sou dou tempo da linha
esperar o trem passar
pegar uma rabada
ate o centro comemorar
hoje o trem já se foi
levou junto minha alegria
mas toda vez que lembro
é satisfação garantida
Jackson Fernandes
O mundo que está confuso
Gira e volta é sempre assim
Vai rodando em parafuso,
Do começo dita o fim,
O cenário está diverso
Do que outrora conheci,
Mas procuro com meu verso
Encontrar o que perdi,
Vejo o tempo mais tranquilo
Brincando solto nas ruas,
Hoje em dia não vacilo,
Nem chego depois das duas,
Que saudade do Pilão
Do cine Brasil, Gaiola,
Na verdade o coração
No passado entra de sola,
Muriaé cresceu e o mundo
Na verdade é tão pequeno,
Mas o nosso, mais profundo
Era muito mais sereno,
Eu te falo com certeza
Nisso eu penso todo dia,
Mesmo contra a correnteza
“fui feliz e não sabia”.
hoje ando no escuro
sem medo da bandidagem
antigamente era só eu
a temer a humanidade
o honesto ta sumido
no meio da bandidagem
o momento é de misturar
pobre e cidade
hoje o mundo é mais diverso
ficou gde pro universo
tem gente de boa fé
e bandidos que não da pé
sonho com o mundo dos pequenos
com a gente sempre crescendo
os bandidos vão sumindo
e os honestos aparecendo
minha cidade esta longe
do lugar desse universo
vejo Muriaé.
para homens mais honestos
sou dou tempo da linha
esperar o trem passar
pegar uma rabada
ate o centro comemorar
hoje o trem já se foi
levou junto minha alegria
mas toda vez que lembro
é satisfação garantida
Jackson Fernandes
O mundo que está confuso
Gira e volta é sempre assim
Vai rodando em parafuso,
Do começo dita o fim,
O cenário está diverso
Do que outrora conheci,
Mas procuro com meu verso
Encontrar o que perdi,
Vejo o tempo mais tranquilo
Brincando solto nas ruas,
Hoje em dia não vacilo,
Nem chego depois das duas,
Que saudade do Pilão
Do cine Brasil, Gaiola,
Na verdade o coração
No passado entra de sola,
Muriaé cresceu e o mundo
Na verdade é tão pequeno,
Mas o nosso, mais profundo
Era muito mais sereno,
Eu te falo com certeza
Nisso eu penso todo dia,
Mesmo contra a correnteza
“fui feliz e não sabia”.
SAUDADES JACKSON FERNANDES e marcos loures
SAUDADES JACKSON FERNANDES e marcos loures
hoje o mundo é gigante
o coração sempre melhor
a saudade é como vento
que passa num trem maior
dei de cara com a saudade
na brisa de felicidade
o sonho que me acomete
é um sonho de verdade
no carnaval da tirania
onde os reis me tiram o pé
me sinto tomado em festa
qdo retorno a Muriaé.
sou matuto sou mineiro
orgulhosso por inteiro
nas montanhas me abrigo
na cozinha sou faceiro
Sou do Rosário sem rezar
no Porto sem me embarcar
na Gavea fui escondido
lá aprendi a fumar
o Pilão me deu as bocas
onde aprendi a beijar
mas foi na Barra do Gaiola
onde aprendi matreirar
Jackson Fernandes
Os bons tempos do passado
Quando a gente inda podia
Caminhar despreocupado
Com o sonho em tal magia
Percebendo este momento
Com total transformação,
Meu amigo eu só lamento
Tanta modificação.
Hoje o mundo é bem diverso,
Ficou bem pequeninho,
Porém falta no universo
Doses fartas de carinho,
Fomos todos sonhadores
E decerto isso nos marca,
Primavera dita flores
Neste sonho uma alma embarca,
E sabendo que vivemos
Tais momentos sem igual,
Outros tantos buscaremos,
Num encanto magistral
Meu amigo muriaense
Coração ficou aí,
Emoção que se compense
Traz o quanto eu já vivi,
Noutros versos, com certeza
Expressando a maravilha
Feita em luz e com nobreza
Percorrendo a bela trilha
Que permite ao sonhador
Transcrever para o papel,
Na esperança ou como for,
Traz à Terra o pleno Céu.
hoje o mundo é gigante
o coração sempre melhor
a saudade é como vento
que passa num trem maior
dei de cara com a saudade
na brisa de felicidade
o sonho que me acomete
é um sonho de verdade
no carnaval da tirania
onde os reis me tiram o pé
me sinto tomado em festa
qdo retorno a Muriaé.
sou matuto sou mineiro
orgulhosso por inteiro
nas montanhas me abrigo
na cozinha sou faceiro
Sou do Rosário sem rezar
no Porto sem me embarcar
na Gavea fui escondido
lá aprendi a fumar
o Pilão me deu as bocas
onde aprendi a beijar
mas foi na Barra do Gaiola
onde aprendi matreirar
Jackson Fernandes
Os bons tempos do passado
Quando a gente inda podia
Caminhar despreocupado
Com o sonho em tal magia
Percebendo este momento
Com total transformação,
Meu amigo eu só lamento
Tanta modificação.
Hoje o mundo é bem diverso,
Ficou bem pequeninho,
Porém falta no universo
Doses fartas de carinho,
Fomos todos sonhadores
E decerto isso nos marca,
Primavera dita flores
Neste sonho uma alma embarca,
E sabendo que vivemos
Tais momentos sem igual,
Outros tantos buscaremos,
Num encanto magistral
Meu amigo muriaense
Coração ficou aí,
Emoção que se compense
Traz o quanto eu já vivi,
Noutros versos, com certeza
Expressando a maravilha
Feita em luz e com nobreza
Percorrendo a bela trilha
Que permite ao sonhador
Transcrever para o papel,
Na esperança ou como for,
Traz à Terra o pleno Céu.
O ESPECTRO DO UNIVERSO JACKSON FERNANDES e Marcos Loures
O ESPECTRO DO UNIVERSO JACKSON FERNANDES e Marcos Loures
peguei todas sobras
pra tudo reaproveitar
não consigo morrer de fome
funeral nao vai sobrar
o espectro do universo
a mim fascina o banal
retrato meus temores
como um animal
sou criado nesta selva
vestido indio fui a festa
nao existe estupidez
para o homem dessas terra
estou na medida certa
do palmo errante da festa
ainda resta um pavio
para apagar nesta fresta
Jackson Fernandes
Coração tamanho trem
Descarrila na estação
A saudade quando vem
Traz em si tanta emoção,
Encontrando uma saudade
Onde quis ter meu amor,
A lembrança que me invade
Diz do verso sonhador,
Numa festa mais sublime
O meu sonho, minha pé
Me permite que eu redime,
Retornando à Muriaé,
Sou mineiro com orgulho
Das montanhas das gerais,
Tô distante do marulho,
Mas nas Minas, o meu cais
E na Barra ou lá no Porto,
Lá na Gávea o meu navio,
Mesmo quando o verso é torto,
A saudade eu desafio.
Beijo a boca da morena
Da lourinha quero afago,
Tanto amor não me serena,
Maremoto em pleno lago...
peguei todas sobras
pra tudo reaproveitar
não consigo morrer de fome
funeral nao vai sobrar
o espectro do universo
a mim fascina o banal
retrato meus temores
como um animal
sou criado nesta selva
vestido indio fui a festa
nao existe estupidez
para o homem dessas terra
estou na medida certa
do palmo errante da festa
ainda resta um pavio
para apagar nesta fresta
Jackson Fernandes
Coração tamanho trem
Descarrila na estação
A saudade quando vem
Traz em si tanta emoção,
Encontrando uma saudade
Onde quis ter meu amor,
A lembrança que me invade
Diz do verso sonhador,
Numa festa mais sublime
O meu sonho, minha pé
Me permite que eu redime,
Retornando à Muriaé,
Sou mineiro com orgulho
Das montanhas das gerais,
Tô distante do marulho,
Mas nas Minas, o meu cais
E na Barra ou lá no Porto,
Lá na Gávea o meu navio,
Mesmo quando o verso é torto,
A saudade eu desafio.
Beijo a boca da morena
Da lourinha quero afago,
Tanto amor não me serena,
Maremoto em pleno lago...
CHEGANDO DE MANSINHO
Amor chegando manso em noite clara
Habita um coração outrora triste.
Palavra que sensível se declara
Mostrando esta alegria que persiste.
Viração feita em vento já prepara
Um mundo onde esperança inda resiste
Falar do amor sincero, jóia rara
Temática que na alma sempre insiste
Meus versos não se cansam de um amor
Que tantas vezes dói, mas é remédio
Deixando bem distante a dor e o tédio
Forrando um peito sempre sonhador
Com mãos tão delicadas, em carícia
Entorna em minha vida esta delícia...
Habita um coração outrora triste.
Palavra que sensível se declara
Mostrando esta alegria que persiste.
Viração feita em vento já prepara
Um mundo onde esperança inda resiste
Falar do amor sincero, jóia rara
Temática que na alma sempre insiste
Meus versos não se cansam de um amor
Que tantas vezes dói, mas é remédio
Deixando bem distante a dor e o tédio
Forrando um peito sempre sonhador
Com mãos tão delicadas, em carícia
Entorna em minha vida esta delícia...
DOCE JARDINEIRA
Qual doce jardineira em prendas tantas,
Cultivas nosso amor com tal perícia
Que faz de simples dia uma delícia
Em mãos abençoadas, raras, santas.
Tu sempre me irradias e me encantas
A cada novo toque, uma carícia,
Do amor que se faz manso e sem malícia,
As formas se transbordam e são tantas.
Ouvindo calmamente e com orgulho
O canto que me ensinas, puro amor.
Distante deste mar ouço o marulho
Suave e delicado, fantasia...
Teu canto de sereia, encantador
Além do que sonhei, como eu queria...
Cultivas nosso amor com tal perícia
Que faz de simples dia uma delícia
Em mãos abençoadas, raras, santas.
Tu sempre me irradias e me encantas
A cada novo toque, uma carícia,
Do amor que se faz manso e sem malícia,
As formas se transbordam e são tantas.
Ouvindo calmamente e com orgulho
O canto que me ensinas, puro amor.
Distante deste mar ouço o marulho
Suave e delicado, fantasia...
Teu canto de sereia, encantador
Além do que sonhei, como eu queria...
A PAZ QUE EU QUERIA ANA BEL DIEQUISISQUE e marcos loures
A PAZ QUE EU QUERIA
Andei por vales tenebrosos
vi dor sofrimento e solidão,
mas mantive um pensamento o tempo todo
você estava em meu coração,
com a força desse amor
ao inferno eu ordenei,
que fugisse apavorado dos caminhos
que eu passei dos vales tenebrosos
campos novos vi nascer,
mostes que estava secos vi todos eles florescer,
o sofrimento eu abrandei,
a tristeza fiz recuar porque
com você querido ao meu lado,
não a nada o que temer?
Ana Bel Diequisisque
Seguindo por vielas mais estreitas
Estritos caminhares noite vaga,
A lua iluminando toda a plaga
E quando mal percebo tu me espreitas
O quando de tal forma já deleitas
A velha solidão já não me afaga
O coração em fogo enfim divaga
E os meus carinhos sinto, agora aceitas,
Depois de tanto tempo solitário
Num mundo sem limites, temerário
Aprendo novamente esta esperança
E o vento do passado em temporal.
Agora é feito brisa, e o tom venal,
Da solidão deveras não me alcança...
Andei por vales tenebrosos
vi dor sofrimento e solidão,
mas mantive um pensamento o tempo todo
você estava em meu coração,
com a força desse amor
ao inferno eu ordenei,
que fugisse apavorado dos caminhos
que eu passei dos vales tenebrosos
campos novos vi nascer,
mostes que estava secos vi todos eles florescer,
o sofrimento eu abrandei,
a tristeza fiz recuar porque
com você querido ao meu lado,
não a nada o que temer?
Ana Bel Diequisisque
Seguindo por vielas mais estreitas
Estritos caminhares noite vaga,
A lua iluminando toda a plaga
E quando mal percebo tu me espreitas
O quando de tal forma já deleitas
A velha solidão já não me afaga
O coração em fogo enfim divaga
E os meus carinhos sinto, agora aceitas,
Depois de tanto tempo solitário
Num mundo sem limites, temerário
Aprendo novamente esta esperança
E o vento do passado em temporal.
Agora é feito brisa, e o tom venal,
Da solidão deveras não me alcança...
PRIMAVERAS
Primaveras em flores decoradas
Recendem ao meu verso sem sentido.
Os medos revestindo as alvoradas
Não deixam o que sinto e não duvido
Fragrâncias mais diversas, delicadas
Aos poucos vou morrendo, distraído.
Bebericando o sonho galgo escadas
Que levam ao vazio colorido.
Não tendo todavia nem portanto
Apenas o que via ainda insiste
Na torpeza do vago, sem encanto
Ao ziguezaguear tal esperança
Fazendo do meu canto um sonho triste
Amores impossíveis, vida alcança.
Recendem ao meu verso sem sentido.
Os medos revestindo as alvoradas
Não deixam o que sinto e não duvido
Fragrâncias mais diversas, delicadas
Aos poucos vou morrendo, distraído.
Bebericando o sonho galgo escadas
Que levam ao vazio colorido.
Não tendo todavia nem portanto
Apenas o que via ainda insiste
Na torpeza do vago, sem encanto
Ao ziguezaguear tal esperança
Fazendo do meu canto um sonho triste
Amores impossíveis, vida alcança.
ESTE IDEAL
Um sonho bom trazendo este ideal
Distante destes claustros tão sombrios,
Vagando pela noite, cessa os frios
E traz tua beleza escultural.
Da dor enfim pressinto o funeral,
Amor que vai tomando-se de brios
Invade os corações antes vazios
Num verso que brotou mais sensual.
Distante do que foram tais martírios,
Teus olhos em meus olhos quais colírios
Tão belos, me tomando por refém.
Jamais entornarei um triste choro,
Pois sem que em teu querer também eu moro,
Numa alegria imensa, eu sou teu bem...
Distante destes claustros tão sombrios,
Vagando pela noite, cessa os frios
E traz tua beleza escultural.
Da dor enfim pressinto o funeral,
Amor que vai tomando-se de brios
Invade os corações antes vazios
Num verso que brotou mais sensual.
Distante do que foram tais martírios,
Teus olhos em meus olhos quais colírios
Tão belos, me tomando por refém.
Jamais entornarei um triste choro,
Pois sem que em teu querer também eu moro,
Numa alegria imensa, eu sou teu bem...
PERMITA QUE EU TE TOQUE
Permita que te toque e que te enleve
Mulher de formas raras, tão mimosa,
Bom Deus que te fez bela e graciosa.
A Ele meu coração, pra sempre deve.
Tua alma tão sensível me faz leve
Distante de uma vida tormentosa,
Sentindo o teu perfume, o de uma rosa,
Que o tempo em nosso amor não traga a neve.
Fluindo o dia a dia suavemente,
Retendo nossa glória em tantas flores,
Amor que sempre foi nossa vertente
Cobrindo nossa vida de esplendores,
Sabendo que em teus braços, de repente,
Terei todos os faustos dos amores...
Mulher de formas raras, tão mimosa,
Bom Deus que te fez bela e graciosa.
A Ele meu coração, pra sempre deve.
Tua alma tão sensível me faz leve
Distante de uma vida tormentosa,
Sentindo o teu perfume, o de uma rosa,
Que o tempo em nosso amor não traga a neve.
Fluindo o dia a dia suavemente,
Retendo nossa glória em tantas flores,
Amor que sempre foi nossa vertente
Cobrindo nossa vida de esplendores,
Sabendo que em teus braços, de repente,
Terei todos os faustos dos amores...
OS PANOS
A morte não escolhe quais os panos
Que cobrem o cadáver, com certeza.
O luto que promete desenganos
Tecendo com justiça a natureza.
Distante do que foram outros planos,
Igualitária morte em sutileza
Ao corrigir da vida seus enganos
Ao pó nos tornará, sem dar defesa.
Quando a vida é feita em alegria
Permite num sorriso, a redenção
Alçando na amizade e no perdão
A plena sensação que assim viria
Arrancando dos pés qualquer grilhão,
Trazendo enfim a tal libertação!
Que cobrem o cadáver, com certeza.
O luto que promete desenganos
Tecendo com justiça a natureza.
Distante do que foram outros planos,
Igualitária morte em sutileza
Ao corrigir da vida seus enganos
Ao pó nos tornará, sem dar defesa.
Quando a vida é feita em alegria
Permite num sorriso, a redenção
Alçando na amizade e no perdão
A plena sensação que assim viria
Arrancando dos pés qualquer grilhão,
Trazendo enfim a tal libertação!
NOSSO SONHO
Seguindo passo a passo nosso sonho,
Que é feito deste fato consumado,
Um dia mais gostoso e mais risonho,
Teremos meu amor, se lado a lado.
Agora toda a vida que proponho
Se faz neste prazer extasiado,
Meu mundo vai contigo, recomponho,
Depois de tantas dores, no passado...
Beijar a tua boca, ser teu homem,
Marcar o teu desejo com o meu.
As alegrias, todas, nos consomem
E formam um castelo de ilusões,
Sabendo que meu rumo se perdeu
Imerso nos caminhos das paixões...
Que é feito deste fato consumado,
Um dia mais gostoso e mais risonho,
Teremos meu amor, se lado a lado.
Agora toda a vida que proponho
Se faz neste prazer extasiado,
Meu mundo vai contigo, recomponho,
Depois de tantas dores, no passado...
Beijar a tua boca, ser teu homem,
Marcar o teu desejo com o meu.
As alegrias, todas, nos consomem
E formam um castelo de ilusões,
Sabendo que meu rumo se perdeu
Imerso nos caminhos das paixões...
SOLIDÃO
A solidão terrível companheira
Compele nossa sorte ao dissabor.
Amiga, desfraldar esta bandeira
Talvez seja um delírio salvador.
A chance que parece derradeira
Se faz em nosso canto, puro amor.
Após a chuva fria e traiçoeira
Quem sabe novo sol a recompor?
Por isso te proponho a tentativa
De unirmos solidões em esperança.
Quem sabe uma alegria enfim reviva
Nascida deste sonho alvissareiro.
Unindo nossas dores, a aliança
Refaz um mundo amigo e verdadeiro...
Compele nossa sorte ao dissabor.
Amiga, desfraldar esta bandeira
Talvez seja um delírio salvador.
A chance que parece derradeira
Se faz em nosso canto, puro amor.
Após a chuva fria e traiçoeira
Quem sabe novo sol a recompor?
Por isso te proponho a tentativa
De unirmos solidões em esperança.
Quem sabe uma alegria enfim reviva
Nascida deste sonho alvissareiro.
Unindo nossas dores, a aliança
Refaz um mundo amigo e verdadeiro...
O TEU AMOR
Eu quero o teu amor em devaneios,
Na noite agalopada, mil monções.
Tomada por delírios e emoções,
Já sem meias palavras ou rodeios.
Numa explosão fantástica; os anseios,
Invadem sem limite, aos borbotões,
Refazem dia a dia as ilusões
Tocando fortemente bocas, seios...
Um mágico caminho se desvenda,
Em todo bom pedido que se atenda
Quem vive insano amor, sorte bendita.
No emaranhado, soltos os cabelos,
Desejos se misturam, são novelos
Desta vontade plácida, infinita
Na noite agalopada, mil monções.
Tomada por delírios e emoções,
Já sem meias palavras ou rodeios.
Numa explosão fantástica; os anseios,
Invadem sem limite, aos borbotões,
Refazem dia a dia as ilusões
Tocando fortemente bocas, seios...
Um mágico caminho se desvenda,
Em todo bom pedido que se atenda
Quem vive insano amor, sorte bendita.
No emaranhado, soltos os cabelos,
Desejos se misturam, são novelos
Desta vontade plácida, infinita
TATUAGEM
Marcando tua pele com meus dedos
Qual fora uma bela tatuagem;
Desvendo calmamente os teus segredos
Ancoro meu desejo em linda imagem.
A tua mão desliza em meu pescoço,
Te sinto fervilhar, em ânsias tantas...
O coração desanda em alvoroço,
Vontades maviosas; cedo imantas.
No fluxo de prazeres que trocamos,
Sedosas sensações nos agitando.
As emoções febris que desenhamos
Explodem nos sentidos delirando...
E vamos, lentamente, noite afora,
Jardim encantador, amor aflora...
Qual fora uma bela tatuagem;
Desvendo calmamente os teus segredos
Ancoro meu desejo em linda imagem.
A tua mão desliza em meu pescoço,
Te sinto fervilhar, em ânsias tantas...
O coração desanda em alvoroço,
Vontades maviosas; cedo imantas.
No fluxo de prazeres que trocamos,
Sedosas sensações nos agitando.
As emoções febris que desenhamos
Explodem nos sentidos delirando...
E vamos, lentamente, noite afora,
Jardim encantador, amor aflora...
MEUS DESEJOS
Escoltam meus desejos, teus feitiços,
Em mágicas palavras que me enleiam.
As luzes em meu peito ganham viços,
As sendas que procuro em ti; clareiam.
Quem teve os olhos tristes e mortiços
Percebe tantas brasas que incendeiam.
Meus versos já não podem ser omissos
Por isso te agradecem e te anseiam...
Desnuda de qualquer ressentimento
Encontro-te feliz em ser assim,
Amor que assim domina o pensamento
Reflete meu desejo em mil centelhas,
No rubro deste lábio carmesim
Felicidade imensa já me espelhas...
Em mágicas palavras que me enleiam.
As luzes em meu peito ganham viços,
As sendas que procuro em ti; clareiam.
Quem teve os olhos tristes e mortiços
Percebe tantas brasas que incendeiam.
Meus versos já não podem ser omissos
Por isso te agradecem e te anseiam...
Desnuda de qualquer ressentimento
Encontro-te feliz em ser assim,
Amor que assim domina o pensamento
Reflete meu desejo em mil centelhas,
No rubro deste lábio carmesim
Felicidade imensa já me espelhas...
LIBERDADE
Liberdade
Invisibilidade, eu bem queria ter,
Andar por astros - livre. E desta liberdade
Usufruir. Mas vejo o quanto posso crer
Na face em que se espelha amor feito amizade,
Olhando pra mim mesmo, encontro o nada ser
Senão a mão cansada em busca da verdade.
Por vezes também sonho algum novo prazer,
Porém nada encontrando, a solidão me invade.
Reparto o que partira em partos renegados.
Açoito uma esperança, algoz e necessária.
Na cárie que se expõe; os dias vãos passados.
Entrego-me ao vazio e nisso, sou feliz.
Amiga a nossa sorte é sempre temporária
Que dera se eu tivesse a vida por um triz...
Invisibilidade, eu bem queria ter,
Andar por astros - livre. E desta liberdade
Usufruir. Mas vejo o quanto posso crer
Na face em que se espelha amor feito amizade,
Olhando pra mim mesmo, encontro o nada ser
Senão a mão cansada em busca da verdade.
Por vezes também sonho algum novo prazer,
Porém nada encontrando, a solidão me invade.
Reparto o que partira em partos renegados.
Açoito uma esperança, algoz e necessária.
Na cárie que se expõe; os dias vãos passados.
Entrego-me ao vazio e nisso, sou feliz.
Amiga a nossa sorte é sempre temporária
Que dera se eu tivesse a vida por um triz...
MARCANDO TUA PELE
Marcando tua pele com meus dedos
Qual fora uma bela tatuagem;
Desvendo calmamente os teus segredos
Ancoro meu desejo em linda imagem.
A tua mão desliza em meu pescoço,
Te sinto fervilhar, em ânsias tantas...
O coração desanda em alvoroço,
Vontades maviosas; cedo imantas.
No fluxo de prazeres que trocamos,
Sedosas sensações nos agitando.
As emoções febris que desenhamos
Explodem nos sentidos delirando...
E vamos, lentamente, noite afora,
Jardim encantador, amor aflora...
Qual fora uma bela tatuagem;
Desvendo calmamente os teus segredos
Ancoro meu desejo em linda imagem.
A tua mão desliza em meu pescoço,
Te sinto fervilhar, em ânsias tantas...
O coração desanda em alvoroço,
Vontades maviosas; cedo imantas.
No fluxo de prazeres que trocamos,
Sedosas sensações nos agitando.
As emoções febris que desenhamos
Explodem nos sentidos delirando...
E vamos, lentamente, noite afora,
Jardim encantador, amor aflora...
AMOR NOS ENGRANDECE
Amor nos engrandece e traz façanhas
Às vidas que se fazem desejosas.
As horas sem te ter são tão estranhas,
Ao lado teu se tornam fabulosas.
Vontades de reter-te são tamanhas,
Que excedem outras sendas maviosas.
Amor em suas trilhas, nas entranhas
Entrega-se ao perfume, faz-se em rosas.
O quanto deste sonho nos tomando
Permite-se dizer felicidade.
Amar é refletir imensidade
Na intensa claridade se mostrando.
Amor se faz sutil e verdadeiro
No canto que traçamos, costumeiro.
Às vidas que se fazem desejosas.
As horas sem te ter são tão estranhas,
Ao lado teu se tornam fabulosas.
Vontades de reter-te são tamanhas,
Que excedem outras sendas maviosas.
Amor em suas trilhas, nas entranhas
Entrega-se ao perfume, faz-se em rosas.
O quanto deste sonho nos tomando
Permite-se dizer felicidade.
Amar é refletir imensidade
Na intensa claridade se mostrando.
Amor se faz sutil e verdadeiro
No canto que traçamos, costumeiro.
TEUS OLHOS
Teus olhos são meus guias pela vida,
Reflexos deste olhar, faróis noturnos.
A dura travessia já vencida
Em dias mais sombrios e soturnos.
Outrora ao baque surdo dos coturnos
Do labirinto escuro e sem saída
Sangrias e torturas vários turnos
Revelando a sorte, assim vencida.
Os olhos perfurados, paus de arara,
Sorriso de ironia desampara
E mostra em gargalhada a noite fria.
Nesta luta incessante, a liberdade
Necessita da força em amizade,
Para ser conquistada em algum dia...
Reflexos deste olhar, faróis noturnos.
A dura travessia já vencida
Em dias mais sombrios e soturnos.
Outrora ao baque surdo dos coturnos
Do labirinto escuro e sem saída
Sangrias e torturas vários turnos
Revelando a sorte, assim vencida.
Os olhos perfurados, paus de arara,
Sorriso de ironia desampara
E mostra em gargalhada a noite fria.
Nesta luta incessante, a liberdade
Necessita da força em amizade,
Para ser conquistada em algum dia...
13/11
Mistérios de uma vida sem proveito
E tanto que buscasse apenas isso,
O manto quando traz o raro viço
E o beijo mais audaz que quero e aceito.
Meu sonho se tramara sem direito
Algum por ser deveras tão mortiço,
Vivendo eternamente em tal cortiço
Somente esta semente em vago pleito.
Reparos que fizessem desde quando
O verso noutro tempo se moldando
A luta sem sentido e sem promessa.
Avisto a tempestade após o caos,
E sei dos meus momentos rudes, maus
E a sorte no vazio ora tropeça.
2
Deitando uma alegria simplesmente
Porquanto a sorte tente novo instante
A senda mais diversa se garante
E gera o quanto quero e se apresente.
Não vejo noutro rumo, de repente
A luta mesmo quando deslumbrante
Grassando no final e doravante
Matando o que investisse em vã torrente.
Jamais pude viver felicidade
E sei do quanto a cada passo invade
O rústico cenário em tom diverso.
Apresentando enfim o quanto tenho,
O vento se traduz neste desenho
E sobre a tempestade agora eu verso.
Mistérios de uma vida sem proveito
E tanto que buscasse apenas isso,
O manto quando traz o raro viço
E o beijo mais audaz que quero e aceito.
Meu sonho se tramara sem direito
Algum por ser deveras tão mortiço,
Vivendo eternamente em tal cortiço
Somente esta semente em vago pleito.
Reparos que fizessem desde quando
O verso noutro tempo se moldando
A luta sem sentido e sem promessa.
Avisto a tempestade após o caos,
E sei dos meus momentos rudes, maus
E a sorte no vazio ora tropeça.
2
Deitando uma alegria simplesmente
Porquanto a sorte tente novo instante
A senda mais diversa se garante
E gera o quanto quero e se apresente.
Não vejo noutro rumo, de repente
A luta mesmo quando deslumbrante
Grassando no final e doravante
Matando o que investisse em vã torrente.
Jamais pude viver felicidade
E sei do quanto a cada passo invade
O rústico cenário em tom diverso.
Apresentando enfim o quanto tenho,
O vento se traduz neste desenho
E sobre a tempestade agora eu verso.
NOSSA LUTA PELA VIDA
Numa luta incessante pela vida
Algozes e canalhas no caminho.
A sorte quase sempre em despedida
Ausência de amizade e de carinho.
Coração tropical alma perdida
Na lâmina cruel, amargo vinho.
A luta tantas vezes já vencida
O canto se tornando vão, sozinho...
Rosas distantes, mãos encarceradas
Em tal profundidade, o desamor.
As hóstias da esperança destroçadas
O parto da promessa em frio aborto.
Apenas o sorriso por pendor
Irônico caminho, cego e morto...
Algozes e canalhas no caminho.
A sorte quase sempre em despedida
Ausência de amizade e de carinho.
Coração tropical alma perdida
Na lâmina cruel, amargo vinho.
A luta tantas vezes já vencida
O canto se tornando vão, sozinho...
Rosas distantes, mãos encarceradas
Em tal profundidade, o desamor.
As hóstias da esperança destroçadas
O parto da promessa em frio aborto.
Apenas o sorriso por pendor
Irônico caminho, cego e morto...
PENSANDO EN TI
PENSANDO EN TI
Cuando ayer en tus ojos yo buscaba
Los versos que escribí pensando en ti,
En mis horas serenas yo encontraba
Motivos para estar de nuevo aquí.
En mis jardines sueño, tantas flores
Y cisnes paseando en manso lago,
las nubes diseñando los colores
de un cielo que pretende ser tan vago.
En los ojos, llevaste mi poema,
mis sueños tú cargaste junto a ti,
sin ellos ya no sé seguir mi lema.
De tanto que te amé, yo me olvidé.
Necesito tus ojos, ¡oh! mi amada;
sin ellos ya ni escribo, ni soy nada.
Aborojuan Sin Más
PENSANDO EM TI
Quando, ontem, nos teus olhos procurava
Os versos que escrevi pensando em ti;
Nas horas mais serenas encontrava
Motivos para estar de novo aqui.
Nos meus jardins dos sonhos, tantas flores;
E cisnes passeando em manso lago.
As nuvens desenhando novas cores
Num céu que se pretende ser tão vago.
Nos olhos, pois; levaste meu poema.
Meus sonhos; carregaste junto a ti.
Sem eles como vou seguir meu lema
De tanto que te amei, eu me esqueci...
Preciso de teus olhos, minha amada;
Sem eles não escrevo assim, mais nada!
Cuando ayer en tus ojos yo buscaba
Los versos que escribí pensando en ti,
En mis horas serenas yo encontraba
Motivos para estar de nuevo aquí.
En mis jardines sueño, tantas flores
Y cisnes paseando en manso lago,
las nubes diseñando los colores
de un cielo que pretende ser tan vago.
En los ojos, llevaste mi poema,
mis sueños tú cargaste junto a ti,
sin ellos ya no sé seguir mi lema.
De tanto que te amé, yo me olvidé.
Necesito tus ojos, ¡oh! mi amada;
sin ellos ya ni escribo, ni soy nada.
Aborojuan Sin Más
PENSANDO EM TI
Quando, ontem, nos teus olhos procurava
Os versos que escrevi pensando em ti;
Nas horas mais serenas encontrava
Motivos para estar de novo aqui.
Nos meus jardins dos sonhos, tantas flores;
E cisnes passeando em manso lago.
As nuvens desenhando novas cores
Num céu que se pretende ser tão vago.
Nos olhos, pois; levaste meu poema.
Meus sonhos; carregaste junto a ti.
Sem eles como vou seguir meu lema
De tanto que te amei, eu me esqueci...
Preciso de teus olhos, minha amada;
Sem eles não escrevo assim, mais nada!
UMA AMIZADE OPACA
Por não ter nenhum caramanchão
Nem sequer jardim ou mar imenso,
Rastejo sob os sóis e bebo o chão
Fugaz, nesta ausência nunca venço.
Por não ser quem fora em tentação
Do vago que inda resta me convenço
E morro sem qualquer apelação.
A despedida nega adeus e lenço.
O corte do arvoredo preconiza
Daquele vendaval, apenas brisa
Granizos e nevascas, impotente.
Nada mais teria senão fosse
O rosto meio estúpido, mas doce
De uma amizade opaca e tão clemente.
Nem sequer jardim ou mar imenso,
Rastejo sob os sóis e bebo o chão
Fugaz, nesta ausência nunca venço.
Por não ser quem fora em tentação
Do vago que inda resta me convenço
E morro sem qualquer apelação.
A despedida nega adeus e lenço.
O corte do arvoredo preconiza
Daquele vendaval, apenas brisa
Granizos e nevascas, impotente.
Nada mais teria senão fosse
O rosto meio estúpido, mas doce
De uma amizade opaca e tão clemente.
SONHO
Quem dera timoneiro deste sonho,
Vestido de ilusão, sangue e mentiras.
O rosto que se espelha é tão medonho
No tanto que disparas, corta em tiras.
Meu verso, tantas vezes enfadonho
Demônios que carrego, velhas piras,
Imagem refletida – um ser bisonho
Que ri enquanto, irônica me atiras.
Virás sempre comigo, punhal e lança,
Constelação de farpas em banquete.
Na chaga por herança, se repete
Os erros cometidos. Vã criança
Vencida por fantasmas, lendas velhas
Que a cada gargalhada mais espelhas...
Vestido de ilusão, sangue e mentiras.
O rosto que se espelha é tão medonho
No tanto que disparas, corta em tiras.
Meu verso, tantas vezes enfadonho
Demônios que carrego, velhas piras,
Imagem refletida – um ser bisonho
Que ri enquanto, irônica me atiras.
Virás sempre comigo, punhal e lança,
Constelação de farpas em banquete.
Na chaga por herança, se repete
Os erros cometidos. Vã criança
Vencida por fantasmas, lendas velhas
Que a cada gargalhada mais espelhas...
MANHÃ SE REFAZENDO
Manhã se refazendo em mãos vorazes
Na cálida presença da peçonha
Entranha bem profundas as tenazes
E mata em ironia audaz, medonha.
Orgástico amanhã que em risos trazes
Àquele que em delírio já te sonha.
Na farsa que se impõe; diversas fases
Desde que a vontade enfim se imponha.
Egresso do naufrágio, este rochedo
Persiste sem saber de teu segredo
E morre enquanto tudo desconhece.
Soubesse pelo menos meu destino,
Talvez inda restasse, em riso ou prece
um verso que não fosse em desatino...
Na cálida presença da peçonha
Entranha bem profundas as tenazes
E mata em ironia audaz, medonha.
Orgástico amanhã que em risos trazes
Àquele que em delírio já te sonha.
Na farsa que se impõe; diversas fases
Desde que a vontade enfim se imponha.
Egresso do naufrágio, este rochedo
Persiste sem saber de teu segredo
E morre enquanto tudo desconhece.
Soubesse pelo menos meu destino,
Talvez inda restasse, em riso ou prece
um verso que não fosse em desatino...
MEU PENSAMENTO
MEU PENSAMENTO
Meu pensamento busca teu pensar
De forma que pensemos mais unidos.
Os versos que desfilo nesse amar
No mar de tantos sonhos esquecidos...
Tu sabes que vivemos da paixão
À flor da pele, somos tão iguais.
Vivendo nas loucuras da emoção
Em tudo que fizemos, somos mais.
Sabendo quanto ecoam nossos cantos
Nos nossos corações alucinados.
Rolamos nossas camas, rumos, mantos,
Só sabemos viver apaixonados...
Por isso, minha amada meu mergulho
No mar já se explodindo num marulho...
Meu pensamento busca teu pensar
De forma que pensemos mais unidos.
Os versos que desfilo nesse amar
No mar de tantos sonhos esquecidos...
Tu sabes que vivemos da paixão
À flor da pele, somos tão iguais.
Vivendo nas loucuras da emoção
Em tudo que fizemos, somos mais.
Sabendo quanto ecoam nossos cantos
Nos nossos corações alucinados.
Rolamos nossas camas, rumos, mantos,
Só sabemos viver apaixonados...
Por isso, minha amada meu mergulho
No mar já se explodindo num marulho...
SERENATA
SERENATA
Na canção que preparo em serenata
Versos inevitáveis sobre amor.
Que pega, acaricia e que maltrata,
Me leva, nos seus braços, onde for...
As noites que passei, todas em claro.
Olhando essas estrelas e cantando.
De tanto, tanto amor que te declaro,
Nos braços deste amor vou me encontrando...
Serenata que faço; madrugada,
Trazendo uma esperança de viver
Ao lado de quem sempre foi amada,
Nos braços em que quero me perder.
Trazendo lenitivo a tanta dor,
Nos lábios que beijei, em puro amor...
Na canção que preparo em serenata
Versos inevitáveis sobre amor.
Que pega, acaricia e que maltrata,
Me leva, nos seus braços, onde for...
As noites que passei, todas em claro.
Olhando essas estrelas e cantando.
De tanto, tanto amor que te declaro,
Nos braços deste amor vou me encontrando...
Serenata que faço; madrugada,
Trazendo uma esperança de viver
Ao lado de quem sempre foi amada,
Nos braços em que quero me perder.
Trazendo lenitivo a tanta dor,
Nos lábios que beijei, em puro amor...
PERDIDOS
PERDIDOS
Na nossa noite, loucos, perdidos...
Buscando tanta sede e tanta fome.
Aos poucos os sentidos repartidos
O meu olhar, teus olhos, tudo some...
Nas rosas, nos perfumes, nas espreitas...
Nos jardins que plantamos; nossas flores.
Vorazes nossas bocas, tu deleitas
Com todas as magias dos olores.
Rodamos na tontura que nos salva,
Rolamos na delícia que nos cura...
A noite se promete mansa e alva,
Envolta nos carinhos, na ternura...
E quero teu amor de amor capaz.
Há tanto já perdemos nossos cais...
Na nossa noite, loucos, perdidos...
Buscando tanta sede e tanta fome.
Aos poucos os sentidos repartidos
O meu olhar, teus olhos, tudo some...
Nas rosas, nos perfumes, nas espreitas...
Nos jardins que plantamos; nossas flores.
Vorazes nossas bocas, tu deleitas
Com todas as magias dos olores.
Rodamos na tontura que nos salva,
Rolamos na delícia que nos cura...
A noite se promete mansa e alva,
Envolta nos carinhos, na ternura...
E quero teu amor de amor capaz.
Há tanto já perdemos nossos cais...
ESPELHOS
ESPELHOS
Procuro teu retrato no meu rosto.
Percebo o quanto é bom estar contigo
Nas antigas tristezas, meu desgosto,
Decompostas, não levo mais comigo.
Revigorando as forças que esquecera
Num canto mais recôndito, guardado...
De tudo que na vida mais vivera
Espelho nos mostrando lado a lado...
Eu amo teu amor, nunca se esqueça,
Nós somos tão iguais, o mesmo barro.
Por mais que tanto temo que enlouqueça
Na corda em que te ataste; eu me agarro.
E temos, no conjunto, a mesma face.
Teu rosto no meu rosto, sem disfarce...
Procuro teu retrato no meu rosto.
Percebo o quanto é bom estar contigo
Nas antigas tristezas, meu desgosto,
Decompostas, não levo mais comigo.
Revigorando as forças que esquecera
Num canto mais recôndito, guardado...
De tudo que na vida mais vivera
Espelho nos mostrando lado a lado...
Eu amo teu amor, nunca se esqueça,
Nós somos tão iguais, o mesmo barro.
Por mais que tanto temo que enlouqueça
Na corda em que te ataste; eu me agarro.
E temos, no conjunto, a mesma face.
Teu rosto no meu rosto, sem disfarce...
CAMINHOS DA MADRUGADA
CAMINHOS DA MADRUGADA
Tantas vezes caminhos da madrugada
Nos mais distantes sonhos rumos soltos,
Braços adormecidos; noites acabadas,
Pernas em profusão, lençóis revoltos..
Esse cheiro molenga do prazer
Repartido em ternuras e batalhas...
Total escuridão permite ver
Os lábios tão cortantes são navalhas.
A carne transbordante, extasiada,
Rodando, vai girando sem parar.
As bocas se tocando, minha amada,
O mundo nunca pára de rodar...
E tremo em teus carinhos; radiante.
Do amor que a gente fez num puro instante...
Tantas vezes caminhos da madrugada
Nos mais distantes sonhos rumos soltos,
Braços adormecidos; noites acabadas,
Pernas em profusão, lençóis revoltos..
Esse cheiro molenga do prazer
Repartido em ternuras e batalhas...
Total escuridão permite ver
Os lábios tão cortantes são navalhas.
A carne transbordante, extasiada,
Rodando, vai girando sem parar.
As bocas se tocando, minha amada,
O mundo nunca pára de rodar...
E tremo em teus carinhos; radiante.
Do amor que a gente fez num puro instante...
ALGUMA COISA ALÉM DO SOFRIMENTO
ALGUMA COISA ALÉM DO SOFRIMENTO
Os versos que pudessem transmitir
Alguma coisa além do sofrimento
Que tanto quanto posso ora fomento
Sem ter uma esperança no porvir,
A farsa se desenha e ao presumir
O todo se transforma em desalento,
Apenas caminhando enfrento o vento,
Sentindo o quanto eu possa resumir
Nos atos inconstantes vida afora,
O tempo após o tempo me devora
E gera o que se faz mero fantoche,
Nas tramas entrelaces e mentiras,
Nas várias ilusões que enfim prefiras,
Sorriso de ironia, um vão deboche.
Os versos que pudessem transmitir
Alguma coisa além do sofrimento
Que tanto quanto posso ora fomento
Sem ter uma esperança no porvir,
A farsa se desenha e ao presumir
O todo se transforma em desalento,
Apenas caminhando enfrento o vento,
Sentindo o quanto eu possa resumir
Nos atos inconstantes vida afora,
O tempo após o tempo me devora
E gera o que se faz mero fantoche,
Nas tramas entrelaces e mentiras,
Nas várias ilusões que enfim prefiras,
Sorriso de ironia, um vão deboche.
MANSOS BRAÇOS COM ESTRAMBOTE
MANSOS BRAÇOS COM ESTRAMBOTE
Mulher que me jogando aos mansos braços
Trazendo tantos sonhos e delícias
Depois de várias lutas e cansaços
Vem salpicando amor entre malícias.
Trazendo tanto rosas quanto espinhos
Forrando meu caminho de flor e urzes.
Decora destruindo nossos ninhos
Ao mesmo tempo beijos e cruzes.
Mulher que proclamando uma grandeza
E um desejo de guerra insaciável
Leva para os meus sonhos a beleza
E o medo de viver, inconsolável...
Mulher que emoldurando minha cama,
Entre mordidas, beijos; diz que me ama!
-Eu não te amo do modo mais sereno
Que poderia apenas dar em nada.
Amo tuas vontades, teu veneno,
E a forma de quereres ser amada.
Mulher que me jogando aos mansos braços
Trazendo tantos sonhos e delícias
Depois de várias lutas e cansaços
Vem salpicando amor entre malícias.
Trazendo tanto rosas quanto espinhos
Forrando meu caminho de flor e urzes.
Decora destruindo nossos ninhos
Ao mesmo tempo beijos e cruzes.
Mulher que proclamando uma grandeza
E um desejo de guerra insaciável
Leva para os meus sonhos a beleza
E o medo de viver, inconsolável...
Mulher que emoldurando minha cama,
Entre mordidas, beijos; diz que me ama!
-Eu não te amo do modo mais sereno
Que poderia apenas dar em nada.
Amo tuas vontades, teu veneno,
E a forma de quereres ser amada.
MAGIA
MAGIA
O encanto de quem traz esta magia
De luz e paz, tramando um novo sol,
Tomando com beleza este arrebol
Aonde nova sorte se irradia,
Viver com mais ternura em alegria,
E ser da liberdade um girassol,
Seguindo cada brilho de um farol
Que à plenitude em Deus nos conduzia,
Fazer de cada ser um teu irmão,
Cevar com mais carinho a alma e o chão
Trazendo em teu olhar esta certeza
Da vida que refaz da própria vida,
No amor e no perdão, clara saída,
Que vença em mansidão, a correnteza...
O encanto de quem traz esta magia
De luz e paz, tramando um novo sol,
Tomando com beleza este arrebol
Aonde nova sorte se irradia,
Viver com mais ternura em alegria,
E ser da liberdade um girassol,
Seguindo cada brilho de um farol
Que à plenitude em Deus nos conduzia,
Fazer de cada ser um teu irmão,
Cevar com mais carinho a alma e o chão
Trazendo em teu olhar esta certeza
Da vida que refaz da própria vida,
No amor e no perdão, clara saída,
Que vença em mansidão, a correnteza...
Andando pelas ruas
Andando pelas ruas
Interessante como muitas vezes
Andando solitário pelas ruas
Onde eu procuro nesses tantos meses
Rastros dessas estadas minhas, tuas;
Encontrei os resquícios do que fora
No tempo em que ter amei e em sonhamos.
Nas esquinas, nos bares sempre aflora
Um pouco desse muito quando amamos.
Na mesa, nas cadeiras, nas toalhas,
Neste mesmo garçon, nos bancos, praças...
São como se afiassem navalhas.
Sentindo inda teus braços, como abraças...
Depois de tanto tempo, tantos anos...
Percebo que distantes, nos amamos...
Interessante como muitas vezes
Andando solitário pelas ruas
Onde eu procuro nesses tantos meses
Rastros dessas estadas minhas, tuas;
Encontrei os resquícios do que fora
No tempo em que ter amei e em sonhamos.
Nas esquinas, nos bares sempre aflora
Um pouco desse muito quando amamos.
Na mesa, nas cadeiras, nas toalhas,
Neste mesmo garçon, nos bancos, praças...
São como se afiassem navalhas.
Sentindo inda teus braços, como abraças...
Depois de tanto tempo, tantos anos...
Percebo que distantes, nos amamos...
PENSANDO EM TI
PENSANDO EM TI
Quando, ontem, nos teus olhos procurava
Os versos que escrevi pensando em ti;
Nas horas mais serenas encontrava
Motivos para estar de novo aqui.
Nos meus jardins dos sonhos, tantas flores;
E cisnes passeando em manso lago.
As nuvens desenhando novas cores
Num céu que se pretende ser tão vago.
Nos olhos, pois; levaste meu poema.
Meus sonhos; carregaste junto a ti.
Sem eles como vou seguir meu lema
De tanto que te amei, eu me esqueci...
Preciso de teus olhos, minha amada;
Sem eles não escrevo assim, mais nada!
Quando, ontem, nos teus olhos procurava
Os versos que escrevi pensando em ti;
Nas horas mais serenas encontrava
Motivos para estar de novo aqui.
Nos meus jardins dos sonhos, tantas flores;
E cisnes passeando em manso lago.
As nuvens desenhando novas cores
Num céu que se pretende ser tão vago.
Nos olhos, pois; levaste meu poema.
Meus sonhos; carregaste junto a ti.
Sem eles como vou seguir meu lema
De tanto que te amei, eu me esqueci...
Preciso de teus olhos, minha amada;
Sem eles não escrevo assim, mais nada!
UMA ESPERANÇA
UMA ESPERANÇA
Trazendo o bom humor, uma alegria,
A vida se parece bem mais leve.
Assim já vem surgindo um novo dia
Mas sei que esta alegria; morre em breve.
Renasce no sorriso da criança
Que teima persistir dentro de mim.
Não falo tão somente em esperança,
Também no dia a dia ser assim.
Saber que novo tempo logo vem,
Saber que a juventude vem e passa.
Amar a vida sempre nos faz bem,
Deixar que esta tristeza se esfumaça...
Abrir teu peito a força da amizade,
Do amor, é conhecer felicidade...
Trazendo o bom humor, uma alegria,
A vida se parece bem mais leve.
Assim já vem surgindo um novo dia
Mas sei que esta alegria; morre em breve.
Renasce no sorriso da criança
Que teima persistir dentro de mim.
Não falo tão somente em esperança,
Também no dia a dia ser assim.
Saber que novo tempo logo vem,
Saber que a juventude vem e passa.
Amar a vida sempre nos faz bem,
Deixar que esta tristeza se esfumaça...
Abrir teu peito a força da amizade,
Do amor, é conhecer felicidade...
SAUDADE
SAUDADE
Não deixe que a saudade te consuma;
Aos poucos, se deixar ela te mata.
Dizer-me que com dor já se acostuma,
Mentira. Ninguém ama o que maltrata.
Eu vivo por amar intensamente,
Se tenho ou se não tenho companhia.
A vida vai-se embora, de repente;
Levamos um quinhão de fantasia.
Amiga, guarde sempre uma esperança;
Que a noite não demora, vem depressa.
Não sofra por amor. A vida avança,
De ser feliz, por certo, temos pressa...
Um dia saberás toda a verdade.
Amar é traduzir felicidade!
Não deixe que a saudade te consuma;
Aos poucos, se deixar ela te mata.
Dizer-me que com dor já se acostuma,
Mentira. Ninguém ama o que maltrata.
Eu vivo por amar intensamente,
Se tenho ou se não tenho companhia.
A vida vai-se embora, de repente;
Levamos um quinhão de fantasia.
Amiga, guarde sempre uma esperança;
Que a noite não demora, vem depressa.
Não sofra por amor. A vida avança,
De ser feliz, por certo, temos pressa...
Um dia saberás toda a verdade.
Amar é traduzir felicidade!
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