Encontro em ti razão para viver
E desta maravilha desvendada
Percebo tão fantástica alvorada
E nela todo um raro amanhecer
O amor ao se esculpir em tal prazer
Não deixa para trás mais quase nada,
E sabe quando uma alma enamorada
Não tem sequer mais como defender
E assim a fortaleza se faz frágil
Carinho sendo firme, mas tão ágil
Encharca-me em loucuras e vontades,
Só peço é que não deixes nunca mais
Depois de tantos dias sempre iguais,
Morrer as fabulosas claridades.
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