segunda-feira, 8 de março de 2010

00699

Acendes o cigarro após o fato
Ter sido consumado em teu prazer
Em nada na verdade posso crer
Já que seco ficou o meu regato,

O amor quando se torna um desacato
Na vilania enorme passo a ver
O mundo transcorrendo sem viver
Realidade mata e esgota o prato.

Sem ter a refeição, sem sobremesa,
Aonde se pudesse com destreza
Apenas machucada e nada mais.

Assim adormecido do meu lado,
O sapo neste rei já disfarçado
Sonhando sonhos tolos e boçais...

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