terça-feira, 9 de março de 2010

00708

Diverso do que uma alma tola, ceva
O mundo se propôs em aridez
Enquanto a fantasia se desfez
A sorte que buscara ser longeva

Agora se esvaindo pouco a pouco,
E amante da ilusão nada me resta,
Viver se traduzindo em voz funesta,
Sem ter sequer encanto me treslouco

E vago, solitária em noite imensa,
Tentando ser feliz. Oh! Quem me dera,
Amortalhada enfim, a primavera
Nem mesmo a fantasia recompensa

Quem tanto se entregou e nada vindo
Pensou num louco amor, superno e infindo...

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