terça-feira, 9 de março de 2010

00719

Depois de tantos anos sem ninguém
Vasculho dentro em mim e nada encontro,
Somente tanto medo e desencontro
O coração sofrido inda contém.

Pudesse ser feliz ao menos isso,
Vivendo um grande amor em plenitude,
Porém por mais que o vento ainda mude
Diverso do que quero e até cobiço,

O mundo se transcorre em treva e medo,
Ainda que talvez haja esperança
Ao longe meu olhar vazio lança
E quando uma alegria eu me concedo

O olhar da solidão, que tanto medra
Não deixa sobrar pedra sobre pedra.

Nenhum comentário: