E vejo que talvez pudesse ainda
Depois do nada tendo ver a fonte
Aonde o coração em luz se aponte
Promessa de manhã brilhante e linda.
Mas quando me percebo em trevas tantas
Diverso que o sonho me traçasse.
O amor em tal caminho, ledo impasse
Enquanto com palavras desencantas.
Vestindo esta ilusão já não suporto
Beber da mais pálida inocência,
Não quero um só minuto de clemência
O verso alentador, calando, aborto
Quisera sem poder ter teu prazer
Vencer os meus anseios. E poder...
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
quarta-feira, 10 de março de 2010
00761
Agora se esvaindo pouco a pouco
O mundo pelo qual tanto lutara,
A sorte muitas vezes mais amara,
Enquanto em vão caminho, eu me treslouco.
Amenas emoções são falsas luzes,
Serenas estruturas desabando,
E o quanto mergulhara em lago brando
Diversas ondas fortes reproduzes,
E o beijo prometido não me ilude
Senzalas não traduzem um amor,
Quisera mais que um templo em que louvor
Roubasse o que me resta em juventude.
Adentro neste vão que se deslinda
E vejo que talvez pudesse; ainda...
O mundo pelo qual tanto lutara,
A sorte muitas vezes mais amara,
Enquanto em vão caminho, eu me treslouco.
Amenas emoções são falsas luzes,
Serenas estruturas desabando,
E o quanto mergulhara em lago brando
Diversas ondas fortes reproduzes,
E o beijo prometido não me ilude
Senzalas não traduzem um amor,
Quisera mais que um templo em que louvor
Roubasse o que me resta em juventude.
Adentro neste vão que se deslinda
E vejo que talvez pudesse; ainda...
00760
E muda a direção da minha vida
A sorte desairosa em que me meto,
E ainda tendo a voz do meu soneto,
Usado vez em quando qual guarida,
Por mais que tantas vezes siga vã
Não quero transformar em tempestade
O vento tão inútil que me invade
E não permitirá nova manhã.
Assim caminho contra os meus anseios,
Vestígios do que fora, nem conheço;
Somente percebendo este tropeço
Em dias que julgara mais alheios,
E o sonho de um amor imenso se louco
Agora se esvaindo pouco a pouco.
A sorte desairosa em que me meto,
E ainda tendo a voz do meu soneto,
Usado vez em quando qual guarida,
Por mais que tantas vezes siga vã
Não quero transformar em tempestade
O vento tão inútil que me invade
E não permitirá nova manhã.
Assim caminho contra os meus anseios,
Vestígios do que fora, nem conheço;
Somente percebendo este tropeço
Em dias que julgara mais alheios,
E o sonho de um amor imenso se louco
Agora se esvaindo pouco a pouco.
00759
Vestindo esta ilusão que não me cabe
Procuro calmamente algum lugar
Aonde o sonho venha devagar
Vivendo todo o encanto que se sabe,
E adentro fantasias; juventude,
E bebo cada gota deste nada
Penando sem destino, madrugada
Enquanto a realidade não transmude
E torne o meu viver insuportável,
Sangrantes emoções, vagos lugares,
Por mais que tantos brilhos procurares
O amor jamais seria tão potável
A sorte tão somente nos acida
E muda a direção da minha vida.
Procuro calmamente algum lugar
Aonde o sonho venha devagar
Vivendo todo o encanto que se sabe,
E adentro fantasias; juventude,
E bebo cada gota deste nada
Penando sem destino, madrugada
Enquanto a realidade não transmude
E torne o meu viver insuportável,
Sangrantes emoções, vagos lugares,
Por mais que tantos brilhos procurares
O amor jamais seria tão potável
A sorte tão somente nos acida
E muda a direção da minha vida.
00758
Vasculho dentro em mim e nem sinais
Do todo que pensei pudesse ter
Na ausência tão funesta do prazer,
Aonde poderia ter um cais?
Vencida pela mesma insanidade
Que tanto me maltrata ultimamente,
O amor intempestivo não desmente
Enquanto a cada dia se degrade,
Sem louros de vitória, sem troféus
Sequiosa nada tendo busco a fonte,
Aonde o coração ainda aponte,
Embrenho meu delírio em falsos céus,
Ainda que este mundo vão desabe,
Vestindo esta ilusão que não me cabe.
Do todo que pensei pudesse ter
Na ausência tão funesta do prazer,
Aonde poderia ter um cais?
Vencida pela mesma insanidade
Que tanto me maltrata ultimamente,
O amor intempestivo não desmente
Enquanto a cada dia se degrade,
Sem louros de vitória, sem troféus
Sequiosa nada tendo busco a fonte,
Aonde o coração ainda aponte,
Embrenho meu delírio em falsos céus,
Ainda que este mundo vão desabe,
Vestindo esta ilusão que não me cabe.
00757
Vivesse novamente em luzes tantas
Quem sabia inda teria alguma chance,
Mas quando ao mesmo vão o amor se lance
Usando tais mortalhas como mantas,
Eu tenho este crepúsculo brumoso
Numa alma tão cativa e sonhadora,
Por mais que em sonhos tolos sempre fora
Diversa do que agora em tom jocoso
A vida perpetua em voz terrível
E enquanto ainda fosse cristalino
Caminho que deveras não domino,
Restando este espinheiro mais temível.
Buscando pelos rastros dos cristais
Vasculho dentro em mim e nem sinais.
Quem sabia inda teria alguma chance,
Mas quando ao mesmo vão o amor se lance
Usando tais mortalhas como mantas,
Eu tenho este crepúsculo brumoso
Numa alma tão cativa e sonhadora,
Por mais que em sonhos tolos sempre fora
Diversa do que agora em tom jocoso
A vida perpetua em voz terrível
E enquanto ainda fosse cristalino
Caminho que deveras não domino,
Restando este espinheiro mais temível.
Buscando pelos rastros dos cristais
Vasculho dentro em mim e nem sinais.
00756
O barco já se fez sem rumo ou norte
E aquela timoneira do passado,
Sem ter quem tanto quis sempre ao seu lado,
Vislumbra da esperança, medo e morte.
Pudesse acreditar em novo dia
E ter tua presença junto a mim,
O amor que tantas vezes dita o fim
A sorte desairosa não mais via,
Mas quando se aproxima a noite imensa
E nela sem o brilho do luar,
Sonhando com teu corpo a me tocar,
Sem ter sequer alguma recompensa.
Tivesse a maravilha em que me encantas
Vivesse novamente em luzes tantas.
E aquela timoneira do passado,
Sem ter quem tanto quis sempre ao seu lado,
Vislumbra da esperança, medo e morte.
Pudesse acreditar em novo dia
E ter tua presença junto a mim,
O amor que tantas vezes dita o fim
A sorte desairosa não mais via,
Mas quando se aproxima a noite imensa
E nela sem o brilho do luar,
Sonhando com teu corpo a me tocar,
Sem ter sequer alguma recompensa.
Tivesse a maravilha em que me encantas
Vivesse novamente em luzes tantas.
00755
É como se buscasse inútil cura
Sabendo quanto a vida nos maltrata
E sendo a cada dia mais ingrata
A sorte que minha alma em vão procura,
Anseio por momentos mais felizes
E neles embaraço-me em teus braços
Vivendo esta ternura feita em laços,
Esqueço dos tropeços e deslizes,
A moça em sonhos feita renascendo
Vestígios do passado, não mais vejo
E tudo o que deveras inda almejo
Traduz um dia lúdico e estupendo...
Mas quando acordo sem quem conforte
O barco já se fez sem rumo ou norte.
Sabendo quanto a vida nos maltrata
E sendo a cada dia mais ingrata
A sorte que minha alma em vão procura,
Anseio por momentos mais felizes
E neles embaraço-me em teus braços
Vivendo esta ternura feita em laços,
Esqueço dos tropeços e deslizes,
A moça em sonhos feita renascendo
Vestígios do passado, não mais vejo
E tudo o que deveras inda almejo
Traduz um dia lúdico e estupendo...
Mas quando acordo sem quem conforte
O barco já se fez sem rumo ou norte.
terça-feira, 9 de março de 2010
00754
Dos sonhos tão somente algum lampejo
Já bastaria a quem não tendo nada
Há tanto se permite tão cansada,
Porém este vazio eu não almejo.
Assisto aos meus momentos derradeiros
Ferida pela dor de uma saudade
A cada novo dia mais degrade
Deixando para trás os mensageiros
Que em formato de sonhos conheci
E agora me abandonam totalmente,
O próprio dia a dia não desmente,
O encanto se perdendo por aí
E ter nas mãos somente esta procura
É como se buscasse inútil cura.
Já bastaria a quem não tendo nada
Há tanto se permite tão cansada,
Porém este vazio eu não almejo.
Assisto aos meus momentos derradeiros
Ferida pela dor de uma saudade
A cada novo dia mais degrade
Deixando para trás os mensageiros
Que em formato de sonhos conheci
E agora me abandonam totalmente,
O próprio dia a dia não desmente,
O encanto se perdendo por aí
E ter nas mãos somente esta procura
É como se buscasse inútil cura.
00753
Do Amor pretendo ter algum relance
Que possa permitir um novo brilho
Aonde com ternura maravilho
E bebo esta emoção que inda me alcance;
Vencida pelos medos do passado
Andando em noite frágil, pois escura,
Insanamente tento em vã procura
O amor há tanto tempo desejado.
E creio ser possível, mas bem sei
Que tudo não passando de promessa
A vida a cada noite recomeça
E neste grande abismo mergulhei,
Procuro pelas ruas e não vejo
Dos sonhos tão somente algum lampejo
Que possa permitir um novo brilho
Aonde com ternura maravilho
E bebo esta emoção que inda me alcance;
Vencida pelos medos do passado
Andando em noite frágil, pois escura,
Insanamente tento em vã procura
O amor há tanto tempo desejado.
E creio ser possível, mas bem sei
Que tudo não passando de promessa
A vida a cada noite recomeça
E neste grande abismo mergulhei,
Procuro pelas ruas e não vejo
Dos sonhos tão somente algum lampejo
00752
É como ser na vida uma alimária
Viver sem este sonho tão profundo,
E quando em solidão de medo inundo
A vida se transforma; dura e vária.
Vencer os meus pudores e poder
Reconhecer as ânsias mais audazes,
E ter nas mãos os riscos que me trazes,
Pois neles talvez veja algum prazer,
E ser mais agressiva com a sorte,
Não ficar tão passiva como sou,
Se o tempo no vazio mergulhou
Preciso pelo menos de um suporte
E quando na loucura enfim me lance,
Do Amor pretendo ter algum relance.
Viver sem este sonho tão profundo,
E quando em solidão de medo inundo
A vida se transforma; dura e vária.
Vencer os meus pudores e poder
Reconhecer as ânsias mais audazes,
E ter nas mãos os riscos que me trazes,
Pois neles talvez veja algum prazer,
E ser mais agressiva com a sorte,
Não ficar tão passiva como sou,
Se o tempo no vazio mergulhou
Preciso pelo menos de um suporte
E quando na loucura enfim me lance,
Do Amor pretendo ter algum relance.
00751
Restando tão somente a fantasia
A quem se deu inteira e nada teve
O amor quando distante se reteve
E a solidão adentra a poesia
No infausto de uma vida em dores feita
Ausência de um carinho me transtorna,
Não quero a realidade assim tão morna
Tampouco com o pouco se deleita
Uma alma sonhadora e caprichosa,
Cevando uma esperança mais audaz,
Não quero ter ermida como paz,
Canteiro que plantei não tendo rosa,
Viver sem a paixão tão temerária
É como ser na vida uma alimária.
A quem se deu inteira e nada teve
O amor quando distante se reteve
E a solidão adentra a poesia
No infausto de uma vida em dores feita
Ausência de um carinho me transtorna,
Não quero a realidade assim tão morna
Tampouco com o pouco se deleita
Uma alma sonhadora e caprichosa,
Cevando uma esperança mais audaz,
Não quero ter ermida como paz,
Canteiro que plantei não tendo rosa,
Viver sem a paixão tão temerária
É como ser na vida uma alimária.
00750
Nos braços de outro alguém me desespero
Após ter procurado inutilmente
O amor que tanto agrade e me apascente
Momento pelo menos mais austero,
Viver e ter certeza deste sonho
E nele cada frase se completa,
Mas sei que a vida trama em nova meta
Um dia tão cruel, frio e tristonho.
Melancolia toma cada espaço
E tento prosseguir e vou assim
Sabendo que ao final morrendo em mim
Esta esperança tola que hoje traço
O mundo toda a sorte destruía
Restando tão somente a fantasia.
Após ter procurado inutilmente
O amor que tanto agrade e me apascente
Momento pelo menos mais austero,
Viver e ter certeza deste sonho
E nele cada frase se completa,
Mas sei que a vida trama em nova meta
Um dia tão cruel, frio e tristonho.
Melancolia toma cada espaço
E tento prosseguir e vou assim
Sabendo que ao final morrendo em mim
Esta esperança tola que hoje traço
O mundo toda a sorte destruía
Restando tão somente a fantasia.
00749
Verdade pouco a pouco já deslindo
E deixo a fantasia para trás
O amor que nunca veio é bem capaz
De transformar um sonho quase infindo
Num pesadelo enorme e nada além
Do riso desdenhoso da quimera
Trazendo neste olhar a fria espera
Sabendo que a tocaia sempre vem…
O caos vai se gerando no meu peito
E a fonte ora salobra me entorpece,
Aonde poderia reza e prece
O sonho há muito tempo está desfeito;
Não tendo nada além de um dia fero
Nos braços de outro alguém me desespero.
E deixo a fantasia para trás
O amor que nunca veio é bem capaz
De transformar um sonho quase infindo
Num pesadelo enorme e nada além
Do riso desdenhoso da quimera
Trazendo neste olhar a fria espera
Sabendo que a tocaia sempre vem…
O caos vai se gerando no meu peito
E a fonte ora salobra me entorpece,
Aonde poderia reza e prece
O sonho há muito tempo está desfeito;
Não tendo nada além de um dia fero
Nos braços de outro alguém me desespero.
00748
A sorte que buscara ser longeva,
Aos poucos vai morrendo em minhas mãos,
Aonde os dias seguem sendo vãos,
Não tendo quem em sonhos já se atreva
E bebo o nada ter como se fosse
Um néctar costumeiro e fabuloso,
O coração deveras andrajoso
Aguarda um novo dia bem mais doce.
Porém em tenebrosa tempestade
A vida não permite outro caminho,
E sinto cada toque mais daninho
Na fúria deste vento que degrade
Do sonho que pensara outrora lindo
Verdade pouco a pouco já deslindo.
Aos poucos vai morrendo em minhas mãos,
Aonde os dias seguem sendo vãos,
Não tendo quem em sonhos já se atreva
E bebo o nada ter como se fosse
Um néctar costumeiro e fabuloso,
O coração deveras andrajoso
Aguarda um novo dia bem mais doce.
Porém em tenebrosa tempestade
A vida não permite outro caminho,
E sinto cada toque mais daninho
Na fúria deste vento que degrade
Do sonho que pensara outrora lindo
Verdade pouco a pouco já deslindo.
00747
Somente a solidão inda domina
A vida desta eterna sonhadora,
Suprema fantasia tentadora
Enquanto a realidade desatina.
Pudesse em versos nobres te dizer
Amado, sou feliz... Mas o que faço
Se há queda a cada novo e tolo passo
Deixando tão somente este sofrer
Herança de quem tanto desejara
E nada tendo além da solidão
Mergulha no vazio da amplidão
Bebendo desta fonte tão amara
A morte pouco a pouco muda em treva
A sorte que buscara ser longeva.
A vida desta eterna sonhadora,
Suprema fantasia tentadora
Enquanto a realidade desatina.
Pudesse em versos nobres te dizer
Amado, sou feliz... Mas o que faço
Se há queda a cada novo e tolo passo
Deixando tão somente este sofrer
Herança de quem tanto desejara
E nada tendo além da solidão
Mergulha no vazio da amplidão
Bebendo desta fonte tão amara
A morte pouco a pouco muda em treva
A sorte que buscara ser longeva.
00746
Enquanto sou decerto uma infeliz
Sem rumo nem destino por aí,
O amor eu mal toquei e conheci
Destino cada vez me contradiz
Deixando tão somente esta ferida
E nela se retrata uma amargura,
Levando sem remédios à loucura
História no vazio decidida.
Aonde quis um reino, ou simples lar
A sorte desbotando a cada dia
Matando alguma luz, sem fantasia
Ir contra a correnteza e navegar.
Mas quando de um amor procuro a mina
Somente a solidão inda domina.
Sem rumo nem destino por aí,
O amor eu mal toquei e conheci
Destino cada vez me contradiz
Deixando tão somente esta ferida
E nela se retrata uma amargura,
Levando sem remédios à loucura
História no vazio decidida.
Aonde quis um reino, ou simples lar
A sorte desbotando a cada dia
Matando alguma luz, sem fantasia
Ir contra a correnteza e navegar.
Mas quando de um amor procuro a mina
Somente a solidão inda domina.
00745
- E nela tão somente imenso breu
Assim eu vejo a vida e nada faço,
O medo demarcando este compasso,
O dia sem o sol escureceu.
E tudo o que pensara fosse ter
Há tanto que não vejo e nem pressinto,
O amor em forma bela estando extinto
Levando junto a si todo o prazer
Não deixa sequer sombras dentro em mim,
E morta em plena vida, sigo amarga,
A voz quando te chama já se embarga
Sentindo vem chegando agora o fim,
O teu sorriso em festas tudo diz
Enquanto sou decerto uma infeliz.
Assim eu vejo a vida e nada faço,
O medo demarcando este compasso,
O dia sem o sol escureceu.
E tudo o que pensara fosse ter
Há tanto que não vejo e nem pressinto,
O amor em forma bela estando extinto
Levando junto a si todo o prazer
Não deixa sequer sombras dentro em mim,
E morta em plena vida, sigo amarga,
A voz quando te chama já se embarga
Sentindo vem chegando agora o fim,
O teu sorriso em festas tudo diz
Enquanto sou decerto uma infeliz.
00744
Momentos que desejo mais risonhos.
Apenas são falácias, nada mais,
O amor se transformando em vendavais
E neles nem sequem restam meus sonhos.
Pudesse pelo menos ter no olhar
O brilho de quem tanto quer e teima,
Mas quando na ilusão tudo se queima
Não resta nem escombros, perco o ar.
Antigas emoções não mais sustentam,
Os dias são iguais. Monotonia...
Uma alma solitária fantasia
Enquanto no horizonte olhares tentam
Ver o sol, mas a noite em mim se deu
E nela tão somente imenso breu.
Apenas são falácias, nada mais,
O amor se transformando em vendavais
E neles nem sequem restam meus sonhos.
Pudesse pelo menos ter no olhar
O brilho de quem tanto quer e teima,
Mas quando na ilusão tudo se queima
Não resta nem escombros, perco o ar.
Antigas emoções não mais sustentam,
Os dias são iguais. Monotonia...
Uma alma solitária fantasia
Enquanto no horizonte olhares tentam
Ver o sol, mas a noite em mim se deu
E nela tão somente imenso breu.
00743
Ainda que procure a direção
Em meio aos temporais eu nada vejo
Sequer a simples sombra de um desejo
Somente neste olhar, a ingratidão.
Arranco dos meus dias esta luz
E bebo desta sombra que me ronda,
Buscando inutilmente tola sonda
Caminho que deveras não conduz
Esbarro nas mentiras e tramóias
Comuns de quem tentando ser feliz
Invés de realidade contradiz
Tirando desta náufraga, tais bóias
E assim transforma em fardos tão medonhos
Momentos que desejo mais risonhos.
Em meio aos temporais eu nada vejo
Sequer a simples sombra de um desejo
Somente neste olhar, a ingratidão.
Arranco dos meus dias esta luz
E bebo desta sombra que me ronda,
Buscando inutilmente tola sonda
Caminho que deveras não conduz
Esbarro nas mentiras e tramóias
Comuns de quem tentando ser feliz
Invés de realidade contradiz
Tirando desta náufraga, tais bóias
E assim transforma em fardos tão medonhos
Momentos que desejo mais risonhos.
00742
E quando em ilusões teimosa, aninho
Depois de tantas vezes procurar
E nada nem ninguém eu encontrar
Deixando solitário o meu caminho
Em sendas bem mais claras, pensamento
Vagando pela noite em lua cheia,
O sonho pouco a pouco me incendeia,
E nele com certeza enfim me alento...
Mas sei que é fantasia e nada mais,
Os dias se repetem bem ou mal,
O quanto se deseja triunfal
Perdendo sem saber se existe cais,
Naufrágio vai tomando a embarcação
Ainda que procure a direção.
Depois de tantas vezes procurar
E nada nem ninguém eu encontrar
Deixando solitário o meu caminho
Em sendas bem mais claras, pensamento
Vagando pela noite em lua cheia,
O sonho pouco a pouco me incendeia,
E nele com certeza enfim me alento...
Mas sei que é fantasia e nada mais,
Os dias se repetem bem ou mal,
O quanto se deseja triunfal
Perdendo sem saber se existe cais,
Naufrágio vai tomando a embarcação
Ainda que procure a direção.
00741
E enquanto o amor maior inda não vem
Cansada desta velha ladainha,
Vivendo cada noite tão sozinha,
A solidão eu sei, conheço bem
Bebendo cada gota da aguardente
Que a vida preparou em dor e medo,
Lutando contra a sorte logo eu cedo
E o nada se aproxima calmamente.
Espreito e tento ver a claridade
Diversa do que vejo: escuridão.
Os dias mais felizes de verão
Morreram sem sequer tranqüilidade.
Só sou feliz quietinha no meu ninho
E quando em ilusões teimosa, aninho.
Cansada desta velha ladainha,
Vivendo cada noite tão sozinha,
A solidão eu sei, conheço bem
Bebendo cada gota da aguardente
Que a vida preparou em dor e medo,
Lutando contra a sorte logo eu cedo
E o nada se aproxima calmamente.
Espreito e tento ver a claridade
Diversa do que vejo: escuridão.
Os dias mais felizes de verão
Morreram sem sequer tranqüilidade.
Só sou feliz quietinha no meu ninho
E quando em ilusões teimosa, aninho.
00740
E mesmo quando a treva adentra e invade
Eu posso tentar crer noutro momento
Lutar contra a maré, amado eu tento,
Fugindo do que seja realidade.
Teimosamente a vida diz o não
Repete novamente a mesma história
A lua nascerá mais merencória
Brumosas madrugadas mostrarão
O quanto foi inútil cada sonho,
O mundo desabando dentro em mim
Retrata este vazio de onde vim
Na imagem de um amor tosco e bisonho
Eu vago sem destino e sem ninguém
E enquanto o amor maior inda não vem.
Eu posso tentar crer noutro momento
Lutar contra a maré, amado eu tento,
Fugindo do que seja realidade.
Teimosamente a vida diz o não
Repete novamente a mesma história
A lua nascerá mais merencória
Brumosas madrugadas mostrarão
O quanto foi inútil cada sonho,
O mundo desabando dentro em mim
Retrata este vazio de onde vim
Na imagem de um amor tosco e bisonho
Eu vago sem destino e sem ninguém
E enquanto o amor maior inda não vem.
00739
Viver sem teu carinho, sem afago
É como me perder na multidão,
Sabendo ter comigo a solidão
Diversa da que em sonho ainda trago,
Vencida pelas ânsias costumeiras
De quem se fez amante e não sabia
Que ainda tendo aqui tanta agonia
As dores se fizeram as bandeiras
Às quais infelizmente inda me algemo,
Embora tanto lute contra e creia
Que a lua nascerá de novo cheia,
E sei que este vazio enorme, eu temo.
Teimando vejo tento a claridade
E mesmo quando a treva adentra e invade.
É como me perder na multidão,
Sabendo ter comigo a solidão
Diversa da que em sonho ainda trago,
Vencida pelas ânsias costumeiras
De quem se fez amante e não sabia
Que ainda tendo aqui tanta agonia
As dores se fizeram as bandeiras
Às quais infelizmente inda me algemo,
Embora tanto lute contra e creia
Que a lua nascerá de novo cheia,
E sei que este vazio enorme, eu temo.
Teimando vejo tento a claridade
E mesmo quando a treva adentra e invade.
00738
Não tendo mais sequer algo concreto
A vida vai cobrando cada toque
E mesmo quando o tempo não retoque
Procuro inutilmente colo e teto.
Sarjetas que freqüento, botequins,
Os tempos são bem árduos, disto eu sei,
Amante que se dá em qualquer grei,
Motéis, vilas e bares, e capins
Os homens são chupins e nada dão
Somente a sensação deste abandono,
E quando volto a casa já sem sono,
O cheiro que se emana: podridão
Porém o que me causa mais estrago:
Viver sem teu carinho, sem afago
A vida vai cobrando cada toque
E mesmo quando o tempo não retoque
Procuro inutilmente colo e teto.
Sarjetas que freqüento, botequins,
Os tempos são bem árduos, disto eu sei,
Amante que se dá em qualquer grei,
Motéis, vilas e bares, e capins
Os homens são chupins e nada dão
Somente a sensação deste abandono,
E quando volto a casa já sem sono,
O cheiro que se emana: podridão
Porém o que me causa mais estrago:
Viver sem teu carinho, sem afago
00737
E quando me percebo; em tom profano
Vagando bar em bar, uma vadia,
A sorte sem destino não me guia
E a cada novo passo, novo engano.
Mesquinhos os desejos masculinos,
E se os satisfaço fico aquém,
Eu sei que este caminho não convém,
Mas nele pelo menos desatinos.
Viver tão solitária não permite
Que eu possa ter escolha, meu amigo.
Buscando algum prazer, tanto persigo
E não sei mais se existe algum limite.
Meu mundo sem ninguém é incompleto
Não tendo mais sequer algo concreto.
Vagando bar em bar, uma vadia,
A sorte sem destino não me guia
E a cada novo passo, novo engano.
Mesquinhos os desejos masculinos,
E se os satisfaço fico aquém,
Eu sei que este caminho não convém,
Mas nele pelo menos desatinos.
Viver tão solitária não permite
Que eu possa ter escolha, meu amigo.
Buscando algum prazer, tanto persigo
E não sei mais se existe algum limite.
Meu mundo sem ninguém é incompleto
Não tendo mais sequer algo concreto.
00736
Por mais que a fantasia ainda brade
Reluto e não consigo perceber
Ao fim da tarde algum mero prazer,
Vivendo esta cruel realidade.
Mergulho então em pleno desvario
E saio sem destino por aí,
Há tanto que o caminho já perdi
Da chuva não restou sequer rocio.
E entrego-me ao primeiro que encontrar,
Sem ter sequer amor ou mesmo afeto,
Sabendo que em tal ânsia não repleto
O coração cansado de esperar,
Na noite solitária já me dano
E quando me percebo; em tom profano.
Reluto e não consigo perceber
Ao fim da tarde algum mero prazer,
Vivendo esta cruel realidade.
Mergulho então em pleno desvario
E saio sem destino por aí,
Há tanto que o caminho já perdi
Da chuva não restou sequer rocio.
E entrego-me ao primeiro que encontrar,
Sem ter sequer amor ou mesmo afeto,
Sabendo que em tal ânsia não repleto
O coração cansado de esperar,
Na noite solitária já me dano
E quando me percebo; em tom profano.
00735
Enquanto a fantasia se desfez
Em dores e terríveis temporais,
O amor que tanto quis não vejo mais
Aonde se espalhara uma aridez.
Medonhos os momentos solitários
E neles uma emoção se mostra algoz,
Ninguém escutaria a minha voz,
Os rios não conhecem estuários...
Vazia e sem sequer expectativa
Percorro os descaminhos, dor e mágoa,
A solidão em mim chega e deságua,
Mas tento me mostrar audaz e altiva,
Não sei mais discernir felicidade,
Por mais que a fantasia ainda brade.
Em dores e terríveis temporais,
O amor que tanto quis não vejo mais
Aonde se espalhara uma aridez.
Medonhos os momentos solitários
E neles uma emoção se mostra algoz,
Ninguém escutaria a minha voz,
Os rios não conhecem estuários...
Vazia e sem sequer expectativa
Percorro os descaminhos, dor e mágoa,
A solidão em mim chega e deságua,
Mas tento me mostrar audaz e altiva,
Não sei mais discernir felicidade,
Por mais que a fantasia ainda brade.
00734
Quisera nesta vida ter alguém
Que ao menos me trouxesse uma esperança,
Mas quando no vazio já se lança
A voz e na verdade nada vem,
Retorno à mesma ermida aonde tanto
Lutara inutilmente pela sorte,
Sem ter quem me acarinhe e me conforte,
Só resta tão somente o desencanto.
E aonde se pensara em alegria
O mundo renegando cada passo,
O sonho pouco a pouco já desfaço
Somente uma ilusão inda me guia
E vejo, se aproxima a insensatez
Enquanto a fantasia se desfez.
Que ao menos me trouxesse uma esperança,
Mas quando no vazio já se lança
A voz e na verdade nada vem,
Retorno à mesma ermida aonde tanto
Lutara inutilmente pela sorte,
Sem ter quem me acarinhe e me conforte,
Só resta tão somente o desencanto.
E aonde se pensara em alegria
O mundo renegando cada passo,
O sonho pouco a pouco já desfaço
Somente uma ilusão inda me guia
E vejo, se aproxima a insensatez
Enquanto a fantasia se desfez.
00733
O coração deveras já se medra
E nada poderia ser diverso,
Aonde se fizera triste verso,
No peito apenas vejo fria pedra,
Ansiosamente busco alguma fuga
E nada se apresenta, tão somente
O gélido momento em que se sente
Na face renascendo a cada ruga
Temor de solidão eterna e crua,
Uma alma sem destino segue assim
E nada se aproxima, vejo o fim,
As nuvens escondendo ao longe a lua
Enquanto o nada ser já me contém
Quisera nesta vida ter alguém.
E nada poderia ser diverso,
Aonde se fizera triste verso,
No peito apenas vejo fria pedra,
Ansiosamente busco alguma fuga
E nada se apresenta, tão somente
O gélido momento em que se sente
Na face renascendo a cada ruga
Temor de solidão eterna e crua,
Uma alma sem destino segue assim
E nada se aproxima, vejo o fim,
As nuvens escondendo ao longe a lua
Enquanto o nada ser já me contém
Quisera nesta vida ter alguém.
00732
Somente a fantasia ainda vem
Depois dos temporais, vaga bonança
E nela o coração jamais alcança
Prazeres e se encontra muito aquém
Viver tal emoção? Ah!Quem me dera,
O tempo não consegue confirmar
As ânsias de quem tanto quis amar
Matando qualquer flor e a primavera.
Inútil caminhada contra o vento,
Esmagam-se as vontades, nada resta,
E a vida continua e em cada aresta
Aumenta sempre o enorme sofrimento.
Na estrada feita em urze, medo e pedra
O coração deveras já se medra
Depois dos temporais, vaga bonança
E nela o coração jamais alcança
Prazeres e se encontra muito aquém
Viver tal emoção? Ah!Quem me dera,
O tempo não consegue confirmar
As ânsias de quem tanto quis amar
Matando qualquer flor e a primavera.
Inútil caminhada contra o vento,
Esmagam-se as vontades, nada resta,
E a vida continua e em cada aresta
Aumenta sempre o enorme sofrimento.
Na estrada feita em urze, medo e pedra
O coração deveras já se medra
00731
O tempo não traduz nem traz assim
As marcas de um amor que poderia
Calar com mais vigor tal agonia
Sombria fantasia dentro em mim.
Vergastas me açoitando em noite imensa,
Meu corpo se tomando, corte e chaga,
Apenas ilusão ainda afaga
E nela posso ver a recompensa.
E quando procurando sem destino
O encanto de um menino que me queira,
A solidão é minha companheira
E nesta busca inútil me alucino
Gritando tolamente por alguém,
Somente a fantasia ainda vem.
As marcas de um amor que poderia
Calar com mais vigor tal agonia
Sombria fantasia dentro em mim.
Vergastas me açoitando em noite imensa,
Meu corpo se tomando, corte e chaga,
Apenas ilusão ainda afaga
E nela posso ver a recompensa.
E quando procurando sem destino
O encanto de um menino que me queira,
A solidão é minha companheira
E nesta busca inútil me alucino
Gritando tolamente por alguém,
Somente a fantasia ainda vem.
00730
Vagando pelas noites: solidão
Medonha face vejo da verdade,
Quem teve uma ilusão, felicidade,
Já sabe quanto a luta é sempre em vão.
Percebo nos teus olhos, meu amado
Distância insuperável que dói tanto
E apenas coletando o desencanto
Vivendo novamente o meu passado
Aonde a luz se fez tão parca e fria
Negando uma esperança e sem aporte
Somente me restando a dor do corte
Qual trágica e sem ritmo melodia
Quem dera ter florido o meu jardim;
O tempo não traduz nem traz assim.
Medonha face vejo da verdade,
Quem teve uma ilusão, felicidade,
Já sabe quanto a luta é sempre em vão.
Percebo nos teus olhos, meu amado
Distância insuperável que dói tanto
E apenas coletando o desencanto
Vivendo novamente o meu passado
Aonde a luz se fez tão parca e fria
Negando uma esperança e sem aporte
Somente me restando a dor do corte
Qual trágica e sem ritmo melodia
Quem dera ter florido o meu jardim;
O tempo não traduz nem traz assim.
00729
Já não conseguirei outro caminho
E teimo contra a força da maré,
Ainda resta em mim imensa fé
E nela com certeza ora me aninho.
Açoda-me a vontade de te ter
E junto a ti na mesma caminhada
Seguindo com ternura nossa estrada
Rumando para a glória de um prazer.
Eu sei quanto me dói tal esperança
E nela a dor invade e toma tento,
Insisto e novamente quero e tento
Enquanto a vida em vão dorida avança
E em meio à turbulência e escuridão
Vagando pelas noites: solidão
E teimo contra a força da maré,
Ainda resta em mim imensa fé
E nela com certeza ora me aninho.
Açoda-me a vontade de te ter
E junto a ti na mesma caminhada
Seguindo com ternura nossa estrada
Rumando para a glória de um prazer.
Eu sei quanto me dói tal esperança
E nela a dor invade e toma tento,
Insisto e novamente quero e tento
Enquanto a vida em vão dorida avança
E em meio à turbulência e escuridão
Vagando pelas noites: solidão
00728
E sei que talvez haja um novo alguém
Portanto não me canso de esperar
E bebo cada raio do luar
E nele uma alegria que convém
A quem se fez em sonho e em vã promessa,
A sorte desvendando o meu segredo,
E quando a tempestade vem não cedo
E a senda novamente recomeça
Usando da esperança, frágil arma
Lutando pela glória que não veio,
No olhar incontestável devaneio,
Porém realidade me desarma,
E quando nela faço pouso e ninho,
Já não conseguirei outro caminho.
Portanto não me canso de esperar
E bebo cada raio do luar
E nele uma alegria que convém
A quem se fez em sonho e em vã promessa,
A sorte desvendando o meu segredo,
E quando a tempestade vem não cedo
E a senda novamente recomeça
Usando da esperança, frágil arma
Lutando pela glória que não veio,
No olhar incontestável devaneio,
Porém realidade me desarma,
E quando nela faço pouso e ninho,
Já não conseguirei outro caminho.
00727
Mas teima e tenta ver a claridade
Quem tanto se acostuma: escuridão
E quando se entregando à tentação
Por mais que a vida atroz tudo degrade
A fútil sonhadora não descansa
E teima contra tudo e contra todos,
Mesmo que enfrente apenas os engodos,
Procura a fantasia calma e mansa.
Se a vida em turbulências já se fez
E nisso posso ver o meu retrato,
O mundo é tão feroz, cruel e ingrato
E nele se perdendo a lucidez
Mas teimo e uma esperança sempre vem
E sei que talvez haja um novo alguém.
Quem tanto se acostuma: escuridão
E quando se entregando à tentação
Por mais que a vida atroz tudo degrade
A fútil sonhadora não descansa
E teima contra tudo e contra todos,
Mesmo que enfrente apenas os engodos,
Procura a fantasia calma e mansa.
Se a vida em turbulências já se fez
E nisso posso ver o meu retrato,
O mundo é tão feroz, cruel e ingrato
E nele se perdendo a lucidez
Mas teimo e uma esperança sempre vem
E sei que talvez haja um novo alguém.
00726
E nada do que quis ainda trago
Nem mesmo algum lampejo do que outrora
Se fez em alegria e me devora,
Causando tão somente dor e estrago.
Assisto aos meus momentos derradeiros
E neles a menina não está
Há tanto se perdeu e desde já
A seca destroçando os meus canteiros
Jamais imaginei jardim e rosa,
Somente em vãos espinhos fez-se a ceva
E a noite se embrenhando em dura treva
Aonde se queria maviosa.
Um coração em medo já se invade
Mas teima e tenta ver a claridade.
Nem mesmo algum lampejo do que outrora
Se fez em alegria e me devora,
Causando tão somente dor e estrago.
Assisto aos meus momentos derradeiros
E neles a menina não está
Há tanto se perdeu e desde já
A seca destroçando os meus canteiros
Jamais imaginei jardim e rosa,
Somente em vãos espinhos fez-se a ceva
E a noite se embrenhando em dura treva
Aonde se queria maviosa.
Um coração em medo já se invade
Mas teima e tenta ver a claridade.
00725
O mundo se propõe num desafeto
E quem ainda crê numa esperança
Somente no vazio já se lança
Aonde te encontrar, amor dileto?
Não pude perceber tua presença
Nem mesmo nestes raios de luar
E quando me encontrava à preamar
A dor me transtornava, mais intensa.
Ausente do que possa uma alegria,
Queria pelo menos num momento,
Distante do terror e do tormento,
Uma alma sem ninguém só fantasia
Realidade nega algum afago
E nada do que quis ainda trago.
E quem ainda crê numa esperança
Somente no vazio já se lança
Aonde te encontrar, amor dileto?
Não pude perceber tua presença
Nem mesmo nestes raios de luar
E quando me encontrava à preamar
A dor me transtornava, mais intensa.
Ausente do que possa uma alegria,
Queria pelo menos num momento,
Distante do terror e do tormento,
Uma alma sem ninguém só fantasia
Realidade nega algum afago
E nada do que quis ainda trago.
00724
Jogada pelas ruas, abandono
Os sonhos que talvez pudesse ter
E neles tão distante do prazer
Vivendo em mais completo desabono.
Às vezes me pergunto por que Deus
Deixou em mim a marca tão cruel
E ainda que perceba sigo ao léu
Somente preparada para o adeus.
Risonhas maravilhas? Vou distante,
Quem tenta e não consegue e assim desiste
Condena-se à verdade dura e triste
Por mais que um falso brilho se agigante
Ausente deste amor, não me completo
O mundo se propõe num desafeto.
Os sonhos que talvez pudesse ter
E neles tão distante do prazer
Vivendo em mais completo desabono.
Às vezes me pergunto por que Deus
Deixou em mim a marca tão cruel
E ainda que perceba sigo ao léu
Somente preparada para o adeus.
Risonhas maravilhas? Vou distante,
Quem tenta e não consegue e assim desiste
Condena-se à verdade dura e triste
Por mais que um falso brilho se agigante
Ausente deste amor, não me completo
O mundo se propõe num desafeto.
00723
Até chegar à dura realidade
Vagando por diversas fantasias
E nelas com certeza não me guias,
Distante dos meus olhos, na verdade.
Nos bares entre festas e baladas,
As danças e os delírios mentirosos,
Momentos que bem sei são caprichosos
Percorro sem sentido, tais estradas,
Menina já se foi faz tanto tempo
Agora só restando uma amargura
E nada, nem a festa inda me cura,
Somente algum terrível passatempo
A esperança, mal chega a mim o sono
Jogada pelas ruas, abandono.
Vagando por diversas fantasias
E nelas com certeza não me guias,
Distante dos meus olhos, na verdade.
Nos bares entre festas e baladas,
As danças e os delírios mentirosos,
Momentos que bem sei são caprichosos
Percorro sem sentido, tais estradas,
Menina já se foi faz tanto tempo
Agora só restando uma amargura
E nada, nem a festa inda me cura,
Somente algum terrível passatempo
A esperança, mal chega a mim o sono
Jogada pelas ruas, abandono.
00722
O mundo se propôs em aridez
A quem se poderia crer no amor
Aquém do paraíso vejo a dor
E nela minha amarga insensatez.
Beijando boca a boca, não sacia
A sede de um anseio mais dileto,
E quando noutro braço me completo,
Somente algum lampejo em fantasia.
Vivenciando assim a triste sorte,
Morrendo sem ter nada que me ajude,
Há tanto já distante juventude
Deixando se perder sem ter aporte.
Caminho quando o sonho ainda invade
Até chegar à dura realidade.
A quem se poderia crer no amor
Aquém do paraíso vejo a dor
E nela minha amarga insensatez.
Beijando boca a boca, não sacia
A sede de um anseio mais dileto,
E quando noutro braço me completo,
Somente algum lampejo em fantasia.
Vivenciando assim a triste sorte,
Morrendo sem ter nada que me ajude,
Há tanto já distante juventude
Deixando se perder sem ter aporte.
Caminho quando o sonho ainda invade
Até chegar à dura realidade.
00721
Apenas o cansaço me entretém
E quando teço um sonho nada vejo
Prazer que imaginara tão sobejo,
A vida transcorrendo muito aquém.
A moça que pensava ser princesa,
Depois sem ter castelos, hoje é só
Do rei sequer sobrou poeira e pó,
O vento derrubando a fortaleza
E o solo aonde um dia cultivara
Já não produz senão estas daninhas,
Belezas que julgara serem minhas,
A sorte se propaga em fria escara,
E quando a poesia se desfez
O mundo se propôs em aridez.
E quando teço um sonho nada vejo
Prazer que imaginara tão sobejo,
A vida transcorrendo muito aquém.
A moça que pensava ser princesa,
Depois sem ter castelos, hoje é só
Do rei sequer sobrou poeira e pó,
O vento derrubando a fortaleza
E o solo aonde um dia cultivara
Já não produz senão estas daninhas,
Belezas que julgara serem minhas,
A sorte se propaga em fria escara,
E quando a poesia se desfez
O mundo se propôs em aridez.
00720
Não deixa sobrar pedra sobre pedra
O desencanto toma este cenário
E amor que sei sublime e necessário
Esvai-se e meu caminho então se medra
O beijo que recebo, falso brilho
E nele nada tendo só promessa
Enquanto uma ilusão vã recomeça
Realidade chega e nela trilho.
Amante de mim mesma e nada mais,
Vazios entre tantos pensamentos,
Aonde poderia ter alentos
Diverso dos meus sonhos, não há cais.
E quando me percebo sem ninguém.
Apenas o cansaço me entretém
O desencanto toma este cenário
E amor que sei sublime e necessário
Esvai-se e meu caminho então se medra
O beijo que recebo, falso brilho
E nele nada tendo só promessa
Enquanto uma ilusão vã recomeça
Realidade chega e nela trilho.
Amante de mim mesma e nada mais,
Vazios entre tantos pensamentos,
Aonde poderia ter alentos
Diverso dos meus sonhos, não há cais.
E quando me percebo sem ninguém.
Apenas o cansaço me entretém
00719
Depois de tantos anos sem ninguém
Vasculho dentro em mim e nada encontro,
Somente tanto medo e desencontro
O coração sofrido inda contém.
Pudesse ser feliz ao menos isso,
Vivendo um grande amor em plenitude,
Porém por mais que o vento ainda mude
Diverso do que quero e até cobiço,
O mundo se transcorre em treva e medo,
Ainda que talvez haja esperança
Ao longe meu olhar vazio lança
E quando uma alegria eu me concedo
O olhar da solidão, que tanto medra
Não deixa sobrar pedra sobre pedra.
Vasculho dentro em mim e nada encontro,
Somente tanto medo e desencontro
O coração sofrido inda contém.
Pudesse ser feliz ao menos isso,
Vivendo um grande amor em plenitude,
Porém por mais que o vento ainda mude
Diverso do que quero e até cobiço,
O mundo se transcorre em treva e medo,
Ainda que talvez haja esperança
Ao longe meu olhar vazio lança
E quando uma alegria eu me concedo
O olhar da solidão, que tanto medra
Não deixa sobrar pedra sobre pedra.
00718
E ter tua alegria junto a mim
Seria o que melhor pudesse ver,
Somente me restando o desprazer,
O mundo se tornando um mal sem fim
Anseios são deveras quais açoites
E cortam minha pele a cada instante
O amor que desejara deslumbrante
Se traduz em terríveis, frias noites
Mergulho no silêncio e nada ouvindo
Somente o vento bate na janela
E assim a solidão já se revela
E o medo de viver se torna infindo.
O vento é o companheiro que inda vem
Depois de tantos anos sem ninguém.
Seria o que melhor pudesse ver,
Somente me restando o desprazer,
O mundo se tornando um mal sem fim
Anseios são deveras quais açoites
E cortam minha pele a cada instante
O amor que desejara deslumbrante
Se traduz em terríveis, frias noites
Mergulho no silêncio e nada ouvindo
Somente o vento bate na janela
E assim a solidão já se revela
E o medo de viver se torna infindo.
O vento é o companheiro que inda vem
Depois de tantos anos sem ninguém.
00717
Apenas se eu mirar o meu passado
Consigo vislumbrar alguma luz,
E nela teu reflexo não reluz,
O sonho a tanto tempo anunciado
Jamais resistiria ao medo imenso
Da solitária noite que adivinho,
Na falta de ternura e de carinho
No amor que já se foi agora eu penso
E tudo se transforma em dor e pranto,
Tristeza dominando o dia a dia,
A dor se renovando, e esta agonia,
Servindo de mortalha, frio manto.
Quem dera reviver o meu jardim
E ter tua alegria junto a mim,
Consigo vislumbrar alguma luz,
E nela teu reflexo não reluz,
O sonho a tanto tempo anunciado
Jamais resistiria ao medo imenso
Da solitária noite que adivinho,
Na falta de ternura e de carinho
No amor que já se foi agora eu penso
E tudo se transforma em dor e pranto,
Tristeza dominando o dia a dia,
A dor se renovando, e esta agonia,
Servindo de mortalha, frio manto.
Quem dera reviver o meu jardim
E ter tua alegria junto a mim,
00716
Sem ter amor que ainda me conforte
Vagando pelas noites: solidão
Ainda que procure a direção
O barco já se fez sem rumo ou norte,
E quando me pergunto onde tu andas
Estrelas e cometas, nada vejo.
Somente alguma imagem, num lampejo
De luas enfeitando estas varandas.
Medonhas madrugadas, dias frios,
Saudade dominando o pensamento
Olhando para o enorme firmamento,
Os olhos sem ninguém morrem vazios.
E aonde te encontrar; meu bem amado,
Apenas se eu mirar o meu passado...
Vagando pelas noites: solidão
Ainda que procure a direção
O barco já se fez sem rumo ou norte,
E quando me pergunto onde tu andas
Estrelas e cometas, nada vejo.
Somente alguma imagem, num lampejo
De luas enfeitando estas varandas.
Medonhas madrugadas, dias frios,
Saudade dominando o pensamento
Olhando para o enorme firmamento,
Os olhos sem ninguém morrem vazios.
E aonde te encontrar; meu bem amado,
Apenas se eu mirar o meu passado...
00715
Sabendo que esta dor, vaga, perdura
Já não conseguirei outro caminho
E quando em ilusões teimosa, aninho
É como se buscasse inútil cura.
Escrava da emoção, a liberdade
Ausente da senzala feita em vida,
E quanto mais se teima, mais se acida
E o medo tão somente inda me invade.
Estando solitária e nada vendo
Senão este vazio que eterniza,
Buscando em tempestades pela brisa,
Felicidade nunca é dividendo
Pra quem se fez em dívida co’a sorte,
Sem ter amor que ainda me conforte...
Já não conseguirei outro caminho
E quando em ilusões teimosa, aninho
É como se buscasse inútil cura.
Escrava da emoção, a liberdade
Ausente da senzala feita em vida,
E quanto mais se teima, mais se acida
E o medo tão somente inda me invade.
Estando solitária e nada vendo
Senão este vazio que eterniza,
Buscando em tempestades pela brisa,
Felicidade nunca é dividendo
Pra quem se fez em dívida co’a sorte,
Sem ter amor que ainda me conforte...
00714
Porém tanto procuro e nada vejo
E sei que talvez haja um novo alguém,
E enquanto o amor maior inda não vem
Dos sonhos tão somente algum lampejo.
Vivesse a maravilha de poder
Ter sob o olhar o brilho fascinante
Então eu poderia num instante
No amor maior em vida mesmo crer...
Sabendo ser apenas ilusão
Vencida após batalhas que travei,
Sozinha não procuro reino e rei,
As horas mais benditas não virão.
E quando me entranhasse em noite escura,
Sabendo que esta dor, vaga, perdura...
E sei que talvez haja um novo alguém,
E enquanto o amor maior inda não vem
Dos sonhos tão somente algum lampejo.
Vivesse a maravilha de poder
Ter sob o olhar o brilho fascinante
Então eu poderia num instante
No amor maior em vida mesmo crer...
Sabendo ser apenas ilusão
Vencida após batalhas que travei,
Sozinha não procuro reino e rei,
As horas mais benditas não virão.
E quando me entranhasse em noite escura,
Sabendo que esta dor, vaga, perdura...
00713
Quem tanto espera, eu sei, nunca descanse,
Mas teima e tenta ver a claridade,
E mesmo quando a treva adentra e invade
Do Amor pretendo ter algum relance.
E nada se apresenta e me atormento,
A insânia vai tomando minha mente,
O amor que tanto quis forte e envolvente
Já não me abandonando o pensamento
Domina cada fato, a cada dia
E não me deixa mais pensar em nada,
Viver eternamente apaixonada?
Procuro alguma carta de alforria
E nela a liberdade que desejo,
Porém tanto procuro e nada vejo...
Mas teima e tenta ver a claridade,
E mesmo quando a treva adentra e invade
Do Amor pretendo ter algum relance.
E nada se apresenta e me atormento,
A insânia vai tomando minha mente,
O amor que tanto quis forte e envolvente
Já não me abandonando o pensamento
Domina cada fato, a cada dia
E não me deixa mais pensar em nada,
Viver eternamente apaixonada?
Procuro alguma carta de alforria
E nela a liberdade que desejo,
Porém tanto procuro e nada vejo...
00712
A vida se repete temerária
E nada do que quis ainda trago,
Viver sem teu carinho, sem afago
É como ser na vida uma alimária.
Os sonhos não consigo mais vivê-los
Realidade aos poucos me consome,
Na noite a solidão, terrível fome
Transborda nos terríveis pesadelos
E vendo que amanhece e é tudo igual,
Repete-se esta vida rotineira,
O amor que imaginara já se esgueira
E a seca vai tomando o meu quintal,
Pudesse ter ao menos uma chance...
Quem tanto espera, eu sei, nunca descanse...
E nada do que quis ainda trago,
Viver sem teu carinho, sem afago
É como ser na vida uma alimária.
Os sonhos não consigo mais vivê-los
Realidade aos poucos me consome,
Na noite a solidão, terrível fome
Transborda nos terríveis pesadelos
E vendo que amanhece e é tudo igual,
Repete-se esta vida rotineira,
O amor que imaginara já se esgueira
E a seca vai tomando o meu quintal,
Pudesse ter ao menos uma chance...
Quem tanto espera, eu sei, nunca descanse...
00711
Bem mais do que a verdade propicia
O mundo se propõe num desafeto,
Não tendo mais sequer algo concreto
Restando tão somente a fantasia,
Navego por um mar desconhecido
Buscando o marinheiro que partiu
Num sonho tão cruel, amargo e viu,
E nunca mais voltou. Aborrecido?
Não sei e nem pretendo solução,
Apenas quero ter felicidade,
E rompo do passado a velha grade
Procuro novos dias que virão...
Mas quando adormecendo solitária,
A vida se repete. Temerária...
O mundo se propõe num desafeto,
Não tendo mais sequer algo concreto
Restando tão somente a fantasia,
Navego por um mar desconhecido
Buscando o marinheiro que partiu
Num sonho tão cruel, amargo e viu,
E nunca mais voltou. Aborrecido?
Não sei e nem pretendo solução,
Apenas quero ter felicidade,
E rompo do passado a velha grade
Procuro novos dias que virão...
Mas quando adormecendo solitária,
A vida se repete. Temerária...
00710
O amor, meu derradeiro e mais sincero
Jogada pelas ruas, abandono,
E quando me percebo em tom profano,
Nos braços de outro alguém me desespero.
Vencer os meus anseios e poder
Seguir tranquilamente a minha vida.
Depois de uma esperança já perdida,
Não posso e nem pretendo mais saber
Do amor que dominando me escraviza
E tanto me seduz, mas me maltrata,
Não faço do meu verso uma bravata,
Tampouco necessito desta brisa,
Apenas quero ser feliz um dia,
Bem mais do que a verdade propicia...
Jogada pelas ruas, abandono,
E quando me percebo em tom profano,
Nos braços de outro alguém me desespero.
Vencer os meus anseios e poder
Seguir tranquilamente a minha vida.
Depois de uma esperança já perdida,
Não posso e nem pretendo mais saber
Do amor que dominando me escraviza
E tanto me seduz, mas me maltrata,
Não faço do meu verso uma bravata,
Tampouco necessito desta brisa,
Apenas quero ser feliz um dia,
Bem mais do que a verdade propicia...
00709
Pensou num louco amor, superno e infindo
Até chegar à dura realidade
Por mais que a fantasia ainda brade,
Verdade pouco a pouco já deslindo
E vejo que talvez pudesse ainda
Viver algum momento de ventura,
Mas quando vejo inútil tal procura
Uma esperança aos poucos sei que finda.
E beijo o teu retrato amarelado,
Amado que se foi e não voltou,
Levando a melhor parte só deixou
Um rosto pelo tempo amargurado,
Um dia há de voltar quem tanto espero,
O amor, meu derradeiro e mais sincero...
Até chegar à dura realidade
Por mais que a fantasia ainda brade,
Verdade pouco a pouco já deslindo
E vejo que talvez pudesse ainda
Viver algum momento de ventura,
Mas quando vejo inútil tal procura
Uma esperança aos poucos sei que finda.
E beijo o teu retrato amarelado,
Amado que se foi e não voltou,
Levando a melhor parte só deixou
Um rosto pelo tempo amargurado,
Um dia há de voltar quem tanto espero,
O amor, meu derradeiro e mais sincero...
00708
Diverso do que uma alma tola, ceva
O mundo se propôs em aridez
Enquanto a fantasia se desfez
A sorte que buscara ser longeva
Agora se esvaindo pouco a pouco,
E amante da ilusão nada me resta,
Viver se traduzindo em voz funesta,
Sem ter sequer encanto me treslouco
E vago, solitária em noite imensa,
Tentando ser feliz. Oh! Quem me dera,
Amortalhada enfim, a primavera
Nem mesmo a fantasia recompensa
Quem tanto se entregou e nada vindo
Pensou num louco amor, superno e infindo...
O mundo se propôs em aridez
Enquanto a fantasia se desfez
A sorte que buscara ser longeva
Agora se esvaindo pouco a pouco,
E amante da ilusão nada me resta,
Viver se traduzindo em voz funesta,
Sem ter sequer encanto me treslouco
E vago, solitária em noite imensa,
Tentando ser feliz. Oh! Quem me dera,
Amortalhada enfim, a primavera
Nem mesmo a fantasia recompensa
Quem tanto se entregou e nada vindo
Pensou num louco amor, superno e infindo...
00707
Voltando para a triste e vã rotina
Apenas o cansaço me entretém
Quisera nesta vida ter alguém,
Somente a solidão inda domina
E muda a direção da minha vida,
Transforma toda luz, escuridão.
E sei que na verdade não virão
Momentos onde a sorte é decidida.
Saber do nada ter e prosseguir,
Buscando algum momento pelo menos
Alçando tão somente tais venenos,
Aonde se buscava um elixir.
Eu vejo este futuro em frio e treva,
Diverso do que uma alma tola, ceva...
Apenas o cansaço me entretém
Quisera nesta vida ter alguém,
Somente a solidão inda domina
E muda a direção da minha vida,
Transforma toda luz, escuridão.
E sei que na verdade não virão
Momentos onde a sorte é decidida.
Saber do nada ter e prosseguir,
Buscando algum momento pelo menos
Alçando tão somente tais venenos,
Aonde se buscava um elixir.
Eu vejo este futuro em frio e treva,
Diverso do que uma alma tola, ceva...
00706
Realidade chega e contradiz.
Não deixa sobrar pedra sobre pedra
O coração deveras já se medra
Enquanto sou decerto uma infeliz.
Vestindo esta ilusão que não me cabe
No olhar lacrimejada negação,
E o tempo sonegando outro verão,
Aguardo que este sonho em vão desabe
E todo o meu caminho outrora belo,
Espinhos, pedregulhos são constantes,
Momentos de prazer tão deslumbrantes
Apenas nos meus sonhos eu revelo,
E quando acordo, nada me fascina,
Voltando para a triste e vã rotina...
Não deixa sobrar pedra sobre pedra
O coração deveras já se medra
Enquanto sou decerto uma infeliz.
Vestindo esta ilusão que não me cabe
No olhar lacrimejada negação,
E o tempo sonegando outro verão,
Aguardo que este sonho em vão desabe
E todo o meu caminho outrora belo,
Espinhos, pedregulhos são constantes,
Momentos de prazer tão deslumbrantes
Apenas nos meus sonhos eu revelo,
E quando acordo, nada me fascina,
Voltando para a triste e vã rotina...
00705
Se a estrela que me guia se escondeu
Depois de tantos anos sem ninguém
Somente a fantasia ainda vem
E nela tão somente imenso breu.
Vasculho dentro em mim e nem sinais
Dos dias que pensara poder ter
E sem saber sequer o que é viver
Os dias transcorrendo sempre iguais.
Vencida sem batalhas simplesmente
Morrendo sem saber felicidade
No olhar toda a tristeza que degrade
A vida a cada passo mais me mente.
E o gosto de um momento mais feliz,
Realidade chega e contradiz...
Depois de tantos anos sem ninguém
Somente a fantasia ainda vem
E nela tão somente imenso breu.
Vasculho dentro em mim e nem sinais
Dos dias que pensara poder ter
E sem saber sequer o que é viver
Os dias transcorrendo sempre iguais.
Vencida sem batalhas simplesmente
Morrendo sem saber felicidade
No olhar toda a tristeza que degrade
A vida a cada passo mais me mente.
E o gosto de um momento mais feliz,
Realidade chega e contradiz...
00704
Pudesse ser a noiva dos teus sonhos
E ter tua alegria junto a mim,
O tempo não traduz nem traz assim
Momentos que desejo mais risonhos.
Vivesse novamente em luzes tantas
Durante as minhas idas por aí
E tudo que deveras conheci
Jamais demonstraria quanto encantas
E sei que não podendo ter nas mãos
A sublime ventura de assim ser
Buscando a qualquer custo algum prazer
A vida repetindo velhos nãos.
Aonde te encontrar, querido meu
Se a estrela que me guia se escondeu?
E ter tua alegria junto a mim,
O tempo não traduz nem traz assim
Momentos que desejo mais risonhos.
Vivesse novamente em luzes tantas
Durante as minhas idas por aí
E tudo que deveras conheci
Jamais demonstraria quanto encantas
E sei que não podendo ter nas mãos
A sublime ventura de assim ser
Buscando a qualquer custo algum prazer
A vida repetindo velhos nãos.
Aonde te encontrar, querido meu
Se a estrela que me guia se escondeu?
segunda-feira, 8 de março de 2010
00703
Encontro nos teus braços meu alento
E vivo tão somente por saber
O quão maravilhoso é poder ter
Presença mais constante e assim eu tento
Seguir com precisão meu sentimento
E nele me entregar sem mais perder
O rumo, nem tampouco padecer
Das dores pelas quais eu me atormento.
Na visceral beleza feita em sonho,
Agora tanto brilho em ti componho
E vendo o meu futuro mais tranqüilo,
No amor que tanto busco e já me entrego,
Por mais que o caminhar fosse tão cego,
Perfeita poesia em ti destilo...
E vivo tão somente por saber
O quão maravilhoso é poder ter
Presença mais constante e assim eu tento
Seguir com precisão meu sentimento
E nele me entregar sem mais perder
O rumo, nem tampouco padecer
Das dores pelas quais eu me atormento.
Na visceral beleza feita em sonho,
Agora tanto brilho em ti componho
E vendo o meu futuro mais tranqüilo,
No amor que tanto busco e já me entrego,
Por mais que o caminhar fosse tão cego,
Perfeita poesia em ti destilo...
00702
Aonde se irradia imenso sol
Tomando já de assalto esta amplidão
Chamando com certeza uma atenção
Domina tudo em volta, no arrebol.
E quando se percebe tal beleza
Superna maravilha que fascina
O olhar atento sabe e determina
Caminho para o etéreo, com destreza.
E assim ao se notar tão forte luz
Dourando sobre todos traça em brilho
A senda para a qual, deveras trilho
E a um mundo bem diverso nos conduz,
Num espetacular, raro momento,
Em mágica expressão: conhecimento!
Tomando já de assalto esta amplidão
Chamando com certeza uma atenção
Domina tudo em volta, no arrebol.
E quando se percebe tal beleza
Superna maravilha que fascina
O olhar atento sabe e determina
Caminho para o etéreo, com destreza.
E assim ao se notar tão forte luz
Dourando sobre todos traça em brilho
A senda para a qual, deveras trilho
E a um mundo bem diverso nos conduz,
Num espetacular, raro momento,
Em mágica expressão: conhecimento!
00701
Um corvo observando toda a cena
Enquanto um cão descansa, adormecido
A mente abrindo a porta ao já sabido
Futuro se prepara em mão serena...
E voa-se liberta pelos ares
Uma ave se entregando ao horizonte
Alvorecendo em luz que ainda aponte
Clarividência expressa-se em olhares
Prepara-se o amanhã e neste quadro
Percebo o refazer eterno e ágil,
Embora este porvir pareça frágil
É nele que em poemas eu me enquadro.
Num ciclo feito em vida, morte e vida,
Uma esperança agora amanhecida...
Enquanto um cão descansa, adormecido
A mente abrindo a porta ao já sabido
Futuro se prepara em mão serena...
E voa-se liberta pelos ares
Uma ave se entregando ao horizonte
Alvorecendo em luz que ainda aponte
Clarividência expressa-se em olhares
Prepara-se o amanhã e neste quadro
Percebo o refazer eterno e ágil,
Embora este porvir pareça frágil
É nele que em poemas eu me enquadro.
Num ciclo feito em vida, morte e vida,
Uma esperança agora amanhecida...
00700
Resisto aos teus chamados? Nunca! Quero
Viver sem ter pudores cada noite
Por mais que a solidão ainda acoite
Eu tenho em ti desejo mais sincero.
E bebo deste néctar que me dás
Se sou a flor tu és meu colibri,
Contigo meu amado eu descobri
O amor todinho feito em plena paz,
E audaciosamente quero mais
E nada me sacia, pois percebo
O gozo insuperável e te recebo
Com toda a maravilha em vendavais
Ditosos que me deixa enlouquecida,
Mudando a direção da minha vida...
Viver sem ter pudores cada noite
Por mais que a solidão ainda acoite
Eu tenho em ti desejo mais sincero.
E bebo deste néctar que me dás
Se sou a flor tu és meu colibri,
Contigo meu amado eu descobri
O amor todinho feito em plena paz,
E audaciosamente quero mais
E nada me sacia, pois percebo
O gozo insuperável e te recebo
Com toda a maravilha em vendavais
Ditosos que me deixa enlouquecida,
Mudando a direção da minha vida...
00699
Acendes o cigarro após o fato
Ter sido consumado em teu prazer
Em nada na verdade posso crer
Já que seco ficou o meu regato,
O amor quando se torna um desacato
Na vilania enorme passo a ver
O mundo transcorrendo sem viver
Realidade mata e esgota o prato.
Sem ter a refeição, sem sobremesa,
Aonde se pudesse com destreza
Apenas machucada e nada mais.
Assim adormecido do meu lado,
O sapo neste rei já disfarçado
Sonhando sonhos tolos e boçais...
Ter sido consumado em teu prazer
Em nada na verdade posso crer
Já que seco ficou o meu regato,
O amor quando se torna um desacato
Na vilania enorme passo a ver
O mundo transcorrendo sem viver
Realidade mata e esgota o prato.
Sem ter a refeição, sem sobremesa,
Aonde se pudesse com destreza
Apenas machucada e nada mais.
Assim adormecido do meu lado,
O sapo neste rei já disfarçado
Sonhando sonhos tolos e boçais...
00698
Ansiosamente tenho dentro em mim
Espelhos que traduzem minha face
Por mais que a realidade ainda embace
Eu sinto estou chegando a um triste fim.
Invés de solitária, solidária
É tudo o que eu queria, mas não posso,
E quando com sorrisos eu adoço
A vida por ser vaga e temerária
Não deixo de pensar um só momento
No quanto a solidão se faz cruel,
Destilo cada gota deste fel
E nele sem prazeres me atormento.
Vencida pela angústia do não ser
Daria tudo, tudo, por prazer...
Espelhos que traduzem minha face
Por mais que a realidade ainda embace
Eu sinto estou chegando a um triste fim.
Invés de solitária, solidária
É tudo o que eu queria, mas não posso,
E quando com sorrisos eu adoço
A vida por ser vaga e temerária
Não deixo de pensar um só momento
No quanto a solidão se faz cruel,
Destilo cada gota deste fel
E nele sem prazeres me atormento.
Vencida pela angústia do não ser
Daria tudo, tudo, por prazer...
00697
Não deixe que esta sorte se esvaeça
O tempo não tem tempo e já corre,
Sem ter sequer a luz que nos socorre
Mergulho sem defesas, de cabeça.
E tento disfarçar o amor que sinto,
Não quero ser a presa preferida,
Apenas nos teus braços minha vida
Bem mais do que talvez um mero instinto
Viver amores fartos, quem me dera!
E sendo a companheira que te siga,
Bem mais do que uma amante, ser amiga,
Eternizando em ti a primavera.
E longo dos terríveis burburinhos
Vivermos com prazer em nossos ninhos...
O tempo não tem tempo e já corre,
Sem ter sequer a luz que nos socorre
Mergulho sem defesas, de cabeça.
E tento disfarçar o amor que sinto,
Não quero ser a presa preferida,
Apenas nos teus braços minha vida
Bem mais do que talvez um mero instinto
Viver amores fartos, quem me dera!
E sendo a companheira que te siga,
Bem mais do que uma amante, ser amiga,
Eternizando em ti a primavera.
E longo dos terríveis burburinhos
Vivermos com prazer em nossos ninhos...
00696
As horas não repetem mesma história
Tampouco se reconta o que vivemos,
Além do que deveras padecemos,
A sorte se mostrara merencória...
Vencida uma intempérie sigo em frente
E assim jamais ninguém me calaria,
Ao menos tendo aqui a poesia
E nela transcrevendo o que se sente,
A fêmea é caprichosa, disso eu sei,
Mas tanto quanto amor não tenho mais
Sentido alguma ausência, pois teu cais
Já vive há tanto tempo noutra grei,
E sendo solitária, mesmo assim,
Não quero ser a flor do teu jardim!
Tampouco se reconta o que vivemos,
Além do que deveras padecemos,
A sorte se mostrara merencória...
Vencida uma intempérie sigo em frente
E assim jamais ninguém me calaria,
Ao menos tendo aqui a poesia
E nela transcrevendo o que se sente,
A fêmea é caprichosa, disso eu sei,
Mas tanto quanto amor não tenho mais
Sentido alguma ausência, pois teu cais
Já vive há tanto tempo noutra grei,
E sendo solitária, mesmo assim,
Não quero ser a flor do teu jardim!
00695
Jamais teria tido algum problema
Se fosses meu amigo além de amado,
O tempo muitas vezes revoltado
Mudando a direção, em outro emblema
Esqueço vez em quando do dilema
E tendo outro caminho desvendado,
Ainda que se faça em tolo enfado,
Minha alma na tua alma já se algema.
E o gosto do viver insuperável,
Aonde se tornando tão amável
O mundo não permite dor nem treva
Quem ama sabe bem e reconhece,
Além de qualquer medo, reza ou prece
Se colhe na verdade o que se ceva...
Se fosses meu amigo além de amado,
O tempo muitas vezes revoltado
Mudando a direção, em outro emblema
Esqueço vez em quando do dilema
E tendo outro caminho desvendado,
Ainda que se faça em tolo enfado,
Minha alma na tua alma já se algema.
E o gosto do viver insuperável,
Aonde se tornando tão amável
O mundo não permite dor nem treva
Quem ama sabe bem e reconhece,
Além de qualquer medo, reza ou prece
Se colhe na verdade o que se ceva...
00694
Receba este carinho feito em verso
E saiba quanto quero o teu querer,
Um dia após tormentas pude ver
Nos olhos de quem quero um universo
Prossigo neste sonho tão diverso
E traço deste traço o meu viver,
Angústias? É melhor tudo esquecer
O coração no sonho agora imerso.
E bêbada dos sonhos, me deleito
E quando estou desnuda no teu leito
Adivinhando assim tuas vontades,
Também deliras tanto quando enfim,
Inundação tomando este jardim...
E saiba quanto quero o teu querer,
Um dia após tormentas pude ver
Nos olhos de quem quero um universo
Prossigo neste sonho tão diverso
E traço deste traço o meu viver,
Angústias? É melhor tudo esquecer
O coração no sonho agora imerso.
E bêbada dos sonhos, me deleito
E quando estou desnuda no teu leito
Adivinhando assim tuas vontades,
Também deliras tanto quando enfim,
Inundação tomando este jardim...
00693
Não deixe pra depois e venha logo
Que tudo não se faz por se fazer,
É necessário sempre o bem querer
E nele meus anseios não revogo,
O beijo delicado e mais profano,
O riso que convida esta alegria
A boca que deveras me mordia,
O gozo em minha pele, quase insano.
E tudo se passando entre nós dois,
Augustas fantasias são reais,
E quero cada vez, desejo mais,
Não deixarei mais nada pra depois
Vencer os meus pudores e ser tua,
Deitando nos teus braços, toda nua....
Que tudo não se faz por se fazer,
É necessário sempre o bem querer
E nele meus anseios não revogo,
O beijo delicado e mais profano,
O riso que convida esta alegria
A boca que deveras me mordia,
O gozo em minha pele, quase insano.
E tudo se passando entre nós dois,
Augustas fantasias são reais,
E quero cada vez, desejo mais,
Não deixarei mais nada pra depois
Vencer os meus pudores e ser tua,
Deitando nos teus braços, toda nua....
00692
Escuto a voz do vento me chamando
E nela adivinhando o teu recado,
Querido eternamente bem amado
O mundo se mostrasse agora brando
E tendo a poesia como herança
Depois de tantas dores coletadas
Vivendo com frescor tais alvoradas
Aonde o coração deseja e lança
Enredos transformando o dia a dia
E nesta maravilha perceber
Beleza sem igual e ter prazer,
Conforme há tanto tempo mais queria,
E sendo a tua amante dedicada,
Vivendo um mundo assim, como o de fada..
E nela adivinhando o teu recado,
Querido eternamente bem amado
O mundo se mostrasse agora brando
E tendo a poesia como herança
Depois de tantas dores coletadas
Vivendo com frescor tais alvoradas
Aonde o coração deseja e lança
Enredos transformando o dia a dia
E nesta maravilha perceber
Beleza sem igual e ter prazer,
Conforme há tanto tempo mais queria,
E sendo a tua amante dedicada,
Vivendo um mundo assim, como o de fada..
00691
Não deixo de pensar em quem se fez
Fantástico caminho aonde eu vejo
A sombra tão ditosa de um desejo
E nele perco a minha sensatez.
Mulher que tanto quis e nada tendo
Depois de certo tempo vai sozinha
E quando uma alma chega e se avizinha
Promessa de um momento que, estupendo
Permita navegar em águas mansas
Alheia aos mais terríveis temporais,
O amor quando se dá nunca é demais
E nele a plenitude tu alcanças.
Ser tua companheira, meu amado,
É ter o meu desejo saciado...
Fantástico caminho aonde eu vejo
A sombra tão ditosa de um desejo
E nele perco a minha sensatez.
Mulher que tanto quis e nada tendo
Depois de certo tempo vai sozinha
E quando uma alma chega e se avizinha
Promessa de um momento que, estupendo
Permita navegar em águas mansas
Alheia aos mais terríveis temporais,
O amor quando se dá nunca é demais
E nele a plenitude tu alcanças.
Ser tua companheira, meu amado,
É ter o meu desejo saciado...
00690
Amor não deixa mais qualquer detalhe
E dele já perdi rumo e novelo,
E quando a noite vem em pesadelo
A faca penetrando em frio entalhe,
Por mais que a sonhadora ainda falhe,
Tratando o seu amado com tal zelo
Pensando no momento de revê-lo,
Enquanto noutro cais seu barco encalhe.
Vasculho nas gavetas da memória,
E o resto do que fomos, vida inglória
Amordaçando enfim a minha voz,
E sinto quão divina poderia
A vida do teu lado, que alegria!
Mas resta tão somente a dor feroz...
E dele já perdi rumo e novelo,
E quando a noite vem em pesadelo
A faca penetrando em frio entalhe,
Por mais que a sonhadora ainda falhe,
Tratando o seu amado com tal zelo
Pensando no momento de revê-lo,
Enquanto noutro cais seu barco encalhe.
Vasculho nas gavetas da memória,
E o resto do que fomos, vida inglória
Amordaçando enfim a minha voz,
E sinto quão divina poderia
A vida do teu lado, que alegria!
Mas resta tão somente a dor feroz...
00689
O quanto amor se fez somente em despedida
Afeta a sonhadora em busca do passado
Aonde muita vez um templo abandonado
Ditara sem perdão amarga e triste vida...
O quanto me abandono e vivo sem guarida,
Depois da tempestade, o tempo anunciado
Não traz uma bonança, apenas este enfado
E dele nada vindo, imagem destruída...
Quisera ter no olhar um brilho incandescente
O amor que não sacia é como estar doente
E não ter solução, tampouco cirurgia.
Morrendo sem ninguém, ausência me domina,
Aonde se escondeu de mim esta menina
Que agora envelhecida o sol já não veria...
Afeta a sonhadora em busca do passado
Aonde muita vez um templo abandonado
Ditara sem perdão amarga e triste vida...
O quanto me abandono e vivo sem guarida,
Depois da tempestade, o tempo anunciado
Não traz uma bonança, apenas este enfado
E dele nada vindo, imagem destruída...
Quisera ter no olhar um brilho incandescente
O amor que não sacia é como estar doente
E não ter solução, tampouco cirurgia.
Morrendo sem ninguém, ausência me domina,
Aonde se escondeu de mim esta menina
Que agora envelhecida o sol já não veria...
00688
Eu tanto te queria amado que perdi
Na noite enluarada em plena serenata
O amor que nos tocou e tanto me arrebata
Percebo delicada, agora imenso em ti.
E o gosto do prazer que tanto concebi
Ao ver o teu olhar, uma alma sempre grata
Mergulha sem temer e o sonho me arrebata
Vivendo o Paraíso, imenso desde aqui.
Não posso mais calar e tento descobrir
Do amor o seu encanto, um bálsamo, o elixir
E quando estás ausente; amado, o que fazer?
A vida sem sentido, o mundo sem ninguém
Somente a solidão, cruel, invade e vem,
Tomando o quarto inteiro, o medo de viver.
Na noite enluarada em plena serenata
O amor que nos tocou e tanto me arrebata
Percebo delicada, agora imenso em ti.
E o gosto do prazer que tanto concebi
Ao ver o teu olhar, uma alma sempre grata
Mergulha sem temer e o sonho me arrebata
Vivendo o Paraíso, imenso desde aqui.
Não posso mais calar e tento descobrir
Do amor o seu encanto, um bálsamo, o elixir
E quando estás ausente; amado, o que fazer?
A vida sem sentido, o mundo sem ninguém
Somente a solidão, cruel, invade e vem,
Tomando o quarto inteiro, o medo de viver.
00687
Tu tanto me matando, desvaira
E quando me seduz em plenitude,
Não tendo mais sequer outra atitude
Meu corpo sobre o teu em luz se atira.
E sabes desenhar com claridade
Ternuras entre beijos mais vorazes,
Se edênicos caminhos tu me trazes
Prazer ilimitado cedo brade,
Luxuriosamente sou mulher
Que tanto te deseja e não descansa
Mantendo sempre acesa uma esperança
De um dia poder tudo o que quiser.
E assim navegaremos infinitos
Unidos com firmeza dos granitos...
E quando me seduz em plenitude,
Não tendo mais sequer outra atitude
Meu corpo sobre o teu em luz se atira.
E sabes desenhar com claridade
Ternuras entre beijos mais vorazes,
Se edênicos caminhos tu me trazes
Prazer ilimitado cedo brade,
Luxuriosamente sou mulher
Que tanto te deseja e não descansa
Mantendo sempre acesa uma esperança
De um dia poder tudo o que quiser.
E assim navegaremos infinitos
Unidos com firmeza dos granitos...
00686
Amores sem limites nem juízo
Acórdãos entre corpos que se buscam,
Nem mesmo nuvens tantas nos ofuscam
Se encontro junto a ti o que preciso.
Amante delicado e caprichoso
Volúpias nos dominam, vou inteira
Alçando mesmo em solo a cordilheira
Expressa com vigor a cada gozo.
Desnuda junto a ti entregue à lua
Que prateando a cama me fascina,
Voltando num momento a ser menina
Que perto do seu príncipe flutua
Intensas maravilhas percebidas
Unindo com ternuras nossas vidas...
Acórdãos entre corpos que se buscam,
Nem mesmo nuvens tantas nos ofuscam
Se encontro junto a ti o que preciso.
Amante delicado e caprichoso
Volúpias nos dominam, vou inteira
Alçando mesmo em solo a cordilheira
Expressa com vigor a cada gozo.
Desnuda junto a ti entregue à lua
Que prateando a cama me fascina,
Voltando num momento a ser menina
Que perto do seu príncipe flutua
Intensas maravilhas percebidas
Unindo com ternuras nossas vidas...
00685
Amor em paz é tudo o que mais quero
Sabendo ser difícil caminhar
Lutando contra o vento, devagar,
Num passo que se mostre tão austero,
O quanto é necessário ser sincero
E nisto ter o brilho em cada olhar
Não deixe meu amor de mergulhar
Nas ânsias de um prazer que tanto espero.
Vencer as armadilhas de um amor
E ter após o inverno a bela flor
Trazendo a primavera, finalmente.
E quando nos teus braços sou feliz,
Vivendo tudo aquilo que mais quis,
Imenso Paraíso se pressente...
Sabendo ser difícil caminhar
Lutando contra o vento, devagar,
Num passo que se mostre tão austero,
O quanto é necessário ser sincero
E nisto ter o brilho em cada olhar
Não deixe meu amor de mergulhar
Nas ânsias de um prazer que tanto espero.
Vencer as armadilhas de um amor
E ter após o inverno a bela flor
Trazendo a primavera, finalmente.
E quando nos teus braços sou feliz,
Vivendo tudo aquilo que mais quis,
Imenso Paraíso se pressente...
00684
Encontro em ti razão para viver
E desta maravilha desvendada
Percebo tão fantástica alvorada
E nela todo um raro amanhecer
O amor ao se esculpir em tal prazer
Não deixa para trás mais quase nada,
E sabe quando uma alma enamorada
Não tem sequer mais como defender
E assim a fortaleza se faz frágil
Carinho sendo firme, mas tão ágil
Encharca-me em loucuras e vontades,
Só peço é que não deixes nunca mais
Depois de tantos dias sempre iguais,
Morrer as fabulosas claridades.
E desta maravilha desvendada
Percebo tão fantástica alvorada
E nela todo um raro amanhecer
O amor ao se esculpir em tal prazer
Não deixa para trás mais quase nada,
E sabe quando uma alma enamorada
Não tem sequer mais como defender
E assim a fortaleza se faz frágil
Carinho sendo firme, mas tão ágil
Encharca-me em loucuras e vontades,
Só peço é que não deixes nunca mais
Depois de tantos dias sempre iguais,
Morrer as fabulosas claridades.
00683
Querendo muito mais do que eu mereço
Sabia que não tinha solução,
O barco se perdeu sem direção
A carta não guardou meu endereço.
Apenas sofrimento e nada mais,
Os dias repetidos, rotineiros
Inútil ter cevado tais canteiros,
As flores que brotarão, tão banais...
E o beijo prometido nunca veio,
Tampouco esta vontade saciada
Resulta no final no mesmo nada,
Há tanto sem carinho em devaneio
Vestígios de uma antiga sonhadora
Que há tanto sem destino já se fora...
Sabia que não tinha solução,
O barco se perdeu sem direção
A carta não guardou meu endereço.
Apenas sofrimento e nada mais,
Os dias repetidos, rotineiros
Inútil ter cevado tais canteiros,
As flores que brotarão, tão banais...
E o beijo prometido nunca veio,
Tampouco esta vontade saciada
Resulta no final no mesmo nada,
Há tanto sem carinho em devaneio
Vestígios de uma antiga sonhadora
Que há tanto sem destino já se fora...
00682
São tantas as mentiras que um amor
Inventa pra poder sobreviver,
Depois de muito tempo em desprazer
Não quero perceber o desamor,
E quando o meu caminho te propor
Bem mais do que o espinho posso crer
Que tudo modifica e no meu ser
Ainda algum resquício de uma flor.
Nas áridas loucuras do passado,
O peso se mostrando acumulado
Jamais eu poderia acreditar
Que algo momento ainda a paz veria
Entregue totalmente à alegoria
Que espalhas feito prego em meu altar...
Inventa pra poder sobreviver,
Depois de muito tempo em desprazer
Não quero perceber o desamor,
E quando o meu caminho te propor
Bem mais do que o espinho posso crer
Que tudo modifica e no meu ser
Ainda algum resquício de uma flor.
Nas áridas loucuras do passado,
O peso se mostrando acumulado
Jamais eu poderia acreditar
Que algo momento ainda a paz veria
Entregue totalmente à alegoria
Que espalhas feito prego em meu altar...
00681
Estava com saudades, meu amado
Depois de tanto tempo enfim eu volto,
As rédeas da ilusão, agora eu solto
E encontro-te deveras ao meu lado.
Antigamente o dia mais comprido,
O tempo se escorrendo devagar,
Vontade de ir embora, mas ficar
O amor jamais se fez substituído
E o corpo ao relembrar um toque teu,
Intenso frenesi, vontades tantas.
E agora que voltaste, ainda encantas
Meu mundo sem teu mundo, feneceu...
E a floração voltando ao meu jardim,
Felicidade ronda: até que enfim!
Depois de tanto tempo enfim eu volto,
As rédeas da ilusão, agora eu solto
E encontro-te deveras ao meu lado.
Antigamente o dia mais comprido,
O tempo se escorrendo devagar,
Vontade de ir embora, mas ficar
O amor jamais se fez substituído
E o corpo ao relembrar um toque teu,
Intenso frenesi, vontades tantas.
E agora que voltaste, ainda encantas
Meu mundo sem teu mundo, feneceu...
E a floração voltando ao meu jardim,
Felicidade ronda: até que enfim!
00680
Seguindo cada rastro que deixaste
Na longa caminhada pela vida,
Uma alma sem defesa e nem guarida
Encontra tão somente em ti uma haste
E mesmo que se mostre em tal contraste
O gozo doce às vezes nos acida,
E quando me defendo numa ermida
Enfrento o cataclismo que geraste
Nas ânsias mais gulosas e vorazes,
Sabendo desde já que é bem capazes
De me levar ao auge desejado
Orgástico caminho, meu amado,
Enquanto me entregando às tais tenazes
Um horizonte belo desvendado...
Na longa caminhada pela vida,
Uma alma sem defesa e nem guarida
Encontra tão somente em ti uma haste
E mesmo que se mostre em tal contraste
O gozo doce às vezes nos acida,
E quando me defendo numa ermida
Enfrento o cataclismo que geraste
Nas ânsias mais gulosas e vorazes,
Sabendo desde já que é bem capazes
De me levar ao auge desejado
Orgástico caminho, meu amado,
Enquanto me entregando às tais tenazes
Um horizonte belo desvendado...
00679
Audaciosamente perco o senso
E entrego as minhas últimas defesas
E sei que com malícias e destrezas
Terei prazer deveras tão imenso
E quando nos teus olhos inda penso,
Entranham-me delírios em belezas
E sabes destruir as fortalezas
Derrota pela qual me recompenso.
Vestida de ilusão não poderia
Viver senão suprema fantasia
De um príncipe real e verdadeiro,
E assim ao renascer a mocidade
Etérea primavera vem e invade,
O amor, como Mercúrio, um mensageiro...
E entrego as minhas últimas defesas
E sei que com malícias e destrezas
Terei prazer deveras tão imenso
E quando nos teus olhos inda penso,
Entranham-me delírios em belezas
E sabes destruir as fortalezas
Derrota pela qual me recompenso.
Vestida de ilusão não poderia
Viver senão suprema fantasia
De um príncipe real e verdadeiro,
E assim ao renascer a mocidade
Etérea primavera vem e invade,
O amor, como Mercúrio, um mensageiro...
00678
Querendo muito mais do que talvez
Este momento feito em tanta glória
Vivendo a cada dia nova história
O amor além de tudo e sem porquês
Adentra muito mais do que tu vês,
Tocando bem mais fundo na memória
Deixando para trás qualquer vanglória,
Não cabe num amor a estupidez...
E beijo tua boca, meu amado,
Delírio há tanto tempo desejado,
Formando um Paraíso em plena Terra.
Amar sem ter limites é saber
Que tenho em minhas mãos todo o poder
Na maga fantasia em que se encerra...
Este momento feito em tanta glória
Vivendo a cada dia nova história
O amor além de tudo e sem porquês
Adentra muito mais do que tu vês,
Tocando bem mais fundo na memória
Deixando para trás qualquer vanglória,
Não cabe num amor a estupidez...
E beijo tua boca, meu amado,
Delírio há tanto tempo desejado,
Formando um Paraíso em plena Terra.
Amar sem ter limites é saber
Que tenho em minhas mãos todo o poder
Na maga fantasia em que se encerra...
00677
Eu agradeço tanto por poder
Ter tido a imensa sorte em minha vida,
Mesmo que a realidade ainda agrida
O sonho vem em forma de prazer
E como posso então não merecer
Sorriso alentador na tensa lida,
Já tendo a minha história construída
Olhando para o novo amanhecer.
Esbarro vez em quando na saudade,
Mas logo ouvindo a voz de uma verdade
Calada me permito ser feliz.
Vivendo tão somente esta loucura
Sorvendo cada gole da ternura
Podendo ser enfim o que bem quis...
Ter tido a imensa sorte em minha vida,
Mesmo que a realidade ainda agrida
O sonho vem em forma de prazer
E como posso então não merecer
Sorriso alentador na tensa lida,
Já tendo a minha história construída
Olhando para o novo amanhecer.
Esbarro vez em quando na saudade,
Mas logo ouvindo a voz de uma verdade
Calada me permito ser feliz.
Vivendo tão somente esta loucura
Sorvendo cada gole da ternura
Podendo ser enfim o que bem quis...
00676
Uma alma transparente e ao mesmo tempo
Audaz enquanto guarda seu segredo,
Às vezes uma pista até concedo,
Mas deixo no caminho o contratempo,
Da impúbere menina à menopausa
Mistérios que jamais desvendarias,
Misturam-se diversas alquimias
Perdendo-se a noção de efeito e causa.
Eu agradeço ao Pai, o Criador
Dizer em alto brado: Sou Mulher!
E venha com certeza o que vier
Entrego-me às loucuras de um amor
Que tanto me escraviza e me fascina,
Magia de poder ser feminina!
Audaz enquanto guarda seu segredo,
Às vezes uma pista até concedo,
Mas deixo no caminho o contratempo,
Da impúbere menina à menopausa
Mistérios que jamais desvendarias,
Misturam-se diversas alquimias
Perdendo-se a noção de efeito e causa.
Eu agradeço ao Pai, o Criador
Dizer em alto brado: Sou Mulher!
E venha com certeza o que vier
Entrego-me às loucuras de um amor
Que tanto me escraviza e me fascina,
Magia de poder ser feminina!
00675
Felicidade é tudo o que deseja
Uma mulher por ti enamorada,
E quando a lua deita na calçada
Esplêndida fantástica e sobeja
Uma alma transparente então se alveja
E busca teu carinho, e sendo amada
Não vê mais qualquer urze nesta estrada
Iluminada fonte em paz poreja
Transpira-se a vontade de poder
Estar o tempo inteiro a me perder
No belo emaranhado feito em pernas,
E assim as nossas noites são divinas,
Amado a cada tempo determinas
Supremas explosões loucas e ternas...
Uma mulher por ti enamorada,
E quando a lua deita na calçada
Esplêndida fantástica e sobeja
Uma alma transparente então se alveja
E busca teu carinho, e sendo amada
Não vê mais qualquer urze nesta estrada
Iluminada fonte em paz poreja
Transpira-se a vontade de poder
Estar o tempo inteiro a me perder
No belo emaranhado feito em pernas,
E assim as nossas noites são divinas,
Amado a cada tempo determinas
Supremas explosões loucas e ternas...
00674
Querendo muito mais que um simples fato
Eu vivo esta ansiedade e nela creio
Bem mais do que decerto um leve anseio,
Nas trilhas deste amor eu me retrato,
O mundo deveria ser mais grato,
Mas quando no teu corpo banqueteio
Não faço nem perguntas nem rodeio,
Bebendo insaciável tal regato.
Farturas que desvendo em tua fonte,
Caminho mais sincero que me aponte
Futuro desejado desde quando
Eu vi o teu olhar e pouco a pouco
Um coração audaz, feroz e louco,
Sem medos foi deveras se entregando...
Eu vivo esta ansiedade e nela creio
Bem mais do que decerto um leve anseio,
Nas trilhas deste amor eu me retrato,
O mundo deveria ser mais grato,
Mas quando no teu corpo banqueteio
Não faço nem perguntas nem rodeio,
Bebendo insaciável tal regato.
Farturas que desvendo em tua fonte,
Caminho mais sincero que me aponte
Futuro desejado desde quando
Eu vi o teu olhar e pouco a pouco
Um coração audaz, feroz e louco,
Sem medos foi deveras se entregando...
00673
Fazendo deste quarto uma trincheira
E nela me entregando sem defesa,
Levada pela forte correnteza
Paixão se demonstrando verdadeira,
A lua se derrama e desce inteira
Tocando com seu brilho em tal grandeza
Que eu sinto-me deveras a princesa
Dos reinos mais fantásticos, a herdeira.
Fazendo-te o valete preferido
E a cada novo gozo, outro gemido,
A gente se espalhando em pleno leito,
E quando do teu lado eu me vejo
Escrava sem limites do desejo
Contigo, meu amado, eu me deleito...
E nela me entregando sem defesa,
Levada pela forte correnteza
Paixão se demonstrando verdadeira,
A lua se derrama e desce inteira
Tocando com seu brilho em tal grandeza
Que eu sinto-me deveras a princesa
Dos reinos mais fantásticos, a herdeira.
Fazendo-te o valete preferido
E a cada novo gozo, outro gemido,
A gente se espalhando em pleno leito,
E quando do teu lado eu me vejo
Escrava sem limites do desejo
Contigo, meu amado, eu me deleito...
00672
Uma bela visão me enfeitiçando
De um homem que desejo tanto ou mais,
E dele, seus sorrisos sensuais
Que tanto me percebo desejando.
Pudesse ver o mundo transformando
E nele seus encantos divinais
Seriam para mim fenomenais
Sem perguntar sequer aonde e quando.
Eu quero ser só tua, disto eu sei
E quando nos teus braços mergulhei
Deixando para trás medos diversos,
Adentro a fantasia em que me dás
Delírio desejado e tão audaz,
E a ti eu me desnudo nestes versos...
De um homem que desejo tanto ou mais,
E dele, seus sorrisos sensuais
Que tanto me percebo desejando.
Pudesse ver o mundo transformando
E nele seus encantos divinais
Seriam para mim fenomenais
Sem perguntar sequer aonde e quando.
Eu quero ser só tua, disto eu sei
E quando nos teus braços mergulhei
Deixando para trás medos diversos,
Adentro a fantasia em que me dás
Delírio desejado e tão audaz,
E a ti eu me desnudo nestes versos...
00658 a 00671
1
A sombra de quem tanto desejei
Vagando pela noite escura e fria
A lua se escondendo não me guia
Distante dos meus sonhos, noutra grei.
E quando solitária eu te encontrei
Uma alma delicada se anuncia
E bebo em tua boca esta alegria
Diversa da que outrora imaginei
E ser tua mulher e companheira
Amante dedicada que se inteira
Nas ânsias de um desejo mais audaz.
Vencendo os meus temores naturais
Eu quero e te desejo muito mais,
Em ti encontrei toda a minha paz!
2
Em ti encontrei toda a minha paz
E assim ao perceber tanta beleza
A vida que se dá com tal leveza
Momento prazeroso cedo traz.
O amor se mostra sempre mais capaz
E vence com ternura e com destreza
De ti, meu caçador, quero ser presa
Delírio sem igual me satisfaz.
Pudesse a cada instante perceber
A imensidão do amor feito em prazer
Jamais eu poderia acreditar
No fim da nossa bela e longa estrada
E estando sem pensar apaixonada
Encontro nos teus braços, meu luar...
3
Encontro nos teus braços, meu luar
E cada raio diz desta saudade
E quando o amor de novo toma e invade
Não me resta senão já mergulhar
Na intensa maravilha céu e mar
Azulejando a vida com vontade
Trazendo a fantasia à realidade
E nela com certeza me entregar.
Jamais reconhecer qualquer limite
E tendo esta ilusão à qual credite
Um tempo que me espera em luzes feito
Não posso me calar e sigo assim
Vagando junto a ti e creio enfim
No sonho em que deveras me deleito.
4
No sonho em que deveras me deleito
Fazendo da esperança o dia a dia
Enquanto uma alma sonha e fantasia
Nas sendas do teu corpo tenho o leito
E vendo o teu sorriso satisfeito,
Vivenciando em paz a poesia
Cenário tão fantástico se cria
E tudo o que quiseres eu aceito,
Ser tua e prosseguir nesta ventura
Que a cada nova fase mais perdura
E vive a eternidade num momento.
Por mais que a vida mostre dissabores
Deitada nos teus braços sedutores
De toda turbulência eu me apascento.
5
De toda turbulência eu me apascento
E encontro a calmaria que buscara
Na noite enluarada plena e clara
Sentindo o teu bafejo como um vento
Macio pelo qual encontro o alento
E a vida bem melhor já se declara.
Ser tua sem pergunta ora me ampara
E deixa no passado o sofrimento.
Andara sobre brasas, pedregulhos
Agora da esperança, seus marulhos
Trazendo para a areia em ondas tantas
Tesouros que descubro junto a ti
E quando te encontrei eu me perdi
Um semideus desnudo; tu me encantas...
6
Um semideus desnudo; tu me encantas
E prometendo o gozo em que completo
O sonho num momento mais dileto
Em meio às tempestades que sei tantas.
E quando nos meus braços te agigantas
Meu prato com certeza o predileto
Num toque tanto audaz quanto indiscreto
Delícias que ofereces; louca, santas.
E o gozo se explodindo insanamente
O mundo se transforma e de repente
Deitamos em superna lassidão
Momentos prazerosos repetidos
Delírios de um amor são repartidos
Anúncios de um eterno e bom verão.
7
Anúncios de um eterno e bom verão
Encontro nos teus braços, meu amado,
A vida dando assim o seu recado
Momentos maviosos mostrarão
O rumo necessário, a direção
E nela com certeza um belo prado
Há tanto por quem sonha desejado,
Entranha-me com força a sedução.
A fêmea desejosa enfim se aflora
E sabe sem perguntas melhor hora
De ter a solução de cada anseio,
E vejo-me desnuda sob a lua
Fantástica viagem continua
Enquanto o teu divino ser rodeio.
8
Enquanto o teu divino ser rodeio
E faço dos meus sonhos, talismã
E nele mesmo quando a noite é vã
Desejos delicados tomam seio
Em túrgidas delícias banqueteio
Carícias vão cumprindo o seu afã
E sei do sol imenso na manhã
Após este luar sublime e cheio.
Servindo-te querido, te percebo
Enquanto com furor em ti me embebo,
Na bela maravilha especular
Aonde multiplicas meus prazeres
Ressonâncias nos nossos bem quereres
Um gozo que aprendi multiplicar...
9
Um gozo que aprendi multiplicar
Ensandecida em louca fantasia
Singrando novos mares poderia
Depressa começar a navegar
Com toda mansidão, bem devagar
Vibrando com ternura e poesia
No corpo de quem amo, tanto urdia
Prazer indescritível desvendar...
Sensíveis toques, beijos mais profanos,
Momentos divinais, pois soberanos
Nesta sensualíssima viagem.
Enlanguescidamente junto a ti
O Paraíso, agora eu conheci,
Não sendo nosso amor simples miragem...
10
Não sendo nosso amor simples miragem,
Eu creio noutro tempo bem mais belo,
E quando meu desejo te revelo
Percebes, pois, também esta visagem.
E sendo companheiro de viagem
O rei que imaginara em meu castelo,
No corpo sem pudores eu me anelo
Sublime a maviosa paisagem.
Perceba nos meus olhos este brilho
Enquanto em teus caminhos, louca, eu trilho
Deixando para trás velhos pudores
Insensatez floresce e vem à tona,
O medo de uma entrega me abandona
Colhendo no teu corpo belas flores...
11
Colhendo no teu corpo belas flores
Eu sinto-me deveras mais feliz,
E tendo o que em verdade sempre quis
Bebendo em profusão nossos amores,
Escrevo e te acompanho aonde fores
Vivenciar a sorte e pedir bis,
Por mais que te pareça um aprendiz
Com maestria em toques sedutores
Astutas fantasias; me concedes
E quanto com força tu me enredes
Maior é com certeza esta vontade
E sem pensar sequer em qualquer cousa
Aprendo a ler em bela e intensa lousa
Sabendo deste amor, a intensidade...
12
Sabendo deste amor, a intensidade
Eu creio ser possível ter um dia
Repleto de emoção e poesia
Bebendo da mais rara claridade,
E quando a fantasia assim me invade
Deixando para trás uma agonia,
O amor que tanto quero se recria
Reveste-se de luz em liberdade.
Estranhos os caminhos de quem tanto
Vibrando em sonhos vê no desencanto
A morte do que outrora tanto quis.
Mas sendo tua amante e companheira,
A vida florescendo por inteira
Decerto, reconheço, sou feliz.
13
Decerto, reconheço, sou feliz
E nada impedirá o amanhecer
Envolto em luzes fartas, posso ver
O sol que tantas vezes contradiz
Deixando demarcada cicatriz
O amor ao se entregar, tanto prazer,
Permite que se possa conhecer
Um tempo mais audaz que sempre quis.
E tendo esta certeza a me guiar
Nas ânsias de um delírio à beira mar
Escoltam-me as estrelas divinais
E tendo o teu carinho sempre aqui,
Imensa claridade eu percebi
Querendo sem limites, sempre mais...
14
Querendo sem limites, sempre mais
E não perdendo tempo chego a ti
O amor que tantas vezes persegui
Em noites tão felizes, sensuais.
Sabendo no teu corpo um belo cais
Navego sem temores, venho aqui
Ancoradouro em festa eu conheci
E sigo os mais profanos rituais,
Vencendo os meus temores costumeiros,
Regando com ternura estes canteiros,
Fazendo da esperança a minha lei,
Reflete-se ao luar tanta beleza
E nela vejo enfim rara surpresa
A sombra de quem tanto desejei
A sombra de quem tanto desejei
Vagando pela noite escura e fria
A lua se escondendo não me guia
Distante dos meus sonhos, noutra grei.
E quando solitária eu te encontrei
Uma alma delicada se anuncia
E bebo em tua boca esta alegria
Diversa da que outrora imaginei
E ser tua mulher e companheira
Amante dedicada que se inteira
Nas ânsias de um desejo mais audaz.
Vencendo os meus temores naturais
Eu quero e te desejo muito mais,
Em ti encontrei toda a minha paz!
2
Em ti encontrei toda a minha paz
E assim ao perceber tanta beleza
A vida que se dá com tal leveza
Momento prazeroso cedo traz.
O amor se mostra sempre mais capaz
E vence com ternura e com destreza
De ti, meu caçador, quero ser presa
Delírio sem igual me satisfaz.
Pudesse a cada instante perceber
A imensidão do amor feito em prazer
Jamais eu poderia acreditar
No fim da nossa bela e longa estrada
E estando sem pensar apaixonada
Encontro nos teus braços, meu luar...
3
Encontro nos teus braços, meu luar
E cada raio diz desta saudade
E quando o amor de novo toma e invade
Não me resta senão já mergulhar
Na intensa maravilha céu e mar
Azulejando a vida com vontade
Trazendo a fantasia à realidade
E nela com certeza me entregar.
Jamais reconhecer qualquer limite
E tendo esta ilusão à qual credite
Um tempo que me espera em luzes feito
Não posso me calar e sigo assim
Vagando junto a ti e creio enfim
No sonho em que deveras me deleito.
4
No sonho em que deveras me deleito
Fazendo da esperança o dia a dia
Enquanto uma alma sonha e fantasia
Nas sendas do teu corpo tenho o leito
E vendo o teu sorriso satisfeito,
Vivenciando em paz a poesia
Cenário tão fantástico se cria
E tudo o que quiseres eu aceito,
Ser tua e prosseguir nesta ventura
Que a cada nova fase mais perdura
E vive a eternidade num momento.
Por mais que a vida mostre dissabores
Deitada nos teus braços sedutores
De toda turbulência eu me apascento.
5
De toda turbulência eu me apascento
E encontro a calmaria que buscara
Na noite enluarada plena e clara
Sentindo o teu bafejo como um vento
Macio pelo qual encontro o alento
E a vida bem melhor já se declara.
Ser tua sem pergunta ora me ampara
E deixa no passado o sofrimento.
Andara sobre brasas, pedregulhos
Agora da esperança, seus marulhos
Trazendo para a areia em ondas tantas
Tesouros que descubro junto a ti
E quando te encontrei eu me perdi
Um semideus desnudo; tu me encantas...
6
Um semideus desnudo; tu me encantas
E prometendo o gozo em que completo
O sonho num momento mais dileto
Em meio às tempestades que sei tantas.
E quando nos meus braços te agigantas
Meu prato com certeza o predileto
Num toque tanto audaz quanto indiscreto
Delícias que ofereces; louca, santas.
E o gozo se explodindo insanamente
O mundo se transforma e de repente
Deitamos em superna lassidão
Momentos prazerosos repetidos
Delírios de um amor são repartidos
Anúncios de um eterno e bom verão.
7
Anúncios de um eterno e bom verão
Encontro nos teus braços, meu amado,
A vida dando assim o seu recado
Momentos maviosos mostrarão
O rumo necessário, a direção
E nela com certeza um belo prado
Há tanto por quem sonha desejado,
Entranha-me com força a sedução.
A fêmea desejosa enfim se aflora
E sabe sem perguntas melhor hora
De ter a solução de cada anseio,
E vejo-me desnuda sob a lua
Fantástica viagem continua
Enquanto o teu divino ser rodeio.
8
Enquanto o teu divino ser rodeio
E faço dos meus sonhos, talismã
E nele mesmo quando a noite é vã
Desejos delicados tomam seio
Em túrgidas delícias banqueteio
Carícias vão cumprindo o seu afã
E sei do sol imenso na manhã
Após este luar sublime e cheio.
Servindo-te querido, te percebo
Enquanto com furor em ti me embebo,
Na bela maravilha especular
Aonde multiplicas meus prazeres
Ressonâncias nos nossos bem quereres
Um gozo que aprendi multiplicar...
9
Um gozo que aprendi multiplicar
Ensandecida em louca fantasia
Singrando novos mares poderia
Depressa começar a navegar
Com toda mansidão, bem devagar
Vibrando com ternura e poesia
No corpo de quem amo, tanto urdia
Prazer indescritível desvendar...
Sensíveis toques, beijos mais profanos,
Momentos divinais, pois soberanos
Nesta sensualíssima viagem.
Enlanguescidamente junto a ti
O Paraíso, agora eu conheci,
Não sendo nosso amor simples miragem...
10
Não sendo nosso amor simples miragem,
Eu creio noutro tempo bem mais belo,
E quando meu desejo te revelo
Percebes, pois, também esta visagem.
E sendo companheiro de viagem
O rei que imaginara em meu castelo,
No corpo sem pudores eu me anelo
Sublime a maviosa paisagem.
Perceba nos meus olhos este brilho
Enquanto em teus caminhos, louca, eu trilho
Deixando para trás velhos pudores
Insensatez floresce e vem à tona,
O medo de uma entrega me abandona
Colhendo no teu corpo belas flores...
11
Colhendo no teu corpo belas flores
Eu sinto-me deveras mais feliz,
E tendo o que em verdade sempre quis
Bebendo em profusão nossos amores,
Escrevo e te acompanho aonde fores
Vivenciar a sorte e pedir bis,
Por mais que te pareça um aprendiz
Com maestria em toques sedutores
Astutas fantasias; me concedes
E quanto com força tu me enredes
Maior é com certeza esta vontade
E sem pensar sequer em qualquer cousa
Aprendo a ler em bela e intensa lousa
Sabendo deste amor, a intensidade...
12
Sabendo deste amor, a intensidade
Eu creio ser possível ter um dia
Repleto de emoção e poesia
Bebendo da mais rara claridade,
E quando a fantasia assim me invade
Deixando para trás uma agonia,
O amor que tanto quero se recria
Reveste-se de luz em liberdade.
Estranhos os caminhos de quem tanto
Vibrando em sonhos vê no desencanto
A morte do que outrora tanto quis.
Mas sendo tua amante e companheira,
A vida florescendo por inteira
Decerto, reconheço, sou feliz.
13
Decerto, reconheço, sou feliz
E nada impedirá o amanhecer
Envolto em luzes fartas, posso ver
O sol que tantas vezes contradiz
Deixando demarcada cicatriz
O amor ao se entregar, tanto prazer,
Permite que se possa conhecer
Um tempo mais audaz que sempre quis.
E tendo esta certeza a me guiar
Nas ânsias de um delírio à beira mar
Escoltam-me as estrelas divinais
E tendo o teu carinho sempre aqui,
Imensa claridade eu percebi
Querendo sem limites, sempre mais...
14
Querendo sem limites, sempre mais
E não perdendo tempo chego a ti
O amor que tantas vezes persegui
Em noites tão felizes, sensuais.
Sabendo no teu corpo um belo cais
Navego sem temores, venho aqui
Ancoradouro em festa eu conheci
E sigo os mais profanos rituais,
Vencendo os meus temores costumeiros,
Regando com ternura estes canteiros,
Fazendo da esperança a minha lei,
Reflete-se ao luar tanta beleza
E nela vejo enfim rara surpresa
A sombra de quem tanto desejei
00644 a 00657
Encontro minha sombra nos teus braços
E faço do teu colo o meu destino
E quando junto a ti eu me alucino
Percebo quão são fortes esses laços.
Os dias muitas vezes seguem lassos
E neles meu descanso em ti, menino
É tudo o que desejo e determino
Com vigorosos, mansos, firmes passos.
Viver cada momento e sem pensar
Alçando o paraíso e te encontrar
Acolhedora imagem feita em luz.
Amar e não perder as ilusões
No mundo mais tranqüilo que ora expões
Em corpos desejosos, fartos. Nus...
2
Em corpos desejosos, fartos, nus;
Momentos em que a vida se completa
O sonho de um amor jamais deleta
Caminho fabuloso reproduz
As cenas refletindo imensa luz
Na vida de quem fora outrora asceta
E agora em linha firme e sempre reta
Ao mais sublime encanto se conduz.
Vestindo esta emoção e saciada
Esqueço desta noite tão nublada
Brumosa expectativa se frustrando
E tendo sob os olhos o horizonte
E nele o sol tão belo em que se aponte
Um tempo mais suave, claro e brando.
3
Um tempo mais suave, claro e brando
Anunciando a sorte de poder
Depois de tanto tempo em desprazer
A noite em frialdade vã, nevando
Durante tantos anos te esperando
Cansada de buscar e nada ver
Somente a solidão e amanhecer
Com claridade intensa deslumbrando
O olhar de uma mulher apaixonada
De tantos desvarios já cansada
Expondo o coração sem mais defesas
E tendo expectativa de outro tempo
Sem dor nem agonia ou contratempo
Repleto de raríssimas belezas.
4
Repleto de raríssimas belezas
O mundo desenhado pelo sonho
E nele meus anseios eu reponho
Levada por mais fortes correntezas
E tendo uma noção de tais grandezas
Geradas pelo amor claro e risonho
Um tempo mais tranqüilo agora enfronho
Encantos traduzindo tais riquezas.
Depois das tempestades a bonança
E à sorte tão bendita amor se lança
Vencendo os velhos medos, permitindo
Um novo tempo aonde a luz se veja
Na glória delicada e tão sobeja
Fantástico momento, calmo e lindo.
5
Fantástico momento, calmo e lindo
Anseio de quem vive um grande amor
E tendo nos meus braços teu calor
Desvendo um tempo aonde o sonho infindo
Deveras com carinhos prosseguindo
Mudando a minha sorte e a recompor
Fazendo no teu corpo o meu andor
Um mundo mais feliz constituindo
E dele bebo cada fantasia
Que à farta maravilha conduzia
O coração decerto maltratado
E tendo esta certeza sigo além
Vivendo cada gozo que ora vem
Matando o sofrimento, duro enfado.
6
Matando o sofrimento, duro enfado
Eu vejo amanhecer de um novo dia
E nele este prazer que propicia
Maravilhoso mundo anunciado
Nos vértices dos sonhos a alegria
Traduz este momento abençoado
E dele vou bebendo de bom grado
Deliciosa fonte que sacia.
Anteriormente fora tão vazio
O mundo que em teus braços eu recrio
E dele fabulosas luzes vejo.
Tocada pelos raios deste sol,
Amor nosso bendito e bom farol
Guiando sem percalços meu desejo...
7
Guiando sem percalços meu desejo
Eu sinto que talvez não veja mais
Anunciados fortes vendavais
Diversos do momento que ora almejo
E quando vejo o céu em azulejo
Desvendo seus segredos magistrais
E quero muito além nunca é demais
Viver cada prazer que assim prevejo.
E saciando a fome em tua pele
Aos delicados sonhos me compele
Delírio de um amor tão fascinante
Sabendo serei tua a vida inteira
Realidade agora costumeira
Felicidade grita a todo instante...
8
Felicidade grita a todo instante
E sendo tua em noite fabulosa
Maravilhosamente a gente goza
E o mundo se transforma num rompante.
Enquanto nos teus braços me agigante
Mulher apaixonada e caprichosa
Cultivo com carinho e toda rosa
Sabendo ser deveras vaidosa
Expressa o grande amor que assim me envolve
E quando a fantasia enfim resolve
E toma a direção da claridade
Realidade expressa esta delícia
E o toque mais audaz, rara malícia
Paixão sem ter limites nos invade...
9
Paixão sem ter limites nos invade
E doura meu caminho em luzes fartas
Só peço, meu amado nunca partas,
Pois junto levarás felicidade
Não quero ser escrava da saudade
Relendo o meu passado em velhas cartas
Dos sonhos que vivemos não te apartas
O amor não se traduz algema e grade.
E dando a liberdade necessária
Vivendo sem temor, nem temerária
Selando com ternura nossa história
Que tanto me apazigua e me entretém
E finalmente sei que tendo alguém
A vida não será mais merencória...
10
A vida não será mais merencória
Para quem já sabe desvendar
As sendas que trazendo luz solar
Transcendem e traduzem plena glória.
Amor de forma clara e meritória
Mudando a minha vida irá mostrar
Que tudo vale à pena se sonhar
Traduzindo afinal rara vitória.
Seguindo pareada junto a ti
Um paraíso em vida conheci
Singrando belos mares vejo o cais
E nele ancoradouro desejado
E enquanto amor se mostra em alto brado
Delírios prazerosos, divinais.
11
Delírios prazerosos, divinais
Bebidos no teu corpo masculino
E quando em loucas sendas me fascino
Desejo novamente e sempre mais.
O amor tu sabes bem, nunca é demais
Um anjo com sorriso cristalino
Ao mesmo tempo um homem e um menino
Em toques tão suaves, sensuais.
Não vejo mais a dor que possuíra
E incendiada a vida em tua pira
Das fráguas mais constantes, o calor
Ardentes madrugadas, dias belos,
Voltando a ter nos olhos os castelos
Vibrando na magia deste amor.
12
Vibrando na magia deste amor
Não pude controlar meu pensamento
E quando se faz puro e raro alento
Constância neste encanto a se propor
Um corpo esculturado e sedutor
Cultuo tuas formas, num momento
Caminhos mais audazes ora tento
Seguindo este destino encantador.
Vivêssemos distantes não teria
No olhar esta certeza de alegria
E o medo transtornando o meu viver.
Sabendo degustar tal elixir
Da eterna juventude e permitir
As tramas mais vorazes do prazer.
13
As tramas mais vorazes do prazer
Descubro no teu corpo desnudado
Distante dos temores do passado
Um dia iluminado passo a ver
E quando me fartando de beber
Momentos tanta vezes ansiados
Desejos deslumbrantes, se pecados
Em ti meu doce amado, me perder.
Esqueço dos meus erros, meus enganos
Encantos com certeza soberanos
Os planos que acalento, descobertos.
E neles desvendando o teu segredo
Envolta nos delírios deste enredo
Legando ao nunca mais velhos desertos.
14
Legando ao nunca mais velhos desertos
Não posso e nem mereço mais sofrer
E quando um novo tempo passo a ver
Nestes caminhos belos ora abertos
Depois de tantos dias vãos e incertos
Na benção de um amor eu quero crer
Tramando imensidão no amanhecer
Meus braços pelos teus sendo encobertos.
Assim já se percebe o quão divino
O sol no qual com fúria me alucino
E dele perseguindo luzes, traços
E quando abrasador, cruel verão
Tomando com fulgor esta amplidão
Encontro minha sombra nos teus braços
E faço do teu colo o meu destino
E quando junto a ti eu me alucino
Percebo quão são fortes esses laços.
Os dias muitas vezes seguem lassos
E neles meu descanso em ti, menino
É tudo o que desejo e determino
Com vigorosos, mansos, firmes passos.
Viver cada momento e sem pensar
Alçando o paraíso e te encontrar
Acolhedora imagem feita em luz.
Amar e não perder as ilusões
No mundo mais tranqüilo que ora expões
Em corpos desejosos, fartos. Nus...
2
Em corpos desejosos, fartos, nus;
Momentos em que a vida se completa
O sonho de um amor jamais deleta
Caminho fabuloso reproduz
As cenas refletindo imensa luz
Na vida de quem fora outrora asceta
E agora em linha firme e sempre reta
Ao mais sublime encanto se conduz.
Vestindo esta emoção e saciada
Esqueço desta noite tão nublada
Brumosa expectativa se frustrando
E tendo sob os olhos o horizonte
E nele o sol tão belo em que se aponte
Um tempo mais suave, claro e brando.
3
Um tempo mais suave, claro e brando
Anunciando a sorte de poder
Depois de tanto tempo em desprazer
A noite em frialdade vã, nevando
Durante tantos anos te esperando
Cansada de buscar e nada ver
Somente a solidão e amanhecer
Com claridade intensa deslumbrando
O olhar de uma mulher apaixonada
De tantos desvarios já cansada
Expondo o coração sem mais defesas
E tendo expectativa de outro tempo
Sem dor nem agonia ou contratempo
Repleto de raríssimas belezas.
4
Repleto de raríssimas belezas
O mundo desenhado pelo sonho
E nele meus anseios eu reponho
Levada por mais fortes correntezas
E tendo uma noção de tais grandezas
Geradas pelo amor claro e risonho
Um tempo mais tranqüilo agora enfronho
Encantos traduzindo tais riquezas.
Depois das tempestades a bonança
E à sorte tão bendita amor se lança
Vencendo os velhos medos, permitindo
Um novo tempo aonde a luz se veja
Na glória delicada e tão sobeja
Fantástico momento, calmo e lindo.
5
Fantástico momento, calmo e lindo
Anseio de quem vive um grande amor
E tendo nos meus braços teu calor
Desvendo um tempo aonde o sonho infindo
Deveras com carinhos prosseguindo
Mudando a minha sorte e a recompor
Fazendo no teu corpo o meu andor
Um mundo mais feliz constituindo
E dele bebo cada fantasia
Que à farta maravilha conduzia
O coração decerto maltratado
E tendo esta certeza sigo além
Vivendo cada gozo que ora vem
Matando o sofrimento, duro enfado.
6
Matando o sofrimento, duro enfado
Eu vejo amanhecer de um novo dia
E nele este prazer que propicia
Maravilhoso mundo anunciado
Nos vértices dos sonhos a alegria
Traduz este momento abençoado
E dele vou bebendo de bom grado
Deliciosa fonte que sacia.
Anteriormente fora tão vazio
O mundo que em teus braços eu recrio
E dele fabulosas luzes vejo.
Tocada pelos raios deste sol,
Amor nosso bendito e bom farol
Guiando sem percalços meu desejo...
7
Guiando sem percalços meu desejo
Eu sinto que talvez não veja mais
Anunciados fortes vendavais
Diversos do momento que ora almejo
E quando vejo o céu em azulejo
Desvendo seus segredos magistrais
E quero muito além nunca é demais
Viver cada prazer que assim prevejo.
E saciando a fome em tua pele
Aos delicados sonhos me compele
Delírio de um amor tão fascinante
Sabendo serei tua a vida inteira
Realidade agora costumeira
Felicidade grita a todo instante...
8
Felicidade grita a todo instante
E sendo tua em noite fabulosa
Maravilhosamente a gente goza
E o mundo se transforma num rompante.
Enquanto nos teus braços me agigante
Mulher apaixonada e caprichosa
Cultivo com carinho e toda rosa
Sabendo ser deveras vaidosa
Expressa o grande amor que assim me envolve
E quando a fantasia enfim resolve
E toma a direção da claridade
Realidade expressa esta delícia
E o toque mais audaz, rara malícia
Paixão sem ter limites nos invade...
9
Paixão sem ter limites nos invade
E doura meu caminho em luzes fartas
Só peço, meu amado nunca partas,
Pois junto levarás felicidade
Não quero ser escrava da saudade
Relendo o meu passado em velhas cartas
Dos sonhos que vivemos não te apartas
O amor não se traduz algema e grade.
E dando a liberdade necessária
Vivendo sem temor, nem temerária
Selando com ternura nossa história
Que tanto me apazigua e me entretém
E finalmente sei que tendo alguém
A vida não será mais merencória...
10
A vida não será mais merencória
Para quem já sabe desvendar
As sendas que trazendo luz solar
Transcendem e traduzem plena glória.
Amor de forma clara e meritória
Mudando a minha vida irá mostrar
Que tudo vale à pena se sonhar
Traduzindo afinal rara vitória.
Seguindo pareada junto a ti
Um paraíso em vida conheci
Singrando belos mares vejo o cais
E nele ancoradouro desejado
E enquanto amor se mostra em alto brado
Delírios prazerosos, divinais.
11
Delírios prazerosos, divinais
Bebidos no teu corpo masculino
E quando em loucas sendas me fascino
Desejo novamente e sempre mais.
O amor tu sabes bem, nunca é demais
Um anjo com sorriso cristalino
Ao mesmo tempo um homem e um menino
Em toques tão suaves, sensuais.
Não vejo mais a dor que possuíra
E incendiada a vida em tua pira
Das fráguas mais constantes, o calor
Ardentes madrugadas, dias belos,
Voltando a ter nos olhos os castelos
Vibrando na magia deste amor.
12
Vibrando na magia deste amor
Não pude controlar meu pensamento
E quando se faz puro e raro alento
Constância neste encanto a se propor
Um corpo esculturado e sedutor
Cultuo tuas formas, num momento
Caminhos mais audazes ora tento
Seguindo este destino encantador.
Vivêssemos distantes não teria
No olhar esta certeza de alegria
E o medo transtornando o meu viver.
Sabendo degustar tal elixir
Da eterna juventude e permitir
As tramas mais vorazes do prazer.
13
As tramas mais vorazes do prazer
Descubro no teu corpo desnudado
Distante dos temores do passado
Um dia iluminado passo a ver
E quando me fartando de beber
Momentos tanta vezes ansiados
Desejos deslumbrantes, se pecados
Em ti meu doce amado, me perder.
Esqueço dos meus erros, meus enganos
Encantos com certeza soberanos
Os planos que acalento, descobertos.
E neles desvendando o teu segredo
Envolta nos delírios deste enredo
Legando ao nunca mais velhos desertos.
14
Legando ao nunca mais velhos desertos
Não posso e nem mereço mais sofrer
E quando um novo tempo passo a ver
Nestes caminhos belos ora abertos
Depois de tantos dias vãos e incertos
Na benção de um amor eu quero crer
Tramando imensidão no amanhecer
Meus braços pelos teus sendo encobertos.
Assim já se percebe o quão divino
O sol no qual com fúria me alucino
E dele perseguindo luzes, traços
E quando abrasador, cruel verão
Tomando com fulgor esta amplidão
Encontro minha sombra nos teus braços
DESCANSOS
DESCANSOS
Descansos que preparo para mim
Depois de uma árdua e dura caminhada,
Diversos os percalços de uma estrada
Assim como os abrolhos no jardim,
Percebo ter nas mãos este estopim
E a bomba há muito tempo deflagrada
Explodirá numa hora demarcada,
E a liberdade; então, verei. Enfim.
Por mais que a navegante seja audaz
O mundo tempestades tantas traz
Que ausente deste cais, sigo à deriva.
Mas quando dos meus sonhos, vida priva
Eu teimo em novos mares, timoneira
Que apenas nos amores já se inteira...
MARCOS LOURES/VALMAR LOUMANN
Descansos que preparo para mim
Depois de uma árdua e dura caminhada,
Diversos os percalços de uma estrada
Assim como os abrolhos no jardim,
Percebo ter nas mãos este estopim
E a bomba há muito tempo deflagrada
Explodirá numa hora demarcada,
E a liberdade; então, verei. Enfim.
Por mais que a navegante seja audaz
O mundo tempestades tantas traz
Que ausente deste cais, sigo à deriva.
Mas quando dos meus sonhos, vida priva
Eu teimo em novos mares, timoneira
Que apenas nos amores já se inteira...
MARCOS LOURES/VALMAR LOUMANN
CISMANDO SEM DESTINO
CISMANDO SEM DESTINO
Cismando sem destino em noite imensa
Ocasos espalhando pelos céus,
Aonde poderia ver os véus
Dos sonhos já não creio em recompensa.
E quanto mais em ti minha alma pensa,
Ainda que se perca em fogaréus
Momentos de prazeres são ilhéus
Por mais que esta vontade seja intensa.
Porque cismar sem rumo se eu consigo
Nos olhos de quem tento ser abrigo
Ao menos um brilhar mais deslumbrante.
E vendo ser plausível novo passo,
Mesmo que meu caminho seja escasso
Eu sigo sem temores, sempre avante...
MARCOS LOURES/VALMAR LOUMANN
Cismando sem destino em noite imensa
Ocasos espalhando pelos céus,
Aonde poderia ver os véus
Dos sonhos já não creio em recompensa.
E quanto mais em ti minha alma pensa,
Ainda que se perca em fogaréus
Momentos de prazeres são ilhéus
Por mais que esta vontade seja intensa.
Porque cismar sem rumo se eu consigo
Nos olhos de quem tento ser abrigo
Ao menos um brilhar mais deslumbrante.
E vendo ser plausível novo passo,
Mesmo que meu caminho seja escasso
Eu sigo sem temores, sempre avante...
MARCOS LOURES/VALMAR LOUMANN
SOMENTE UMA ILUSÃO.
Não poderia crer que talvez tenha
Somente uma ilusão e nela veja
A sorte aonde o mundo se azuleja
Nem mesmo conhecendo enigma e senha
Mesmo se a fantasia nos convenha
O Amor se perceberes não poreja
Numa alma sem destino, pois andeja
Negando para a frágua fogo e lenha.
Seguindo minhas sanhas mais atrozes,
Dos rios desconheço leitos, fozes,
Mas sei quão é imenso o belo mar,
E há tanto desejando ter alguém
E os vazios que uma alma vã contém
Jamais eu poderia decifrar...
Somente uma ilusão e nela veja
A sorte aonde o mundo se azuleja
Nem mesmo conhecendo enigma e senha
Mesmo se a fantasia nos convenha
O Amor se perceberes não poreja
Numa alma sem destino, pois andeja
Negando para a frágua fogo e lenha.
Seguindo minhas sanhas mais atrozes,
Dos rios desconheço leitos, fozes,
Mas sei quão é imenso o belo mar,
E há tanto desejando ter alguém
E os vazios que uma alma vã contém
Jamais eu poderia decifrar...
A CADA DIA
Resolvo a cada dia outro problema
E a vida transcorrendo sem novéis
E bebo quando posso dos teus méis,
Mas sei que no meu peito o velho emblema
Dizendo desta dor que nos algema
E traça com firmeza estes papéis
Momentos muitas vezes mais cruéis
E uma mulher decerto não mais tema.
Viver é caminhar entre espinheiros,
Os sonhos muitas vezes mensageiros
Dos anjos que redimem e protegem,
Mas quando uma borrasca se apresenta
A vida se revolta e violenta
Somente os dissabores já nos regem...
E a vida transcorrendo sem novéis
E bebo quando posso dos teus méis,
Mas sei que no meu peito o velho emblema
Dizendo desta dor que nos algema
E traça com firmeza estes papéis
Momentos muitas vezes mais cruéis
E uma mulher decerto não mais tema.
Viver é caminhar entre espinheiros,
Os sonhos muitas vezes mensageiros
Dos anjos que redimem e protegem,
Mas quando uma borrasca se apresenta
A vida se revolta e violenta
Somente os dissabores já nos regem...
IMAGEM DISTORCIDA
Imagem distorcida com certeza
Do encanto mais perfeito e divinal,
A doce maravilha sensual
Perdendo com o tempo tal leveza,
E vejo no final já sem destreza
Caminho pela vida mal e mal,
As roupas da esperança no varal
E o vento balançando com firmeza.
Sentisse pelo menos um momento
Tranqüilo em mais suave e manso vento,
Quem sabe poderia ter refeito
O sonho audacioso de quem tanto
Vestida de ilusão, diz desencanto
Na solitária noite em que me deito...
Do encanto mais perfeito e divinal,
A doce maravilha sensual
Perdendo com o tempo tal leveza,
E vejo no final já sem destreza
Caminho pela vida mal e mal,
As roupas da esperança no varal
E o vento balançando com firmeza.
Sentisse pelo menos um momento
Tranqüilo em mais suave e manso vento,
Quem sabe poderia ter refeito
O sonho audacioso de quem tanto
Vestida de ilusão, diz desencanto
Na solitária noite em que me deito...
CAMINHOS PROVÁVEIS
Prováveis os caminhos que percorro
E neles percebendo algum oásis
Que tantas vezes dizes e não trazes
Qual fosse um vão pedido de socorro
Vencer as minhas ânsias e teimar
Por entre as mais diversas tempestades
Enquanto tão distante ainda brades
Não posso mais conter em mim luar
E sigo desdenhosa e tola sina,
Por vezes a menina já renasce
Ou mostra esta volúpia noutra face
E o seu próprio futuro determina,
Mas sei o quão sou frágil e mesmo assim
Lutando sem descanso até o fim...
E neles percebendo algum oásis
Que tantas vezes dizes e não trazes
Qual fosse um vão pedido de socorro
Vencer as minhas ânsias e teimar
Por entre as mais diversas tempestades
Enquanto tão distante ainda brades
Não posso mais conter em mim luar
E sigo desdenhosa e tola sina,
Por vezes a menina já renasce
Ou mostra esta volúpia noutra face
E o seu próprio futuro determina,
Mas sei o quão sou frágil e mesmo assim
Lutando sem descanso até o fim...
O TEMPO IRÁ TRAZER
Possivelmente o tempo há de trazer
Alguma novidade para quem
Enquanto o novo dia inda não vem
Mergulha no vazio do seu ser
E tendo esta esperança por viver
Da leda realidade segue além,
Bebendo esta emoção que lhe convém
Nos braços de quem quero; o meu prazer.
Assino as alforrias tão sonhadas
E sigo por fantásticas estradas
Nos sonhos e vontades meus ardis
E tendo bem guardado dentro em mim
A bela florescência de um jardim
Colheita que mereço e sempre quis.
Alguma novidade para quem
Enquanto o novo dia inda não vem
Mergulha no vazio do seu ser
E tendo esta esperança por viver
Da leda realidade segue além,
Bebendo esta emoção que lhe convém
Nos braços de quem quero; o meu prazer.
Assino as alforrias tão sonhadas
E sigo por fantásticas estradas
Nos sonhos e vontades meus ardis
E tendo bem guardado dentro em mim
A bela florescência de um jardim
Colheita que mereço e sempre quis.
A IMENSA SOLIDÃO
Meus dias muitas vezes traduziram
A imensa solidão de um desamor
E quando me percebo a recompor
Caminhos em que os sonhos conduziram,
Momentos dolorosos produziram
E neles a distância dita dor,
Nas mãos de um tão terrível ditador
Os olhos mais vazios se sentiram.
E agora que talvez possa seguir
Os rastros de uma estrela-sol brilhante
Ao longe, no horizonte radiante
Guiando para um belo e bom porvir,
As minhas mãos; estendo a ti querido
Tristezas se perdendo num olvido...
A imensa solidão de um desamor
E quando me percebo a recompor
Caminhos em que os sonhos conduziram,
Momentos dolorosos produziram
E neles a distância dita dor,
Nas mãos de um tão terrível ditador
Os olhos mais vazios se sentiram.
E agora que talvez possa seguir
Os rastros de uma estrela-sol brilhante
Ao longe, no horizonte radiante
Guiando para um belo e bom porvir,
As minhas mãos; estendo a ti querido
Tristezas se perdendo num olvido...
MULHER
A mãe, amante, o dínamo e a potência
Aonde se quis reino; escravidão
E ao mesmo tempo é âncora e um arpão
Distante da longínqua adolescência.
Marcada pela dor e paciência
No olhar inda o sinal da emigração
Os dias venturosos voltarão?
Acreditar talvez seja inocência,
Mas quando estás deitado em meu regaço,
Os sonhos de menina; então, refaço.
Diversa realidade contradiz,
Mas posso com orgulho neste dia,
Falar com emoção e galhardia:
Sou negra, sou mulher e sou feliz!
Aonde se quis reino; escravidão
E ao mesmo tempo é âncora e um arpão
Distante da longínqua adolescência.
Marcada pela dor e paciência
No olhar inda o sinal da emigração
Os dias venturosos voltarão?
Acreditar talvez seja inocência,
Mas quando estás deitado em meu regaço,
Os sonhos de menina; então, refaço.
Diversa realidade contradiz,
Mas posso com orgulho neste dia,
Falar com emoção e galhardia:
Sou negra, sou mulher e sou feliz!
domingo, 7 de março de 2010
ESPELHO
Espelho refletindo tantas luzes
E neles entranhando o sentimento
Viver felicidade num momento
Deixando para trás terríveis urzes,
E quando ao Paraíso me conduzes,
Encontro finalmente o meu alento,
Tomaste sem saber o pensamento
E a cada novo beijo mais seduzes.
Assim sempre ao teu lado eu poderia
Sentir a mais perfeita sintonia
E nela recriar um mundo bom.
As nuvens são somente passageiras,
Depois vêm as bonanças costumeiras
E delas a esperança em manso tom...
E neles entranhando o sentimento
Viver felicidade num momento
Deixando para trás terríveis urzes,
E quando ao Paraíso me conduzes,
Encontro finalmente o meu alento,
Tomaste sem saber o pensamento
E a cada novo beijo mais seduzes.
Assim sempre ao teu lado eu poderia
Sentir a mais perfeita sintonia
E nela recriar um mundo bom.
As nuvens são somente passageiras,
Depois vêm as bonanças costumeiras
E delas a esperança em manso tom...
AMADO
Teus olhos sedutores meu amado
Transcendem ao melhor que existe em mim,
Vagando sem destino em meu jardim,
Um colibri se mostra apaixonado
Crisântemo se deixa ser beijado
E assim ao traduzir o amor sem fim,
No teu olhar amado querubim
O Céu em plenitude desvendado.
Sentindo os teus carinhos posso crer
Num mundo delicado e perceber
Diversa magnitude em luzes fartas,
Só peço, meu querido, não desfaças
Das noites ao teu lado, em gozo; lassas,
E deste sonho nunca mais me apartas...
Transcendem ao melhor que existe em mim,
Vagando sem destino em meu jardim,
Um colibri se mostra apaixonado
Crisântemo se deixa ser beijado
E assim ao traduzir o amor sem fim,
No teu olhar amado querubim
O Céu em plenitude desvendado.
Sentindo os teus carinhos posso crer
Num mundo delicado e perceber
Diversa magnitude em luzes fartas,
Só peço, meu querido, não desfaças
Das noites ao teu lado, em gozo; lassas,
E deste sonho nunca mais me apartas...
EU TE ADORO
Adoro-te deveras e isso faz
Com que meu mundo seja mais feliz.
Às vezes parecendo quase atriz,
Mas saiba que procuro em ti a paz
Depois de ter nas mãos sonho fugaz
E dele carregar a cicatriz
Tatuo no meu peito o que se diz
Do amor decerto calmo, mas audaz.
E vejo ser possível ter nas mãos
Momentos delicados, vivos, sãos
E deles renovar a minha vida
Há tanto sem defesas, destroçada
No entanto nos teus braços, sendo amada
A sorte novamente assim, ungida...
Com que meu mundo seja mais feliz.
Às vezes parecendo quase atriz,
Mas saiba que procuro em ti a paz
Depois de ter nas mãos sonho fugaz
E dele carregar a cicatriz
Tatuo no meu peito o que se diz
Do amor decerto calmo, mas audaz.
E vejo ser possível ter nas mãos
Momentos delicados, vivos, sãos
E deles renovar a minha vida
Há tanto sem defesas, destroçada
No entanto nos teus braços, sendo amada
A sorte novamente assim, ungida...
DESEJO O TEU DESEJO
Simplesmente desejo o teu desejo
E nada impedirá que eu realize
Um sonho sem temor e sem deslize
Diverso do que ainda em vão prevejo
Amor não poderia ser lampejo
Por mais que tantas vezes cicatrize
O corte anunciado se matize
Num árduo caminhar em frio ensejo.
Mergulho no teu rumo amado meu
E sei que no teu mundo se perdeu
O mundo de quem tanto se fez tua.
E vejo-te depois de uma tempesta
Bonança traduzida em riso e festa
Aonde uma esperança continua...
E nada impedirá que eu realize
Um sonho sem temor e sem deslize
Diverso do que ainda em vão prevejo
Amor não poderia ser lampejo
Por mais que tantas vezes cicatrize
O corte anunciado se matize
Num árduo caminhar em frio ensejo.
Mergulho no teu rumo amado meu
E sei que no teu mundo se perdeu
O mundo de quem tanto se fez tua.
E vejo-te depois de uma tempesta
Bonança traduzida em riso e festa
Aonde uma esperança continua...
TEUS OLHOS SEDUTORES
Teus olhos são deveras sedutores
E trazem esperança de outros dias,
Diversos do que agora em vão porfias
Envoltos muitas vezes pelas dores
Encetam-se momentos redentores
E neles com prazeres tanto urdias
Ousando mais tranqüilas melodias
Mudando do horizonte grises cores.
Assisto às maravilhas que me deste
E mesmo num tormento vão e agreste
O mundo renascendo no teu braço
E quando me sentira mais vazia
Ouvindo a rara e bela melodia
O medo de viver logo desfaço...
E trazem esperança de outros dias,
Diversos do que agora em vão porfias
Envoltos muitas vezes pelas dores
Encetam-se momentos redentores
E neles com prazeres tanto urdias
Ousando mais tranqüilas melodias
Mudando do horizonte grises cores.
Assisto às maravilhas que me deste
E mesmo num tormento vão e agreste
O mundo renascendo no teu braço
E quando me sentira mais vazia
Ouvindo a rara e bela melodia
O medo de viver logo desfaço...
ALBATROZ
Voando em liberdade um albatroz
Vencendo os temporais, tantas procelas
Assim como também tu me revelas
Um dia em tempestades, mais feroz,
Pudesse ouvir dos sonhos cada voz,
E assim sem ter nos olhos frias celas
O amor ao qual me dou e nele as telas
Dourando tal beleza e imensa foz.
Anseio cada toque que me dás
E neles mergulhando em tanta paz
Adentro as mais fantásticas loucuras
E quando adormecida tu me acordas
Estreitam nossos laços, firmes cordas
Dos males da saudade tu em curas...
Vencendo os temporais, tantas procelas
Assim como também tu me revelas
Um dia em tempestades, mais feroz,
Pudesse ouvir dos sonhos cada voz,
E assim sem ter nos olhos frias celas
O amor ao qual me dou e nele as telas
Dourando tal beleza e imensa foz.
Anseio cada toque que me dás
E neles mergulhando em tanta paz
Adentro as mais fantásticas loucuras
E quando adormecida tu me acordas
Estreitam nossos laços, firmes cordas
Dos males da saudade tu em curas...
OLHAR NOS TEUS OLHOS
Olhar nos olhos belos de quem amo
E ter a sensação de eternidade.
Não quero mais ser alvo da saudade
E sim viver o amor que em ti reclamo.
Domar os meus anseios quando tramo
Um tempo mais completo, e a liberdade
Traduz no teu olhar tal claridade
E nela renascer em cada ramo
Descrente, tantas vezes caminhara
E mesmo sob a lua imensa e clara
Não poderia nunca imaginar
Que um dia meu amor se tornaria
Além de simplesmente fantasia
Um mundo mavioso a me tocar...
E ter a sensação de eternidade.
Não quero mais ser alvo da saudade
E sim viver o amor que em ti reclamo.
Domar os meus anseios quando tramo
Um tempo mais completo, e a liberdade
Traduz no teu olhar tal claridade
E nela renascer em cada ramo
Descrente, tantas vezes caminhara
E mesmo sob a lua imensa e clara
Não poderia nunca imaginar
Que um dia meu amor se tornaria
Além de simplesmente fantasia
Um mundo mavioso a me tocar...
UMA ESPERANÇA
Reflete uma esperança o olhar de quem
Depois da tempestade vê bonança
E nela a poesia sempre alcança
Lugar incontestável, pois contém
A sorte desejada e agora vem
A noite já selando esta aliança
E nela com ternura amor se lança
Vencendo os temporais e muito além.
Eu quero desvendar o teu segredo
E sabes quanto amor eu te concedo
Persisto e não desisto, meu amado.
O mundo do teu lado mais perfeito
E quando em teus carinhos me deleito
Um dia bem melhor anunciado...
Depois da tempestade vê bonança
E nela a poesia sempre alcança
Lugar incontestável, pois contém
A sorte desejada e agora vem
A noite já selando esta aliança
E nela com ternura amor se lança
Vencendo os temporais e muito além.
Eu quero desvendar o teu segredo
E sabes quanto amor eu te concedo
Persisto e não desisto, meu amado.
O mundo do teu lado mais perfeito
E quando em teus carinhos me deleito
Um dia bem melhor anunciado...
EXTASIADA
Extasiada nos braços de quem tanto
Desejo e encontro sempre proteção,
As noites mais gostosas do verão
Traçadas por imenso e raro encanto,
E sabes consolar a dor e o pranto
Causando no meu peito esta erupção
Eternizando em mim tal emoção
Que agora em versos toscos, teimo e canto.
Alentos encontrados nos carinhos
E neles desvendando outros caminhos
Que possam me trazer felicidade
Vagando feito estrela em céu imenso,
No amor insuperável ora penso
E toda a fantasia em paz me invade...
Desejo e encontro sempre proteção,
As noites mais gostosas do verão
Traçadas por imenso e raro encanto,
E sabes consolar a dor e o pranto
Causando no meu peito esta erupção
Eternizando em mim tal emoção
Que agora em versos toscos, teimo e canto.
Alentos encontrados nos carinhos
E neles desvendando outros caminhos
Que possam me trazer felicidade
Vagando feito estrela em céu imenso,
No amor insuperável ora penso
E toda a fantasia em paz me invade...
COROA DE SONETOS. CAMINHOS DO AMOR
1
Sacrossanto caminho diz amor
E tendo nos meus olhos poesia
A cada novo sonho poderia
Viver além do encanto sonhador
E ter em minhas mãos o redentor
Desejo aonde a dor já se alivia
Uma esperança é rara montaria
E nela novo mundo a se compor
Perceba quanto é necessário o sonho
E nele toda a vida eu recomponho
Sagrando em Luz intensa a liberdade
Toando dentro em mim tal emoção
Causando a mais sublime floração
Tramando em perfeição felicidade
2
Tramando em perfeição felicidade
Quem tanto desejou novo caminho
E vendo o seu olhar triste e sozinho
Mais alto o coração deveras brade
E quando mais entregue à realidade
Decerto do temor eu me avizinho,
Aonde poderia ter carinho
Se eu trago este semente da saudade
E vejo quando cevo novo tempo,
Somente dor e tédio, o contratempo
Comum de que deseja o amanhecer
Vertendo-se em delícias mais audazes
E quando teus anseios tu me trazes
Entrego-me aos delírios de um prazer...
3
Entrego-me aos delírios de um prazer
E vejo ser possível crer na sorte
Amor tão mavioso me conforte
E nele meu futuro posso ver
Vivendo intensamente eu posso ver
O sol em brilho intenso nobre e forte
E agora que percebo em ti meu Norte
Não tenho nesta vida o que temer.
Sentindo-me deveras toda tua
Deitando-me ao teu lado; intensa e nua
Pudores esquecidos me liberto
Adentro o Paraíso em tuas mãos
E adentras com carinhos tantos vãos
Caminho para ti, amor, aberto...
4
Caminho para ti, amor, aberto
Depois de tantas chuvas, temporais,
E quando te percebo como um cais
O mundo que vivera já deserto,
O passo pro futuro mesmo incerto
Traduz momentos frios, magistrais
Instáveis caminhares desiguais
E o quanto te procuro longe ou perto
Se noutras senda tantas tu te escondes,
Por mais que vez em quando ainda rondes
Sentir-te é como ter libertação
Na ausência de teus braços sou ninguém,
Por isso meu amor, sabe e contém
Nos olhos meu destino e direção...
5
Nos olhos meu destino e direção
O amor conhece bem os meus anseios
E quando mansamente toca os seios
De todo o meu desejo é tradução
E sabe dos momentos que virão
E neles sem frescuras ou rodeios
Deixando os sofrimentos tão alheios,
Vagando sem temor nesta amplidão.
Vencida por quem tanto desejei,
Agora me encaminho em tua lei
E escrava de teus sonhos, a alforria
Conheço em liberdade mais atroz,
E quando escuto, amado, a tua voz,
Um mundo renovado já se cria...
6
Um mundo renovado já se cria
Após as tempestades costumeiras
E quanto mais desejas e me queiras
Maior decerto a minha fantasia
Nos sonhos mais profícuos, poesia
Trazendo nos prazeres as bandeiras
Enquanto as esperanças mensageiras
Perpetuando em nós tal alegria.
Pungente luz invade a nossa casa
E o corpo numa entrega louca abrasa
Vencido pelas ânsias infinitas
E delas refazendo o velho mundo
Se tanto dos teus sonhos eu me inundo
Também nos belos sonhos acreditas...
7
Também nos belos sonhos acreditas
E fazes dos meus dias rara glória
Mudando num momento a minha história
Tornando as minhas horas mais bonitas
A sorte quando ao longe, vês e fitas
A lua muitas vezes merencória
No teu amor supremo eis a vitória
Depois de noites vãs e tão aflitas.
Receba o meu carinho e assim prossiga
Em mim terás bem mais do que uma amiga
A companheira alegre e tão fiel,
E juntos caminhando pareados
Os dias sendo sempre iluminados,
Atados, desfrutando o mesmo mel.
8
Atados, desfrutando o mesmo mel
Jamais alguém teria tanta luz
E quanto ao paraíso nos conduz
Sabendo quão divino o seu papel,
O amor que tantas vezes vi ao léu
E agora maravilha reproduz
É o barco com certeza aonde pus
O sonho mais audaz, antes cruel.
E assim não posso mais negar o encanto
Que tenho em tanto amor, por isto canto
E faço da canção como um emblema
Falando da vontade de ficar
E sendo toda tua mergulhar
Sem nada que em verdade ainda tema...
9
Sem nada que em verdade ainda tema
Deslindam-se os caminhos para o sonho
E quando se percebe mais risonho
Um mundo sem corrente nem algema
O amor meu preferido e intenso tema,
Por ele cada verso que componho
Vivendo um temporal cruel, medonho,
Mas tendo com certeza a bela gema,
Ourives da esperança; eu sigo em frente
E tendo a fantasia que pressente
Um dia bem melhor ninguém segura
Uma alma enamorada em farto brilho,
Estrelas coletadas, luz que trilho
No amor a noite nunca é tão escura...
10
No amor a noite nunca é tão escura
Que possa transtornar quem tanto quer
E seja da maneira que vier
O sonho nele apenas já perdura
Deixando no passado uma amargura
Orgulho de poder ser a mulher
À qual o teu desejo se puder
Vasculha sem temor, louca procura.
Assaz maravilhada sigo assim,
O sonho com certeza não tem fim,
Vivê-lo é perceber tanta alegria,
E quanto mais audaz o toque teu
Prazer maior do mundo conheceu
Quem sem pudor ou medo fantasia...
11
Quem sem pudor ou medo fantasia
Encontra nos carinhos seu destino,
E quando em tanto amor eu me fascino
Raiando bem melhor, decerto, o dia.
A luz que teu olhar claro irradia,
Um homem se transforma num menino
E nele dominada eu já domino
Beleza incomparável me dizia
O encanto deste doce caminhar
E nele a cada dia mais amar
Sabendo que ao final, a recompensa
Virá em tantos gozos indecentes,
Sentindo meu amor o que tu sentes
Minha alma em nada mais, decerto, pensa...
12
Minha alma em nada mais, decerto, pensa
Além deste desejo que, incontido
Traduz a fúria imensa da libido
Bebendo no teu corpo a luz intensa.
E sendo a própria vida muito tensa
As dores vão morrendo num olvido
Depois de ter decerto conhecido
A força que da glória me convença.
Saber ser tua amante e companheira,
Viver esta paixão e ser inteira
Sem medo de sofrer seguir adiante,
Deslinda-se aos meus olhos belo sol
Tomando com beleza este arrebol
Num dia mavioso e deslumbrante...
13
Num dia mavioso e deslumbrante
Depois de tão brumosa madrugada
A vida se transforma e quase nada
Restando do passado neste instante
No olhar do meu amado, um diamante
A pedra com carinho lapidada
Traduz esta emoção desenfreada
Atada aos teus caminhos, viandante.
Vagasse por estradas espinhosas
Talvez já não verias mais as rosas
Que agora te apresento e no perfume
Maravilhoso tempo anunciado,
No amor imenso e belo, raro brado,
Trilhando o paraíso, imenso lume...
14
Trilhando o paraíso, imenso lume
Deslindam-se delírios magistrais
Por vezes em estradas desiguais
Trafega a poesia em raro ardume,
Por mais que à tentação eu me acostume
Viver e desejar decerto mais
E ter os teus carinhos sensuais
Sentindo da emoção todo o perfume.
Permita que eu consiga nestes versos
Falar dos sentimentos mais diversos
E neles bela senda te propor
Sabendo decifrar cada desejo
Bem mais do que em verdade creio e vejo
Sacrossanto caminho diz amor
Sacrossanto caminho diz amor
E tendo nos meus olhos poesia
A cada novo sonho poderia
Viver além do encanto sonhador
E ter em minhas mãos o redentor
Desejo aonde a dor já se alivia
Uma esperança é rara montaria
E nela novo mundo a se compor
Perceba quanto é necessário o sonho
E nele toda a vida eu recomponho
Sagrando em Luz intensa a liberdade
Toando dentro em mim tal emoção
Causando a mais sublime floração
Tramando em perfeição felicidade
2
Tramando em perfeição felicidade
Quem tanto desejou novo caminho
E vendo o seu olhar triste e sozinho
Mais alto o coração deveras brade
E quando mais entregue à realidade
Decerto do temor eu me avizinho,
Aonde poderia ter carinho
Se eu trago este semente da saudade
E vejo quando cevo novo tempo,
Somente dor e tédio, o contratempo
Comum de que deseja o amanhecer
Vertendo-se em delícias mais audazes
E quando teus anseios tu me trazes
Entrego-me aos delírios de um prazer...
3
Entrego-me aos delírios de um prazer
E vejo ser possível crer na sorte
Amor tão mavioso me conforte
E nele meu futuro posso ver
Vivendo intensamente eu posso ver
O sol em brilho intenso nobre e forte
E agora que percebo em ti meu Norte
Não tenho nesta vida o que temer.
Sentindo-me deveras toda tua
Deitando-me ao teu lado; intensa e nua
Pudores esquecidos me liberto
Adentro o Paraíso em tuas mãos
E adentras com carinhos tantos vãos
Caminho para ti, amor, aberto...
4
Caminho para ti, amor, aberto
Depois de tantas chuvas, temporais,
E quando te percebo como um cais
O mundo que vivera já deserto,
O passo pro futuro mesmo incerto
Traduz momentos frios, magistrais
Instáveis caminhares desiguais
E o quanto te procuro longe ou perto
Se noutras senda tantas tu te escondes,
Por mais que vez em quando ainda rondes
Sentir-te é como ter libertação
Na ausência de teus braços sou ninguém,
Por isso meu amor, sabe e contém
Nos olhos meu destino e direção...
5
Nos olhos meu destino e direção
O amor conhece bem os meus anseios
E quando mansamente toca os seios
De todo o meu desejo é tradução
E sabe dos momentos que virão
E neles sem frescuras ou rodeios
Deixando os sofrimentos tão alheios,
Vagando sem temor nesta amplidão.
Vencida por quem tanto desejei,
Agora me encaminho em tua lei
E escrava de teus sonhos, a alforria
Conheço em liberdade mais atroz,
E quando escuto, amado, a tua voz,
Um mundo renovado já se cria...
6
Um mundo renovado já se cria
Após as tempestades costumeiras
E quanto mais desejas e me queiras
Maior decerto a minha fantasia
Nos sonhos mais profícuos, poesia
Trazendo nos prazeres as bandeiras
Enquanto as esperanças mensageiras
Perpetuando em nós tal alegria.
Pungente luz invade a nossa casa
E o corpo numa entrega louca abrasa
Vencido pelas ânsias infinitas
E delas refazendo o velho mundo
Se tanto dos teus sonhos eu me inundo
Também nos belos sonhos acreditas...
7
Também nos belos sonhos acreditas
E fazes dos meus dias rara glória
Mudando num momento a minha história
Tornando as minhas horas mais bonitas
A sorte quando ao longe, vês e fitas
A lua muitas vezes merencória
No teu amor supremo eis a vitória
Depois de noites vãs e tão aflitas.
Receba o meu carinho e assim prossiga
Em mim terás bem mais do que uma amiga
A companheira alegre e tão fiel,
E juntos caminhando pareados
Os dias sendo sempre iluminados,
Atados, desfrutando o mesmo mel.
8
Atados, desfrutando o mesmo mel
Jamais alguém teria tanta luz
E quanto ao paraíso nos conduz
Sabendo quão divino o seu papel,
O amor que tantas vezes vi ao léu
E agora maravilha reproduz
É o barco com certeza aonde pus
O sonho mais audaz, antes cruel.
E assim não posso mais negar o encanto
Que tenho em tanto amor, por isto canto
E faço da canção como um emblema
Falando da vontade de ficar
E sendo toda tua mergulhar
Sem nada que em verdade ainda tema...
9
Sem nada que em verdade ainda tema
Deslindam-se os caminhos para o sonho
E quando se percebe mais risonho
Um mundo sem corrente nem algema
O amor meu preferido e intenso tema,
Por ele cada verso que componho
Vivendo um temporal cruel, medonho,
Mas tendo com certeza a bela gema,
Ourives da esperança; eu sigo em frente
E tendo a fantasia que pressente
Um dia bem melhor ninguém segura
Uma alma enamorada em farto brilho,
Estrelas coletadas, luz que trilho
No amor a noite nunca é tão escura...
10
No amor a noite nunca é tão escura
Que possa transtornar quem tanto quer
E seja da maneira que vier
O sonho nele apenas já perdura
Deixando no passado uma amargura
Orgulho de poder ser a mulher
À qual o teu desejo se puder
Vasculha sem temor, louca procura.
Assaz maravilhada sigo assim,
O sonho com certeza não tem fim,
Vivê-lo é perceber tanta alegria,
E quanto mais audaz o toque teu
Prazer maior do mundo conheceu
Quem sem pudor ou medo fantasia...
11
Quem sem pudor ou medo fantasia
Encontra nos carinhos seu destino,
E quando em tanto amor eu me fascino
Raiando bem melhor, decerto, o dia.
A luz que teu olhar claro irradia,
Um homem se transforma num menino
E nele dominada eu já domino
Beleza incomparável me dizia
O encanto deste doce caminhar
E nele a cada dia mais amar
Sabendo que ao final, a recompensa
Virá em tantos gozos indecentes,
Sentindo meu amor o que tu sentes
Minha alma em nada mais, decerto, pensa...
12
Minha alma em nada mais, decerto, pensa
Além deste desejo que, incontido
Traduz a fúria imensa da libido
Bebendo no teu corpo a luz intensa.
E sendo a própria vida muito tensa
As dores vão morrendo num olvido
Depois de ter decerto conhecido
A força que da glória me convença.
Saber ser tua amante e companheira,
Viver esta paixão e ser inteira
Sem medo de sofrer seguir adiante,
Deslinda-se aos meus olhos belo sol
Tomando com beleza este arrebol
Num dia mavioso e deslumbrante...
13
Num dia mavioso e deslumbrante
Depois de tão brumosa madrugada
A vida se transforma e quase nada
Restando do passado neste instante
No olhar do meu amado, um diamante
A pedra com carinho lapidada
Traduz esta emoção desenfreada
Atada aos teus caminhos, viandante.
Vagasse por estradas espinhosas
Talvez já não verias mais as rosas
Que agora te apresento e no perfume
Maravilhoso tempo anunciado,
No amor imenso e belo, raro brado,
Trilhando o paraíso, imenso lume...
14
Trilhando o paraíso, imenso lume
Deslindam-se delírios magistrais
Por vezes em estradas desiguais
Trafega a poesia em raro ardume,
Por mais que à tentação eu me acostume
Viver e desejar decerto mais
E ter os teus carinhos sensuais
Sentindo da emoção todo o perfume.
Permita que eu consiga nestes versos
Falar dos sentimentos mais diversos
E neles bela senda te propor
Sabendo decifrar cada desejo
Bem mais do que em verdade creio e vejo
Sacrossanto caminho diz amor
TRILHANDO O PARAÍSO
Trilhando o paraíso, imenso lume
Deslindam-se delírios magistrais
Por vezes em estradas desiguais
Trafega a poesia em raro ardume,
Por mais que à tentação eu me acostume
Viver e desejar decerto mais
E ter os teus carinhos sensuais
Sentindo da emoção todo o perfume.
Permita que eu consiga nestes versos
Falar dos sentimentos mais diversos
E neles bela senda te propor
Sabendo decifrar cada desejo
Bem mais do que em verdade creio e vejo
Sacrossanto caminho diz amor
Deslindam-se delírios magistrais
Por vezes em estradas desiguais
Trafega a poesia em raro ardume,
Por mais que à tentação eu me acostume
Viver e desejar decerto mais
E ter os teus carinhos sensuais
Sentindo da emoção todo o perfume.
Permita que eu consiga nestes versos
Falar dos sentimentos mais diversos
E neles bela senda te propor
Sabendo decifrar cada desejo
Bem mais do que em verdade creio e vejo
Sacrossanto caminho diz amor
DIA DESLUMBRANTE
Num dia mavioso e deslumbrante
Depois de tão brumosa madrugada
A vida se transforma e quase nada
Restando do passado neste instante
No olhar do meu amado, um diamante
A pedra com carinho lapidada
Traduz esta emoção desenfreada
Atada aos teus caminhos, viandante.
Vagasse por estradas espinhosas
Talvez já não verias mais as rosas
Que agora te apresento e no perfume
Maravilhoso tempo anunciado,
No amor imenso e belo, raro brado,
Trilhando o paraíso, imenso lume...
Depois de tão brumosa madrugada
A vida se transforma e quase nada
Restando do passado neste instante
No olhar do meu amado, um diamante
A pedra com carinho lapidada
Traduz esta emoção desenfreada
Atada aos teus caminhos, viandante.
Vagasse por estradas espinhosas
Talvez já não verias mais as rosas
Que agora te apresento e no perfume
Maravilhoso tempo anunciado,
No amor imenso e belo, raro brado,
Trilhando o paraíso, imenso lume...
FÚRIA DA LIBIDO
Minha alma em nada mais, decerto, pensa
Além deste desejo que, incontido
Traduz a fúria imensa da libido
Bebendo no teu corpo a luz intensa.
E sendo a própria vida muito tensa
As dores vão morrendo num olvido
Depois de ter decerto conhecido
A força que da glória me convença.
Saber ser tua amante e companheira,
Viver esta paixão e ser inteira
Sem medo de sofrer seguir adiante,
Deslinda-se aos meus olhos belo sol
Tomando com beleza este arrebol
Num dia mavioso e deslumbrante...
Além deste desejo que, incontido
Traduz a fúria imensa da libido
Bebendo no teu corpo a luz intensa.
E sendo a própria vida muito tensa
As dores vão morrendo num olvido
Depois de ter decerto conhecido
A força que da glória me convença.
Saber ser tua amante e companheira,
Viver esta paixão e ser inteira
Sem medo de sofrer seguir adiante,
Deslinda-se aos meus olhos belo sol
Tomando com beleza este arrebol
Num dia mavioso e deslumbrante...
NOS CARINHOS, SEU DESTINO
Quem sem pudor ou medo fantasia
Encontra nos carinhos seu destino,
E quando em tanto amor eu me fascino
Raiando bem melhor, decerto, o dia.
A luz que teu olhar claro irradia,
Um homem se transforma num menino
E nele dominada eu já domino
Beleza incomparável me dizia
O encanto deste doce caminhar
E nele a cada dia mais amar
Sabendo que ao final, a recompensa
Virá em tantos gozos indecentes,
Sentindo meu amor o que tu sentes
Minha alma em nada mais, decerto, pensa...
Encontra nos carinhos seu destino,
E quando em tanto amor eu me fascino
Raiando bem melhor, decerto, o dia.
A luz que teu olhar claro irradia,
Um homem se transforma num menino
E nele dominada eu já domino
Beleza incomparável me dizia
O encanto deste doce caminhar
E nele a cada dia mais amar
Sabendo que ao final, a recompensa
Virá em tantos gozos indecentes,
Sentindo meu amor o que tu sentes
Minha alma em nada mais, decerto, pensa...
NOSSO AMOR
No amor a noite nunca é tão escura
Que possa transtornar quem tanto quer
E seja da maneira que vier
O sonho nele apenas já perdura
Deixando no passado uma amargura
Orgulho de poder ser a mulher
À qual o teu desejo se puder
Vasculha sem temor, louca procura.
Assaz maravilhada sigo assim,
O sonho com certeza não tem fim,
Vivê-lo é perceber tanta alegria,
E quanto mais audaz o toque teu
Prazer maior do mundo conheceu
Quem sem pudor ou medo fantasia...
Que possa transtornar quem tanto quer
E seja da maneira que vier
O sonho nele apenas já perdura
Deixando no passado uma amargura
Orgulho de poder ser a mulher
À qual o teu desejo se puder
Vasculha sem temor, louca procura.
Assaz maravilhada sigo assim,
O sonho com certeza não tem fim,
Vivê-lo é perceber tanta alegria,
E quanto mais audaz o toque teu
Prazer maior do mundo conheceu
Quem sem pudor ou medo fantasia...
CAMINHOS PARA O SONHO
Sem nada que em verdade ainda tema
Deslindam-se os caminhos para o sonho
E quando se percebe mais risonho
Um mundo sem corrente nem algema
O amor meu preferido e intenso tema,
Por ele cada verso que componho
Vivendo um temporal cruel, medonho,
Mas tendo com certeza a bela gema,
Ourives da esperança; eu sigo em frente
E tendo a fantasia que pressente
Um dia bem melhor ninguém segura
Uma alma enamorada em farto brilho,
Estrelas coletadas, luz que trilho
No amor a noite nunca é tão escura...
Deslindam-se os caminhos para o sonho
E quando se percebe mais risonho
Um mundo sem corrente nem algema
O amor meu preferido e intenso tema,
Por ele cada verso que componho
Vivendo um temporal cruel, medonho,
Mas tendo com certeza a bela gema,
Ourives da esperança; eu sigo em frente
E tendo a fantasia que pressente
Um dia bem melhor ninguém segura
Uma alma enamorada em farto brilho,
Estrelas coletadas, luz que trilho
No amor a noite nunca é tão escura...
Atados
Atados, desfrutando o mesmo mel
Jamais alguém teria tanta luz
E quanto ao paraíso nos conduz
Sabendo quão divino o seu papel,
O amor que tantas vezes vi ao léu
E agora maravilha reproduz
É o barco com certeza aonde pus
O sonho mais audaz, antes cruel.
E assim não posso mais negar o encanto
Que tenho em tanto amor, por isto canto
E faço da canção como um emblema
Falando da vontade de ficar
E sendo toda tua mergulhar
Sem nada que em verdade ainda tema...
Jamais alguém teria tanta luz
E quanto ao paraíso nos conduz
Sabendo quão divino o seu papel,
O amor que tantas vezes vi ao léu
E agora maravilha reproduz
É o barco com certeza aonde pus
O sonho mais audaz, antes cruel.
E assim não posso mais negar o encanto
Que tenho em tanto amor, por isto canto
E faço da canção como um emblema
Falando da vontade de ficar
E sendo toda tua mergulhar
Sem nada que em verdade ainda tema...
BELOS SONHOS
Também nos belos sonhos acreditas
E fazes dos meus dias rara glória
Mudando num momento a minha história
Tornando as minhas horas mais bonitas
A sorte quando ao longe, vês e fitas
A lua muitas vezes merencória
No teu amor supremo eis a vitória
Depois de noites vãs e tão aflitas.
Receba o meu carinho e assim prossiga
Em mim terás bem mais do que uma amiga
A companheira alegre e tão fiel,
E juntos caminhando pareados
Os dias sendo sempre iluminados,
Atados, desfrutando o mesmo mel.
E fazes dos meus dias rara glória
Mudando num momento a minha história
Tornando as minhas horas mais bonitas
A sorte quando ao longe, vês e fitas
A lua muitas vezes merencória
No teu amor supremo eis a vitória
Depois de noites vãs e tão aflitas.
Receba o meu carinho e assim prossiga
Em mim terás bem mais do que uma amiga
A companheira alegre e tão fiel,
E juntos caminhando pareados
Os dias sendo sempre iluminados,
Atados, desfrutando o mesmo mel.
UM, MUNDO RENOVADO
Um mundo renovado já se cria
Após as tempestades costumeiras
E quanto mais desejas e me queiras
Maior decerto a minha fantasia
Nos sonhos mais profícuos, poesia
Trazendo nos prazeres as bandeiras
Enquanto as esperanças mensageiras
Perpetuando em nós tal alegria.
Pungente luz invade a nossa casa
E o corpo numa entrega louca abrasa
Vencido pelas ânsias infinitas
E delas refazendo o velho mundo
Se tanto dos teus sonhos eu me inundo
Também nos belos sonhos acreditas...
Após as tempestades costumeiras
E quanto mais desejas e me queiras
Maior decerto a minha fantasia
Nos sonhos mais profícuos, poesia
Trazendo nos prazeres as bandeiras
Enquanto as esperanças mensageiras
Perpetuando em nós tal alegria.
Pungente luz invade a nossa casa
E o corpo numa entrega louca abrasa
Vencido pelas ânsias infinitas
E delas refazendo o velho mundo
Se tanto dos teus sonhos eu me inundo
Também nos belos sonhos acreditas...
DESTINO E DIREÇAO
Nos olhos meu destino e direção
O amor conhece bem os meus anseios
E quando mansamente toca os seios
De todo o meu desejo é tradução
E sabe dos momentos que virão
E neles sem frescuras ou rodeios
Deixando os sofrimentos tão alheios,
Vagando sem temor nesta amplidão.
Vencida por quem tanto desejei,
Agora me encaminho em tua lei
E escrava de teus sonhos, a alforria
Conheço em liberdade mais atroz,
E quando escuto, amado, a tua voz,
Um mundo renovado já se cria...
O amor conhece bem os meus anseios
E quando mansamente toca os seios
De todo o meu desejo é tradução
E sabe dos momentos que virão
E neles sem frescuras ou rodeios
Deixando os sofrimentos tão alheios,
Vagando sem temor nesta amplidão.
Vencida por quem tanto desejei,
Agora me encaminho em tua lei
E escrava de teus sonhos, a alforria
Conheço em liberdade mais atroz,
E quando escuto, amado, a tua voz,
Um mundo renovado já se cria...
CAMINHO PARA TI
Caminho para ti, amor, aberto
Depois de tantas chuvas, temporais,
E quando te percebo como um cais
O mundo que vivera já deserto,
O passo pro futuro mesmo incerto
Traduz momentos frios, magistrais
Instáveis caminhares desiguais
E o quanto te procuro longe ou perto
Se noutras senda tantas tu te escondes,
Por mais que vez em quando ainda rondes
Sentir-te é como ter libertação
Na ausência de teus braços sou ninguém,
Por isso meu amor, sabe e contém
Nos olhos meu destino e direção...
Depois de tantas chuvas, temporais,
E quando te percebo como um cais
O mundo que vivera já deserto,
O passo pro futuro mesmo incerto
Traduz momentos frios, magistrais
Instáveis caminhares desiguais
E o quanto te procuro longe ou perto
Se noutras senda tantas tu te escondes,
Por mais que vez em quando ainda rondes
Sentir-te é como ter libertação
Na ausência de teus braços sou ninguém,
Por isso meu amor, sabe e contém
Nos olhos meu destino e direção...
DELÍRIOS DE UM PRAZER
Entrego-me aos delírios de um prazer
E vejo ser possível crer na sorte
Amor tão mavioso me conforte
E nele meu futuro posso ver
Vivendo intensamente eu posso ver
O sol em brilho intenso nobre e forte
E agora que percebo em ti meu Norte
Não tenho nesta vida o que temer.
Sentindo-me deveras toda tua
Deitando-me ao teu lado; intensa e nua
Pudores esquecidos me liberto
Adentro o Paraíso em tuas mãos
E adentras com carinhos tantos vãos
Caminho para ti, amor, aberto...
E vejo ser possível crer na sorte
Amor tão mavioso me conforte
E nele meu futuro posso ver
Vivendo intensamente eu posso ver
O sol em brilho intenso nobre e forte
E agora que percebo em ti meu Norte
Não tenho nesta vida o que temer.
Sentindo-me deveras toda tua
Deitando-me ao teu lado; intensa e nua
Pudores esquecidos me liberto
Adentro o Paraíso em tuas mãos
E adentras com carinhos tantos vãos
Caminho para ti, amor, aberto...
FELICIDADE
Tramando em perfeição felicidade
Quem tanto desejou novo caminho
E vendo o seu olhar triste e sozinho
Mais alto o coração deveras brade
E quando mais entregue à realidade
Decerto do temor eu me avizinho,
Aonde poderia ter carinho
Se eu trago este semente da saudade
E vejo quando cevo novo tempo,
Somente dor e tédio, o contratempo
Comum de que deseja o amanhecer
Vertendo-se em delícias mais audazes
E quando teus anseios tu me trazes
Entrego-me aos delírios de um prazer...
Quem tanto desejou novo caminho
E vendo o seu olhar triste e sozinho
Mais alto o coração deveras brade
E quando mais entregue à realidade
Decerto do temor eu me avizinho,
Aonde poderia ter carinho
Se eu trago este semente da saudade
E vejo quando cevo novo tempo,
Somente dor e tédio, o contratempo
Comum de que deseja o amanhecer
Vertendo-se em delícias mais audazes
E quando teus anseios tu me trazes
Entrego-me aos delírios de um prazer...
SACROSSANTO CAMINHO
Sacrossanto caminho diz amor
E tendo nos meus olhos poesia
A cada novo sonho poderia
Viver além do encanto sonhador
E ter em minhas mãos o redentor
Desejo aonde a dor já se alivia
Uma esperança é rara montaria
E nela novo mundo a se compor
Perceba quanto é necessário o sonho
E nele toda a vida eu recomponho
Sagrando em Luz intensa a liberdade
Toando dentro em mim tal emoção
Causando a mais sublime floração
Tramando em perfeição felicidade...
E tendo nos meus olhos poesia
A cada novo sonho poderia
Viver além do encanto sonhador
E ter em minhas mãos o redentor
Desejo aonde a dor já se alivia
Uma esperança é rara montaria
E nela novo mundo a se compor
Perceba quanto é necessário o sonho
E nele toda a vida eu recomponho
Sagrando em Luz intensa a liberdade
Toando dentro em mim tal emoção
Causando a mais sublime floração
Tramando em perfeição felicidade...
NOS TEUS BRAÇOS
Se tento disfarçar já não consigo
Vencendo os meus temores muita vez
Tomada por carinho e insensatez
Buscando muito além de um bom amigo,
E quando nos teus braços faço abrigo
Deliro e teimo além do que se fez
Em ânsia delicada; mas não vês
E em solitária noite e em vão prossigo.
Palpita o coração enamorado
De quem te desejara além de um brado
Com toda fantasia e a plenitude
Do amor incontestável, mas sincero
Caminho em paz desejo e tanto quero
Se tento disfarçar, nem mesmo pude...
Vencendo os meus temores muita vez
Tomada por carinho e insensatez
Buscando muito além de um bom amigo,
E quando nos teus braços faço abrigo
Deliro e teimo além do que se fez
Em ânsia delicada; mas não vês
E em solitária noite e em vão prossigo.
Palpita o coração enamorado
De quem te desejara além de um brado
Com toda fantasia e a plenitude
Do amor incontestável, mas sincero
Caminho em paz desejo e tanto quero
Se tento disfarçar, nem mesmo pude...
A SONHADORA
Nesta aridez terrível são vazios
Os solos onde um dia quis cevar,
Ausente de meus olhos o luar
Inverno sonegando outros estios.
A sonhadora encontra em desafios
Momentos sem destino num vagar
Levando ao mesmo e vão, tosco lugar
Na imensidão das fozes de outros rios.
E o mar se embebedando de água doce
É como se talvez ainda fosse
Causar inundações. Mas vejo bem
O falso diamante nos teus olhos
E quando me percebo, são de abrolhos
As folhas que o jardim ora contém...
Os solos onde um dia quis cevar,
Ausente de meus olhos o luar
Inverno sonegando outros estios.
A sonhadora encontra em desafios
Momentos sem destino num vagar
Levando ao mesmo e vão, tosco lugar
Na imensidão das fozes de outros rios.
E o mar se embebedando de água doce
É como se talvez ainda fosse
Causar inundações. Mas vejo bem
O falso diamante nos teus olhos
E quando me percebo, são de abrolhos
As folhas que o jardim ora contém...
DESENCANTO
Aonde o desencanto em dor se fez
Não pude mais colher lírios e rosas,
As noites no passado fabulosas
Agora tão somente insensatez.
A lua em falso brilho se desfez
Vontades da paixão são caprichosas
Às vezes são gentis, voluptuosas
Ou vaporosa e tênue sua tez.
Legados de uma vida sem proveito
As dores vão tomando cada espaço
E quando um sonho além ainda traço
Percebo quão diverso seja o leito
Do rio em várias curvas e desvios,
Nesta aridez terrível são vazios...
Não pude mais colher lírios e rosas,
As noites no passado fabulosas
Agora tão somente insensatez.
A lua em falso brilho se desfez
Vontades da paixão são caprichosas
Às vezes são gentis, voluptuosas
Ou vaporosa e tênue sua tez.
Legados de uma vida sem proveito
As dores vão tomando cada espaço
E quando um sonho além ainda traço
Percebo quão diverso seja o leito
Do rio em várias curvas e desvios,
Nesta aridez terrível são vazios...
MAIOR É A CERTEZA
Abismo ao qual um sonho enfim me lance
Vivendo sem saber se existe um dia
Aonde toda glória mostraria
Além de simplesmente algum nuance
Maior é com certeza o seu alcance
Amor que tantas vezes me extasia
Em luzes falsas guizos da alegria
Aonde o olhar vazio enfim descanse.
Melancolia toma sonhadora
Por tantos descaminhos sempre fora
Buscando na verdade a placidez
E sabe muito bem a dor da espera
Jamais se conhecera a primavera
Aonde o desencanto em dor se fez.
Vivendo sem saber se existe um dia
Aonde toda glória mostraria
Além de simplesmente algum nuance
Maior é com certeza o seu alcance
Amor que tantas vezes me extasia
Em luzes falsas guizos da alegria
Aonde o olhar vazio enfim descanse.
Melancolia toma sonhadora
Por tantos descaminhos sempre fora
Buscando na verdade a placidez
E sabe muito bem a dor da espera
Jamais se conhecera a primavera
Aonde o desencanto em dor se fez.
AMOR EM CRUZ
Legados de um passado tão sombrio
Vagando em noites toscas, sem a luz
À qual o olhar amante se conduz,
E nelas se percebe um tênue fio.
O quanto de prazeres não desfio
E o vento transformando amor em cruz,
Imagem ofuscada reproduz
O mundo sem sentido e tão vazio.
A cada verso eu vejo o meu passado
E dele um novo tempo anunciado
Aborta-se sem ter sequer a chance
De um belo amanhecer que não conheço,
O amor virando a vida pelo avesso
Abismo ao qual um sonho enfim me lance...
Vagando em noites toscas, sem a luz
À qual o olhar amante se conduz,
E nelas se percebe um tênue fio.
O quanto de prazeres não desfio
E o vento transformando amor em cruz,
Imagem ofuscada reproduz
O mundo sem sentido e tão vazio.
A cada verso eu vejo o meu passado
E dele um novo tempo anunciado
Aborta-se sem ter sequer a chance
De um belo amanhecer que não conheço,
O amor virando a vida pelo avesso
Abismo ao qual um sonho enfim me lance...
AMARGURAS
Amarguras são velhas conhecidas
E delas faço o verso mais constante,
O amor num ato simples, torturante
Destroça em trevas nuas nossas vidas.
Estradas em delírios concebidas
Mostrando algum momento deslumbrante
Vivendo sem ternura num rompante
Do quanto te desejo, sempre olvidas.
E assim ao não ter nada em minhas mãos
Momentos prazerosos? Tolos, vãos...
E quando vejo alguma luz ao fundo
Das falsas esperanças eu me inundo,
Mas logo a realidade me contém
E acordo nos teus braços. Sem ninguém...
E delas faço o verso mais constante,
O amor num ato simples, torturante
Destroça em trevas nuas nossas vidas.
Estradas em delírios concebidas
Mostrando algum momento deslumbrante
Vivendo sem ternura num rompante
Do quanto te desejo, sempre olvidas.
E assim ao não ter nada em minhas mãos
Momentos prazerosos? Tolos, vãos...
E quando vejo alguma luz ao fundo
Das falsas esperanças eu me inundo,
Mas logo a realidade me contém
E acordo nos teus braços. Sem ninguém...
MAL PUDE PERCEBER
Mal pude perceber tua chegada
Em meio às brumas tantas, noite escura,
Depois de tanto tempo em vã procura
A sorte de surpresa desvendada.
Vencendo os meus temores, madrugada
Que ainda nos meus braços já perdura
Sabendo finalmente minha cura,
Uma alma se sentindo emocionada
Permite que um sorriso tome a face
E deixe bem provável desenlace
Aonde eu possa crer em novos dias.
Sentindo o teu calor amado meu
Meu mundo em teus prazeres se perdeu
Quando à felicidade tu me guias...
Em meio às brumas tantas, noite escura,
Depois de tanto tempo em vã procura
A sorte de surpresa desvendada.
Vencendo os meus temores, madrugada
Que ainda nos meus braços já perdura
Sabendo finalmente minha cura,
Uma alma se sentindo emocionada
Permite que um sorriso tome a face
E deixe bem provável desenlace
Aonde eu possa crer em novos dias.
Sentindo o teu calor amado meu
Meu mundo em teus prazeres se perdeu
Quando à felicidade tu me guias...
OS TEUS BEIJOS
Os beijos de quem tanto procurei
Durante a vida inteira e não sabia
Que ao lado dos meus olhos persistia
Vagando costumeiro em minha grei
E agora que deveras te encontrei
A noite não será decerto fria
Tampouco sem sentido a melodia
De amor que há tanto tempo eu escutei.
Mistérios deste deus que nos domina
E quando se percebe cristalina
Fonte que permita-nos sonhar
As nuvens numa noite em nuvens feita
Durante muito tempo por desfeita
Impedem vermos raios de um luar...
Durante a vida inteira e não sabia
Que ao lado dos meus olhos persistia
Vagando costumeiro em minha grei
E agora que deveras te encontrei
A noite não será decerto fria
Tampouco sem sentido a melodia
De amor que há tanto tempo eu escutei.
Mistérios deste deus que nos domina
E quando se percebe cristalina
Fonte que permita-nos sonhar
As nuvens numa noite em nuvens feita
Durante muito tempo por desfeita
Impedem vermos raios de um luar...
HÁ TANTO QUE PROCURO...
Há tanto que procuro e não me vejo
Em formas e delírios desejados
Os dias seguem ágeis e apressados
Deixando adormecido deste desejo
De ter nas mãos o bem que tanto almejo
Em forma de carinhos e cuidados,
Que faço se diversos são meus Fados
E tudo o que inda tenho; algum lampejo.
Assíduas ilusões fazem morada
No peito de quem tanto enamorada
Não sabe discernir mais os anseios
E sinto tuas mãos sobre os meus seios,
Mas quando acordo e vejo o mesmo nada
Procura noutro dia, renovada...
Em formas e delírios desejados
Os dias seguem ágeis e apressados
Deixando adormecido deste desejo
De ter nas mãos o bem que tanto almejo
Em forma de carinhos e cuidados,
Que faço se diversos são meus Fados
E tudo o que inda tenho; algum lampejo.
Assíduas ilusões fazem morada
No peito de quem tanto enamorada
Não sabe discernir mais os anseios
E sinto tuas mãos sobre os meus seios,
Mas quando acordo e vejo o mesmo nada
Procura noutro dia, renovada...
EU QUERO TE FALAR
Eu quero te falar do quão sincero
Caminho que me leve aos braços teus
Jamais imaginei dizer adeus,
Se eu tenho nos teus braços o que quero.
E sinto quanto amor se fez austero
Durante a minha vida em fartos breus
E agora que tu és quase que um deus
A eternidade em ti, amado, espero.
E sendo tua amiga, me permita
Lapidar com carinho esta pepita
A gema preciosa dita amor,
Vivendo sem temores nem defesas,
Seguindo contra tantas correntezas
A vida em tua vida a se compor.
Caminho que me leve aos braços teus
Jamais imaginei dizer adeus,
Se eu tenho nos teus braços o que quero.
E sinto quanto amor se fez austero
Durante a minha vida em fartos breus
E agora que tu és quase que um deus
A eternidade em ti, amado, espero.
E sendo tua amiga, me permita
Lapidar com carinho esta pepita
A gema preciosa dita amor,
Vivendo sem temores nem defesas,
Seguindo contra tantas correntezas
A vida em tua vida a se compor.
CAMINHOS SENSUAIS
Por ser em teus caminhos sensuais
Errática e por vezes seduzida
É que ao me perceber em tua vida
Senti quanto este sonho é algo mais
Prazeres que recebo em rituais
Enquanto a nossa sorte assim urdida
Em luz rara e divina percebida
Num gozo que bem sei nunca é demais
Eu teimo contra tudo e contra todos
Enfrento os meus dissídios, meus engodos
E sinto ser possível nova sanha.
O amor nos conduzindo ao infinito
Deixando para trás o olhar aflito
No amor que com ternura nos entranha...
Errática e por vezes seduzida
É que ao me perceber em tua vida
Senti quanto este sonho é algo mais
Prazeres que recebo em rituais
Enquanto a nossa sorte assim urdida
Em luz rara e divina percebida
Num gozo que bem sei nunca é demais
Eu teimo contra tudo e contra todos
Enfrento os meus dissídios, meus engodos
E sinto ser possível nova sanha.
O amor nos conduzindo ao infinito
Deixando para trás o olhar aflito
No amor que com ternura nos entranha...
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