terça-feira, 9 de março de 2010

00717

Apenas se eu mirar o meu passado
Consigo vislumbrar alguma luz,
E nela teu reflexo não reluz,
O sonho a tanto tempo anunciado

Jamais resistiria ao medo imenso
Da solitária noite que adivinho,
Na falta de ternura e de carinho
No amor que já se foi agora eu penso

E tudo se transforma em dor e pranto,
Tristeza dominando o dia a dia,
A dor se renovando, e esta agonia,
Servindo de mortalha, frio manto.

Quem dera reviver o meu jardim
E ter tua alegria junto a mim,

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