terça-feira, 9 de março de 2010

00716

Sem ter amor que ainda me conforte
Vagando pelas noites: solidão
Ainda que procure a direção
O barco já se fez sem rumo ou norte,

E quando me pergunto onde tu andas
Estrelas e cometas, nada vejo.
Somente alguma imagem, num lampejo
De luas enfeitando estas varandas.

Medonhas madrugadas, dias frios,
Saudade dominando o pensamento
Olhando para o enorme firmamento,
Os olhos sem ninguém morrem vazios.

E aonde te encontrar; meu bem amado,
Apenas se eu mirar o meu passado...

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