Sabendo que esta dor, vaga, perdura
Já não conseguirei outro caminho
E quando em ilusões teimosa, aninho
É como se buscasse inútil cura.
Escrava da emoção, a liberdade
Ausente da senzala feita em vida,
E quanto mais se teima, mais se acida
E o medo tão somente inda me invade.
Estando solitária e nada vendo
Senão este vazio que eterniza,
Buscando em tempestades pela brisa,
Felicidade nunca é dividendo
Pra quem se fez em dívida co’a sorte,
Sem ter amor que ainda me conforte...
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