segunda-feira, 8 de março de 2010

00688

Eu tanto te queria amado que perdi
Na noite enluarada em plena serenata
O amor que nos tocou e tanto me arrebata
Percebo delicada, agora imenso em ti.

E o gosto do prazer que tanto concebi
Ao ver o teu olhar, uma alma sempre grata
Mergulha sem temer e o sonho me arrebata
Vivendo o Paraíso, imenso desde aqui.

Não posso mais calar e tento descobrir
Do amor o seu encanto, um bálsamo, o elixir
E quando estás ausente; amado, o que fazer?

A vida sem sentido, o mundo sem ninguém
Somente a solidão, cruel, invade e vem,
Tomando o quarto inteiro, o medo de viver.

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