segunda-feira, 8 de março de 2010

00689

O quanto amor se fez somente em despedida
Afeta a sonhadora em busca do passado
Aonde muita vez um templo abandonado
Ditara sem perdão amarga e triste vida...

O quanto me abandono e vivo sem guarida,
Depois da tempestade, o tempo anunciado
Não traz uma bonança, apenas este enfado
E dele nada vindo, imagem destruída...

Quisera ter no olhar um brilho incandescente
O amor que não sacia é como estar doente
E não ter solução, tampouco cirurgia.

Morrendo sem ninguém, ausência me domina,
Aonde se escondeu de mim esta menina
Que agora envelhecida o sol já não veria...

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