O mundo se propôs em aridez
A quem se poderia crer no amor
Aquém do paraíso vejo a dor
E nela minha amarga insensatez.
Beijando boca a boca, não sacia
A sede de um anseio mais dileto,
E quando noutro braço me completo,
Somente algum lampejo em fantasia.
Vivenciando assim a triste sorte,
Morrendo sem ter nada que me ajude,
Há tanto já distante juventude
Deixando se perder sem ter aporte.
Caminho quando o sonho ainda invade
Até chegar à dura realidade.
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